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Soja sem desmatamento: divulgação de informações como fator de competividade para a agroindústria

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Produção agropecuária livre de desmatamento e com respeito aos direitos humanos não é apenas uma boa prática e um diferencial entre produtores, traders e empresas. Cada vez mais, investidores, mercados importadores e consumidores exigem informações sobre o processo de produção e de comercialização desses produtos, tornando a transparência obrigatória para a sobrevivência dos negócios.

A União Europeia, por exemplo, está avançando em legislação que deverá proibir a importação de soja e de outras commodities agrícolas que tenham origem em áreas desmatadas ou de conversão da vegetação nativa. Do outro lado do Canal da Mancha, o Reino Unido discute legislação para frear o desmatamento ilegal nas suas importações de grãos, enquanto o parceiro comercial mais importante do país, a China, começa a estudar medidas parecidas.

Para auxiliar às empresas comercializadoras de soja brasileira a atender essas novas realidades, o Instituto de Manejo e Certificação Florestal (Imaflora) e a The Nature Conservancy (TNC) elaboraram um guia que traz uma proposta de roteiro para a produção de relatórios de progresso sobre soja livre de desmatamento em dois dos principais biomas do país: Cerrado e Amazônia. As duas organizações também lançarão esse guia para o Chaco em 2023.

TRANSPARÊNCIA – O coordenador de projetos sênior do Imaflora, Lisandro Inakake, explica que a diversidade de metodologias e indicadores atualmente utilizados nos relatórios de progresso são insuficientes para compreender os impactos ambientais e sociais associados à soja. Além disso, nas informações atualmente apresentadas pelas empresas é difícil acompanhar a evolução na implementação de seus compromissos socioambientais. O objetivo do guia é compilar as informações e boas práticas de forma a facilitar a criação dos relatórios e dar mais transparência aos processos do cultivo à comercialização final.

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“Esse roteiro oferece às traders e demais empresas do setor um parâmetro de comunicação e transparência sobre a soja originada na Amazônia e no Cerrado brasileiros e, na outra ponta da cadeia agroindustrial, permitirá que os compradores do grão e demais partes interessadas compreendam a performance e a evolução dos compromissos das empresas em relação à eliminação do desmatamento e conversão da vegetação nativa e ao respeito aos direitos humanos no processo de originação da soja”, afirma Inakake.

A gerente global da Estratégia Zero Conversão da TNC, Melissa Brito, ressalta que o guia vai preencher lacunas de informações básicas que, muitas vezes, não constam de relatórios de progresso – como data de referência, fornecedores indiretos e alcance geográfico. Além disso, poderá ajudar as empresas a se posicionarem, formarem parcerias e a identificarem oportunidades comerciais, ao demostrarem progresso objetivo e melhorias contínuas no cumprimento de seus compromissos de zero desmatamento.

“Empresas compradoras, as chamadas downstream, estão procurando formas de serem proativas e parceiras na transição de produção de zero desmatamento e com respeito aos direitos humanos. O roteiro cobre exatamente as informações que buscam, de maneira objetiva, para que possam auxiliar as traders que reconhecem e divulgam onde há dificuldades em acelerar seus respectivos progressos, assim como premiar os que realmente estão progredindo,” detalha Brito.

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“Não duvido que as empresas downstream passem a exigir relatórios de progresso coerentes com o guia e a oferecerem, inclusive, condições mais favoráveis de compras. É que também assumiram compromissos de eliminar o desmatamento e violações de direitos humanos nas suas cadeias de valor. O roteiro oferece uma régua objetiva e com base nas dinâmicas de comercialização para captar progresso ano a ano” — adiciona Brito.

ROTEIRO – O guia está dividido em quatro partes. A primeira oferece orientações gerais sobre a divulgação das informações. A segunda solicita informações relativas à organização que está elaborando o relatório de progresso. A terceira parte é a mais importante. É nela que se apresentam os indicadores para mensurar os avanços concretos nas áreas de onde uma trader origina a soja (própria e de fornecedores), em termos de eliminação do desmatamento e com base no respeito aos direitos humanos. Na quarta parte estão listados termos e definições utilizados neste documento de forma a facilitar a compreensão dos requisitos e indicadores propostos.

O lançamento do guia ocorreu nesta quarta-feira, 27 de julho, durante o webinar “Soja sem desmatamento e com respeito aos direitos humanos”. Quem perdeu a transmissão pode acessá-la pelo Youtube.

