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ALMT cobra explicações do Estado sobre pregão para contratação de profissionais de enfermagem

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O deputado Lúdio questionou a escolha por pregão eletrônico e afirmou ser inaceitável que o Estado se utilize de uma modalidade normalmente adotada para aquisição de produtos, como sistema para contratar profissionais de enfermagem

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por meio do deputado Lúdio Cabral (PT), convocou a secretária de Saúde do Estado, Kelluby de Oliveira, para prestar explicações sobre a escolha da modalidade de pregão para contratar profissionais de enfermagem. Também participaram da reunião representantes do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren) e do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma).

Além dos riscos de precarização dos serviços, considerando o sistema de leilão para contratação de menor preço pago por plantão, a oitiva realizada na manhã desta terça-feira (28) discutiu e descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) 001/2019/MPMT firmado com o Ministério Público, que exige a realização do concurso público para suprir os cargos vagos em aberto no âmbito da saúde pública do estado e sob regime de contrato.

O deputado Lúdio questionou a escolha e afirmou ser inaceitável que o Estado se utilize de uma modalidade normalmente adotada para aquisição de produtos, como sistema para contratar profissionais de enfermagem tendo como unidade de contratação o plantão. “A busca pelo menor valor pago, de forma alguma, acontecendo por esta modalidade inadequada, vai respeitar a lei do piso salarial. Não tem como”, alerta o parlamentar.

O pregão, segundo a secretária, não é a intenção do Estado, mas foi a alternativa encontrada para suprir a demanda de reposição de profissionais com mais celeridade nas unidades de saúde . Ela afirmou que o piso será respeitado nos pagamentos dos plantões e que o processo de registro de preço passou pela validação da Procuradoria Geral do Estado para garantir o cumprimento das legalidades. “Só em setembro tivemos uma semana que recebemos 40 solicitações de desligamento. O pregão é uma opção a mais para garantir que a assistência não paralise por falta de profissionais”, defendeu.

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Sobre o descumprimento do TAC 001/2019/MPMT no que tange a realização do concurso público, o acordo previa que até maio de 2021 o Estado realizaria o concurso para área da saúde, o que não ocorreu e não há perspectiva para a realização segundo o parlamentar

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Para a presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren), Lígia Cristiane Arfeli, a falta de um vínculo contratual afeta diretamente a qualidade e a continuidade da assistência de enfermagem aos pacientes. “O profissional de enfermagem corresponde a 80% da assistência hospitalar. É ele que atende diretamente aos pacientes de forma contínua e o vínculo com a instituição garante mais qualidade e diminui os riscos para o paciente, que conta com uma equipe consolidada”, defendeu.

Sobre o descumprimento do TAC 001/2019/MPMT no que tange a realização do concurso público para suprir os cargos vagos, o acordo previa que até maio de 2021 o Estado realizaria o concurso público para área da saúde, o que não ocorreu e não há perspectiva para a realização segundo o parlamentar. “Desde a assinatura do acordo eu cobro sistematicamente o Estado quanto ao estudo sobre a preparação do concurso público, mas até hoje não obtivemos nenhum documento que demonstre algum encaminhamento nesse sentido”, lamentou.

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A primeira-secretária do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Tatiane Refosco, lamentou a inércia do Estado para a realização de um novo processo seletivo para contratação de profissionais de carreira. “O último foi há 22 anos e o Estado, e essas contratações contrariam o interesse da sociedade. Os vínculos permanentes garantem a prestação de assistência gratuita, de qualidade e para todos”, defendeu.

Quanto ao concurso público, a gestora alegou que os estudos estão sendo feitos, mas que não se trata de algo simples. “São várias etapas que envolvem decisões e orçamentos. A gente sabe que no início da carreira a questão orçamentária é alta. Então é uma questão que tem outras esferas”, justificou. Quanto ao prazo para realização do concurso, a gestora informou que não há previsão. “Por enquanto não há decisão para realização de concurso público amplo, mas o estudo realizado contempla cargos vacantes e está sob análise da secretaria de planejamento, mas sem data ainda”, adianta.

Kelluby afirmou que, mesmo com o pregão, a SES continuará realizando seletivas para contratação, além dos estudos para realização do concurso público para suprimentos dos cargos.

