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Mulher Advogada: Desafios e Conquistas no Direito

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No dia 8 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, é essencial refletir sobre a realidade da mulher advogada na sociedade e no universo jurídico. Os avanços são inegáveis, somos maioria entre os inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nos cursos de Direito, lideramos bancas, ocupamos cargos de destaque no Judiciário e participamos ativamente da construção de um sistema jurídico mais justo e inclusivo.

Os números da advocacia mostram um crescimento expressivo da participação feminina, mas também escancaram as desigualdades que ainda enfrentamos. Em Mato Grosso, essa realidade se agrava diante de um cenário alarmante de violência contra a mulher, onde lideramos estatísticas preocupantes. É triste que, em pleno 8 de março de 2025, ainda precisemos falar sobre sobrevivência antes mesmo de falarmos sobre liberdade, autonomia e ascensão profissional.

Todos os dias, a carga mental nos enfraquece, não sabemos se voltaremos para casa ou se nossas filhas voltarão ou se é lá que a pior violência nos espera. Recebemos parabéns, contudo ainda vivemos a angústia constante de sermos violentadas, excluídas e subjugadas. Enquanto isso, nossos desafios não são apenas os de sobrevivência, apesar de esse ainda ser o mais importante, mas também os desafios da liberdade, do destaque, da autonomia e da autogestão.

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Por esse motivo, é preciso agradecer às advogadas precursoras que, com coragem e determinação, abriram caminho para todas nós, começando essa linda história de conquistas, que asseguraram a presença feminina no Direito.

Diante disso, é importante destacar o papel dos organismos de poder na garantia dessa autonomia. No sistema OAB e em toda a advocacia, somos mulheres representantes de uma maioria inspiradora, trabalhando não apenas pelas pautas gerais da profissão, mas também pelas pautas femininas que são de esperança, trabalho, respeito e equidade.

Esses avanços são visíveis e refletem a transformação da advocacia. A presença feminina nos espaços decisórios tem crescido significativamente e na OAB somos maioria também nesses espaços de destaque, com mais mulheres ocupando cargos de liderança e contribuindo para uma gestão mais inclusiva e representativa. A eleição de presidentes mulheres e a conquista da paridade, a implementação de programas de combate ao assédio e tudo sob a liderança de uma exímia presidente, mostram um movimento de mudança estrutural, garantindo que a advocacia seja, cada vez mais, um ambiente igualitário e democrático. Sempre à frente de seu tempo.

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Sendo assim, o dia 8 de março não é somente uma data especial, mas um dia para enaltecer a mulher advogada que segue firme, demonstrando competência, ética e excelência. Quero, aqui, homenagear essa mulher que inspira novas gerações, rompe padrões e redefine o conceito de justiça todos os dias.

O Dia Internacional da Mulher é uma data para celebrar, mas sobretudo, para lembrar que a luta continua. Seguimos firmes e comprometidas com uma advocacia mais justa, igualitária e inclusiva. Nossa força transforma, rompe padrões e renova, diariamente, o conceito de justiça.

**Thaís Brazil é vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT), advogada e professora de Direito.*

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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