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Projeto Caju beneficia mais de 100 produtores e distribui 10 mil mudas no semiárido cearense

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Em uma região onde a escassez de água impõe desafios à produção agrícola, encontrar culturas adaptadas às condições locais é um dos caminhos para ampliar as oportunidades de geração de renda no campo. É nesse cenário que o Projeto Caju, desenvolvido pelos Amigos do Bem, organização sem fins lucrativos, com apoio da AGCO Agriculture Foundation, fundação privada que tem como objetivo prevenir e combater a fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, atua no semiárido cearense. A iniciativa envolve 107 produtores em 15 comunidades, com a distribuição de 10 mil mudas de caju, capacitação técnica e acompanhamento para apoiar a implantação e o desenvolvimento dos pomares.

A escolha do caju considera as características da cultura, que apresenta adaptação ao clima quente e a períodos de menor disponibilidade hídrica. A partir dessa característica, o projeto associa o cultivo ao conhecimento técnico e ao suporte aos agricultores, buscando contribuir para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura local.

Dos 107 produtores envolvidos, 63 receberam apoio direto com recursos da AGCO Agriculture Foundation. Entre os participantes, 64% são novos produtores, enquanto 36% já haviam sido apoiados pelo Projeto Caju.

“Os resultados mostram a importância de combinar recursos, conhecimento e acompanhamento técnico para criar oportunidades de desenvolvimento no campo. Em regiões que enfrentam desafios climáticos e socioeconômicos tão grandes, apoiar o produtor significa também contribuir para que ele tenha condições de construir uma fonte de renda mais estável”, afirma Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO América Latina.

“Essa iniciativa demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto positivo no campo. Ao apoiar os produtores com as mudas, capacitação e acompanhamento técnico, o projeto contribui para fortalecer a produção local e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade no semiárido mais populoso do mundo e um dos contextos mais desafiadores do Brasil: o sertão nordestino”, afirma Alceu Caldeira, Diretor de Desenvolvimento Institucional dos Amigos do Bem.

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Do conhecimento à prática

 

A capacitação é uma das principais frentes da iniciativa. Setenta produtores participaram de treinamento técnico sobre implantação e manejo dos pomares, com orientações sobre seleção de mudas produtivas e adaptadas às condições do semiárido, preparo do solo, espaçamento, fertilização, manejo de plantas daninhas e poda de formação.O conhecimento também foi levado para o campo durante um dia de campo, que reuniu 34 produtores. A atividade permitiu demonstrar técnicas de plantio e manejo das mudas e criou um espaço para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão dos desafios encontrados nas propriedades.

A combinação entre acesso às mudas e orientação técnica é especialmente relevante em uma região sujeita a períodos prolongados de seca. O objetivo é apoiar os agricultores nas primeiras etapas de desenvolvimento dos pomares e contribuir para que adotem práticas adequadas às características do solo, do clima e da cultura.

 

Investimento e acompanhamento

A Fundação AGCO destinou mais de R$ 100 mil ao projeto, recursos aplicados na produção das mudas, apoio aos pequenos produtores, capacitações, monitoramento e gestão da iniciativa.

Com a implantação dos pomares, o Projeto Caju avança para uma etapa de acompanhamento técnico. Estão previstas visitas às propriedades para monitorar o desenvolvimento das plantas e orientar os agricultores ao longo do ciclo produtivo.

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A programação inclui ainda novos treinamentos sobre pré-colheita e pós-colheita, com orientações sobre manejo, fortalecimento dos pomares e preparação dos produtores para as próximas etapas da produção.

O Projeto Caju integra a atuação dos Amigos do Bem no sertão nordestino. A organização atende cerca de 150 mil pessoas em 300 comunidades nos estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará, com iniciativas nas áreas de educação, geração de renda, acesso à água, moradia e saúde.

 Sobre a Fundação AGCO

Fundada pela AGCO Corporation (NYSE: AGCO) em 2018, a AGCO Agriculture Foundation é uma fundação privada que tem como visão prevenir e aliviar a fome. A Fundação promove programas de impacto que apoiam a segurança alimentar, o desenvolvimento agrícola sustentável e constroem a infraestrutura agrícola necessária em comunidades rurais marginalizadas. A AAF está sediada em Vaduz, Liechtenstein e as operações são geridas em Duluth, Geórgia, EUA. Para mais informações, acesse https://www.agcofoundation.org/

 Sobre a ONG Amigos do Bem

Há mais de 30 anos, a instituição Amigos do Bem trabalha para transformar vidas no sertão nordestino, uma das regiões mais carentes e isoladas do Brasil. Atende regularmente 150 mil pessoas em 300 povoados com projetos contínuos de educação, trabalho e renda, água, moradia e saúde. Com um Modelo de Desenvolvimento Social Sustentável e diversas iniciativas de impacto positivo, promove inclusão social e desenvolvimento local, contribuindo com 12 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Para mais informações, acesse www.amigosdobem.org.

Flavia Amarante

Executiva de comunicação

Cel.: (16) 99792-2160

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