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ARTIGO & OPINIÃO

Diferença entre ser empreendedor e ser empresário

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*Leonardo Chucrute é Gestor em Educação e CEO da Rede Zerohum

Apesar de serem usados como sinônimos, empreendedor e empresário não são exatamente a mesma coisa.  É de grande importância entender essa diferença para quem quer trilhar o caminho dos negócios de forma consciente, bem-sucedida e com sucesso.

O empresário administra uma empresa formalmente constituída. Além disso, ele lida com questões operacionais, como finanças, tributos, processos e gestão de equipe. Já o empreendedor é aquele que tem a visão e a coragem de transformar ideias em realidade, mesmo sem necessariamente estar à frente de uma empresa.

Empreender é um ato de propósito, de transformação e de superação. Por exemplo, nem todo empresário é empreendedor, no sentido de que mantêm o negócio funcionando, mas não inovam ou se arriscam para conseguir se destacar no mundo dos negócios. Porém, muitos empreendedores ainda não se tornaram empresários, mas já estão movendo o mundo com suas ideias, atitudes, coragem e determinação.

Outra forma de identificar a diferença é que o empreendedor precisa de persistência e visão estratégica.  Além de serem “criadores” do movimento, eles aprendem com os erros, são guiados pelo propósito e colocam o cliente no centro do negócio. Lembre-se: o sucesso é fruto de muito trabalho e dedicação.

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Já o empresário precisa dominar técnicas de gestão, precificação, controle financeiro, deve saber separar as finanças pessoais das empresariais, ter uma reserva de emergência e manter o fluxo de caixa sempre organizado. Logo, é o gestor da operação.

Vale ressaltar que ambos os perfis podem coexistir em uma mesma pessoa, um não anula o outro. O ideal é que o empreendedor também desenvolva competências de gestão empresarial. Por outro lado, o empresário precisa adotar uma mentalidade inovadora. Quando esses dois mundos se encontram, surgem empresas com propósito, lucro e impacto positivo. Agora que ficou claro, você é empreendedor, empresário ou ambos?

(*) Leonardo Chucrute CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

 

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ARTIGO & OPINIÃO

Dia Mundial da Alfabetização e a importância de respeitar etapas do aprendizado da leitura

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 Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização nos ajuda a refletir sobre os desafios enfrentados por alunos, professores e famílias. Também ressalta a importância de compreender o desenvolvimento da leitura e analisar quais estratégias favorecem esse processo.

Para ler uma palavra, o cérebro utiliza dois caminhos principais. O primeiro é a chamada rota fonológica, responsável pela leitura inicial e pela decodificação de palavras. Nesse processo, a criança junta sons e letra por letra. Essa etapa é mais lenta e exige esforço cognitivo e construção gradual da habilidade.

O segundo caminho é a rota lexical. O cérebro já reconhece a palavra visualmente e consegue identificá-las de maneira rápida e automática, sem precisar soletrar, por exemplo. O desenvolvimento da leitura acontece de forma eficiente quando os dois caminhos funcionam em equilíbrio.

A dificuldade surge quando se tenta acelerar o processo, priorizando o reconhecimento visual antes que a criança consolide habilidades fundamentais relacionadas à consciência dos sons. Quando a alfabetização se apoia na memorização visual, a criança pode apresentar dificuldades diante de palavras novas, demonstrando dependência da memória e insegurança na leitura.

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Alguns sinais podem indicar que o processo não está consolidado. Por exemplo, a criança que consegue nomear letras isoladamente, mas não consegue unir sons para formar palavras completas. Outro indicativo é a dificuldade em perceber rimas e semelhanças sonoras entre palavras, demonstrando fragilidade na percepção dos sons da fala.

A leitura não é uma habilidade adquirida de maneira natural. Trata-se de uma construção que exige treinamento e adaptação cerebral. Com isso, a consciência fonológica aparece como habilidade central no processo de alfabetização. Ela envolve a capacidade de perceber que palavras são formadas por unidades sonoras menores e de manipular esses sons de diferentes formas.  Atividades como rimas, aliterações e exploração sonora contribuem para fortalecer essa base, favorecendo a construção da leitura e da escrita.

No Dia Mundial da Alfabetização, a reflexão proposta deve ir além do acesso à leitura. Ela deve reconhecer que alfabetizar envolve conhecimento, estratégia e compreensão profunda sobre como o cérebro aprende. Entender a ciência por trás da alfabetização é o que diferencia o mestre de um instrutor.

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(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

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