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CST das pessoas com deficiência encerra trabalho e entrega relatório final

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O deputado Wilson Santos (PSD), autor do requerimento criando a CST, afirmou estar satisfeito com o resultado dos trabalhos realizados. Segundo ele, todos os seguimentos das pessoas com deficiência foram ouvidos

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Câmara Setorial Temática da Assembleia Legislativa – CST criada com o objetivo de estudar e discutir as políticas públicas para a inclusão efetiva das pessoas com deficiência (PCD) em Mato Grosso – encerrou, na sexta-feira (2), as atividades com a entrega do relatório que reporta as sugestões colhidas durante os três anos de trabalho.

Uma reunião, realizada no Plenário Deputado Renê Barbour da Assembleia Legislativa, marcou o fim da câmara. O deputado Wilson Santos (PSD), autor do requerimento criando a CST, afirmou estar satisfeito com o resultado dos trabalhos realizados. Segundo ele, todos os seguimentos das pessoas com deficiência foram ouvidos.

“A CST está com relatório pronto, o documento vai à apreciação do Plenário. O foco é que novas políticas públicas possam ser mais simples e diretas, que elas atinjam a vida dessas pessoas. Elas precisam se sentir verdadeiramente iguais”, disse Santos.

Uma das sugestões elencadas no relatório está a criação de uma câmara permanente para tratar de assuntos relacionados às pessoas com algum tipo de deficiência. “Vou encaminhar essa reivindicação e propor à Mesa Diretora a criação de uma coordenaria ou até mesmo uma superintendência. Eles querem uma ferramenta definitiva para tirar do papel as ideias e sugestões”, explicou Santos. 

A presidente da CST, Cleide Regina Ribeiro Nascimento, que é defensora pública do estado, explicou que os trabalhos realizados dão visibilidade às pessoas com deficiência. Isso se dá, segundo ela, a partir do momento que o Parlamento cria a CST para discutir políticas públicas voltadas às necessidades da população. “Elas são extremamente vulneráveis e, por isso, precisam ser vistas no dia a dia”.

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Cleide Ribeiro disse ainda que quatro temas foram levantados durante as atividades da CST: educação, saúde, transporte e emprego. Segundo ela, são desafios que precisam ser quebrados, mas para isso é preciso fazer um diagnóstico dessa demanda. “Sem o diagnóstico não há como fazer tratamento adequado e buscar as terapias possíveis para o desenvolvimento da pessoa com qualidade de vida”, disse.

De acordo com Ribeiro, o relatório entregue aponta a necessidade da criação de uma coordenadoria, para que o segmento possa continuar as discussões. “As pessoas querem que sejam ampliadas, por exemplo, as discussões na educação. Elas querem formação dos professores para melhor atender os deficientes. O trabalho não se esgota com a entrega do relatório, mas o recomeça”, explicou.  

O relator da CST, Rodrigo Guimarães, afirmou que o relatório final está focado em quatro temas básicos: educação, saúde, transporte e emprego. Ele disse que o documento sugere ao Parlamento estadual a criação de uma coordenação para ajudar a elaborar políticas públicas voltadas ao tema deficiência. 

“Com isso todos os projetos de lei apresentados pelos deputados possam passar por essa coordenadoria e, com isso, fazer as adequações necessárias para que a proposta possa atingir o que as outras legislações federal e estadual, inclusive os tratados internacionais, para que possa surtir melhor efeito”, disse.

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Durante as discussões e a confecção do relatório, de acordo com Guimarães, participaram cerca de 70 entidades mato-grossenses. Segundo ele, “o direito das pessoas com deficiência precisa ser trabalho de forma gradativa. Não há como mudar o mundo da noite para o dia, isso tem que ser conquistado no dia a dia”, disse.   

Guimarães lembrou que durante a CST diversos projetos foram criados, um deles foi a inclusão de um intérprete de libras durante as sessões e audiências públicas. “Quando são transmitidas pela TVAL garante acessibilidade para essa população. A CST é um marco histórico para Mato Grosso e para o Brasil. Não há em nenhum local que tenha uma CST voltada à discussão de políticas públicas às pessoas com deficiência. Isso demonstra que Mato Grosso está no caminho certo”, observou o relator.

No documento entregue, o relatório da CST aponta dados divulgados em 2021, pela Secretaria de Estado de Educação, que nesse ano estavam matriculados nas unidades de ensino do estado 9.555 estudantes com algum tipo de deficiência.      

Outro número apontado, segundo relatório, é o da Coordenadoria da Vigilância Sociassistencial da Secretaria Adjunta de Assistência Social, vinculada à Secretaria do Estado de Assistência Social e Cidadania, que apresentou dados de pessoas com deficiência cadastradas no CadÚnico do Governo Federal, apontando que em Mato Grosso estavam cadastradas 93.496 pessoas com deficiência. 

Entretanto, segundo o relatório, os números do CadÚnico não correspondem com a realidade. De acordo com o levantamento da CST, estão ocultos ou esquecidos pelo poder público, aproximadamente, 263.227 pessoas com deficiência que não foram cadastradas.

Fonte: ALMT

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Circuito Aprosoja reúne produtores em Alta Floresta e debate endividamento, FETAB e desafios do agro em MT

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A manhã desta segunda-feira (18) foi marcada pela realização do 20º Circuito Aprosoja, em Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso. O encontro reuniu produtores rurais, empresários e lideranças do setor na sede do SIMENORTE, Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso.


Representando a Aprosoja-MT, o vice-presidente Luiz Pedro Bier fez um balanço dos últimos anos de atuação da entidade e destacou os principais desafios enfrentados pela agricultura mato-grossense. Entre os temas abordados estiveram o endividamento dos produtores, insegurança jurídica no campo, ameaças de invasão de terras, instabilidades climáticas, restrições ao crédito rural, regularização ambiental, logística e a cobrança do FETAB.


Durante a apresentação, Bier afirmou que o setor produtivo tem enfrentado uma combinação de fatores que pressionam diretamente a atividade no campo. Segundo ele, a queda no preço da soja, o aumento dos custos de produção, os juros elevados, a seca em algumas regiões e o excesso de chuvas em outras criaram um cenário de forte preocupação para os produtores.

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O vice-presidente também destacou a atuação da Aprosoja em pautas como a regularização do CAR, a defesa da propriedade privada, o enfrentamento à moratória da soja e o diálogo com instituições financeiras em busca de alternativas para o endividamento rural.


Outro ponto de destaque foi o FETAB. Bier afirmou que a entidade, junto com outras organizações do setor produtivo, tem trabalhado para evitar novos aumentos e buscar alívio ao produtor rural. Segundo ele, os congelamentos recentes e a possível não reedição do chamado FETAB 2 podem representar uma economia expressiva para o setor.

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, também participou do encontro e falou sobre o impacto do FETAB no bolso do produtor, reforçando a cobrança por medidas que aliviem a carga sobre quem produz em Mato Grosso.

O evento também contou com palestra do professor HOC, que abordou temas ligados à geopolítica e seus reflexos no agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de instabilidade econômica, disputas comerciais e mudanças no cenário internacional.


O Circuito Aprosoja em Alta Floresta reforçou a importância do debate regionalizado, ouvindo produtores e levando informações sobre as ações da entidade em defesa do setor produtivo mato-grossense.

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