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ARTIGO & OPINIÃO

Diferença entre ser empreendedor e ser empresário

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*Leonardo Chucrute é Gestor em Educação e CEO da Rede Zerohum

Apesar de serem usados como sinônimos, empreendedor e empresário não são exatamente a mesma coisa.  É de grande importância entender essa diferença para quem quer trilhar o caminho dos negócios de forma consciente, bem-sucedida e com sucesso.

O empresário administra uma empresa formalmente constituída. Além disso, ele lida com questões operacionais, como finanças, tributos, processos e gestão de equipe. Já o empreendedor é aquele que tem a visão e a coragem de transformar ideias em realidade, mesmo sem necessariamente estar à frente de uma empresa.

Empreender é um ato de propósito, de transformação e de superação. Por exemplo, nem todo empresário é empreendedor, no sentido de que mantêm o negócio funcionando, mas não inovam ou se arriscam para conseguir se destacar no mundo dos negócios. Porém, muitos empreendedores ainda não se tornaram empresários, mas já estão movendo o mundo com suas ideias, atitudes, coragem e determinação.

Outra forma de identificar a diferença é que o empreendedor precisa de persistência e visão estratégica.  Além de serem “criadores” do movimento, eles aprendem com os erros, são guiados pelo propósito e colocam o cliente no centro do negócio. Lembre-se: o sucesso é fruto de muito trabalho e dedicação.

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Já o empresário precisa dominar técnicas de gestão, precificação, controle financeiro, deve saber separar as finanças pessoais das empresariais, ter uma reserva de emergência e manter o fluxo de caixa sempre organizado. Logo, é o gestor da operação.

Vale ressaltar que ambos os perfis podem coexistir em uma mesma pessoa, um não anula o outro. O ideal é que o empreendedor também desenvolva competências de gestão empresarial. Por outro lado, o empresário precisa adotar uma mentalidade inovadora. Quando esses dois mundos se encontram, surgem empresas com propósito, lucro e impacto positivo. Agora que ficou claro, você é empreendedor, empresário ou ambos?

(*) Leonardo Chucrute CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

 

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ARTIGO & OPINIÃO

A força do associativismo, o presente e futuro das carreiras de Estado

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Por Georgia Fajuri Gebara_

As transformações sociais das últimas décadas mudaram profundamente a forma como trabalhamos, nos relacionamos e participamos da vida pública. Em um ambiente marcado pela velocidade da informação e pela inovação tecnológica, as entidades associativas assumiram um papel ainda mais relevante na representação e no fortalecimento das carreiras de Estado.

O associativismo deixou de ser apenas um instrumento de defesa classista. Hoje, representa um espaço essencial de diálogo, desenvolvimento profissional e aperfeiçoamento institucional. É por meio dele que os profissionais compartilham experiências, constroem soluções e participam ativamente dos debates que impactam o presente e futuro da administração pública.

Nas carreiras jurídicas, essa atuação unificada tornou-se indispensável. Os desafios contemporâneos exigem atualização e capacidade de adaptação. Nenhuma categoria evolui de forma isolada, os avanços mais significativos nascem da união de pessoas comprometidas com objetivos comuns. Ao longo dos anos, a mobilização organizada garantiu conquistas históricas, como a valorização profissional, a defesa de prerrogativas e a ampliação dos espaços de debate.

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Contudo, o cenário atual impõe novas missões. As entidades precisam dialogar com uma geração de profissionais que exige transparência, proximidade e resultados concretos. É preciso ocupar os espaços onde as decisões acontecem, utilizar ferramentas digitais de comunicação e aproximar o associado do dia a dia da instituição.

Outro ponto crucial é a consolidação de uma cultura associativa permanente. Muitas vezes, a segurança das conquistas passadas faz com que se esqueça o esforço coletivo que foi necessário para alcançá-las. Fortalecer uma carreira exige envolvimento contínuo e o entendimento de que a representação é uma responsabilidade compartilhada.

A experiência demonstra que entidades fortes geram carreiras valorizadas e instituições preparadas para responder às demandas da sociedade. Em uma época de relações rápidas e individualizadas, o associativismo segue cumprindo sua missão mais fundamental, que é conectar pessoas, amplificar vozes e construir o futuro do serviço público com diálogo e compromisso.

_*Georgia Fajuri Gebara* é procuradora do Município de Cuiabá e presidente da União dos Procuradores do Município de Cuiabá (Uniproc)._

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