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Networking: mapa do sucesso

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Por Mário Quirino

Há cerca de 20 mil anos, um grupo de humanos deixou um dos mapas tridimensionais mais antigos da humanidade, esculpido em uma caverna, na França. Esse achado não é apenas um marco arqueológico, ele revela que sempre estivemos buscando maneiras de nos conectar, compartilhar conhecimento e traçar caminhos para o sucesso coletivo.

Esses ancestrais sabiam da necessidade de colaborar para sobreviver. O mapa, provavelmente, era uma ferramenta para guiar a comunidade, indicando caminhos seguros, fontes de água ou até territórios de caça.

Avançando para os dias atuais, a tecnologia mudou, o ambiente de negócios evoluiu, mas o ímpeto de colaboração permanece intuitivo. Assim como nossos ancestrais precisavam de mapas para navegar pelo mundo, nós precisamos de mapas estratégicos para navegar pelo mundo dos negócios e das oportunidades. E esse é o papel do networking de alta qualidade.

No passado, um mapa de pedra poderia significar a diferença entre a vida e a morte. Hoje, um bom networking pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso profissional. Há 20 mil anos os humanos trocavam informações de onde encontrar comida e abrigo, atualmente trocamos insights sobre novos produtos, otimização de performance e expansão de negócios.

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Assim como nossos antepassados compartilhavam técnicas para fabricar armas ou ferramentas, o networking moderno nos ajuda a inovar. Uma conversa com a pessoa certa pode revelar tendências de mercado, apontar lacunas na oferta de produtos e abrir portas para colaborações estratégicas.

Os caçadores do passado precisavam aprimorar suas habilidades para garantir alimento. Atualmente, empresários, executivos e profissionais buscam mentores, referências e modelos de sucesso para aperfeiçoar seus processos em vendas, gestão ou inovação. O networking nos conecta a pessoas que já trilharam o caminho que desejamos percorrer.

O mapa da caverna era um guia para expansão territorial. Hoje, os eventos de networking, grupos empresariais e plataformas digitais nos direcionam onde estão as melhores oportunidades, quais mercados explorar e com quem devemos nos associar.

Desde os primórdios, o ser humano sempre desejou dividir conhecimento e expandir horizontes. O que antes era um mapa rudimentar, no nosso tempo se manifesta nas estratégias de networking que delineamos para crescer e prosperar.

Se há 20 mil anos o sucesso dependia da capacidade de se unir a outros membros da tribo, na atualidade, ele depende da qualidade do nosso networking. Portanto, fica a dica: quem tem acesso ao mapa certo sempre chega mais longe!

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*Mário Quirino é especialista em Desenvolvimento Humano e Diretor Executivo do BNI Brasil em Mato Grosso

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TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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