O deputado Lúdio afirmou que vai encaminhar um novo pedido à Secretaria de Estado de Saúde solicitando cópia do documento citado pela secretária, sobre o levantamento de cargos vacantes. “ Vou continuar cobrando o concurso público e que, enquanto não acontecer, que a modalidade adotada para contratação seja por processo seletivo simplificado”, afirmou.

A licitação – pregão eletrônico de registro de preços nº 72/2022/SES/MT foi lançada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em outubro, para atender as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) sob gestão do Governo de Mato Grosso e os hospitais regionais. Até o momento, o sistema impugnou o edital de licitação, que foi posteriormente suspenso pela SES no dia 21 de novembro. 

Fonte: ALMT

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Projeto Caju beneficia mais de 100 produtores e distribui 10 mil mudas no semiárido cearense

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Em uma região onde a escassez de água impõe desafios à produção agrícola, encontrar culturas adaptadas às condições locais é um dos caminhos para ampliar as oportunidades de geração de renda no campo. É nesse cenário que o Projeto Caju, desenvolvido pelos Amigos do Bem, organização sem fins lucrativos, com apoio da AGCO Agriculture Foundation, fundação privada que tem como objetivo prevenir e combater a fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, atua no semiárido cearense. A iniciativa envolve 107 produtores em 15 comunidades, com a distribuição de 10 mil mudas de caju, capacitação técnica e acompanhamento para apoiar a implantação e o desenvolvimento dos pomares.

A escolha do caju considera as características da cultura, que apresenta adaptação ao clima quente e a períodos de menor disponibilidade hídrica. A partir dessa característica, o projeto associa o cultivo ao conhecimento técnico e ao suporte aos agricultores, buscando contribuir para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura local.

Dos 107 produtores envolvidos, 63 receberam apoio direto com recursos da AGCO Agriculture Foundation. Entre os participantes, 64% são novos produtores, enquanto 36% já haviam sido apoiados pelo Projeto Caju.

“Os resultados mostram a importância de combinar recursos, conhecimento e acompanhamento técnico para criar oportunidades de desenvolvimento no campo. Em regiões que enfrentam desafios climáticos e socioeconômicos tão grandes, apoiar o produtor significa também contribuir para que ele tenha condições de construir uma fonte de renda mais estável”, afirma Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO América Latina.

“Essa iniciativa demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto positivo no campo. Ao apoiar os produtores com as mudas, capacitação e acompanhamento técnico, o projeto contribui para fortalecer a produção local e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade no semiárido mais populoso do mundo e um dos contextos mais desafiadores do Brasil: o sertão nordestino”, afirma Alceu Caldeira, Diretor de Desenvolvimento Institucional dos Amigos do Bem.

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Do conhecimento à prática

 

A capacitação é uma das principais frentes da iniciativa. Setenta produtores participaram de treinamento técnico sobre implantação e manejo dos pomares, com orientações sobre seleção de mudas produtivas e adaptadas às condições do semiárido, preparo do solo, espaçamento, fertilização, manejo de plantas daninhas e poda de formação.O conhecimento também foi levado para o campo durante um dia de campo, que reuniu 34 produtores. A atividade permitiu demonstrar técnicas de plantio e manejo das mudas e criou um espaço para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão dos desafios encontrados nas propriedades.

A combinação entre acesso às mudas e orientação técnica é especialmente relevante em uma região sujeita a períodos prolongados de seca. O objetivo é apoiar os agricultores nas primeiras etapas de desenvolvimento dos pomares e contribuir para que adotem práticas adequadas às características do solo, do clima e da cultura.

 

Investimento e acompanhamento

A Fundação AGCO destinou mais de R$ 100 mil ao projeto, recursos aplicados na produção das mudas, apoio aos pequenos produtores, capacitações, monitoramento e gestão da iniciativa.

Com a implantação dos pomares, o Projeto Caju avança para uma etapa de acompanhamento técnico. Estão previstas visitas às propriedades para monitorar o desenvolvimento das plantas e orientar os agricultores ao longo do ciclo produtivo.

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A programação inclui ainda novos treinamentos sobre pré-colheita e pós-colheita, com orientações sobre manejo, fortalecimento dos pomares e preparação dos produtores para as próximas etapas da produção.

O Projeto Caju integra a atuação dos Amigos do Bem no sertão nordestino. A organização atende cerca de 150 mil pessoas em 300 comunidades nos estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará, com iniciativas nas áreas de educação, geração de renda, acesso à água, moradia e saúde.

 Sobre a Fundação AGCO

Fundada pela AGCO Corporation (NYSE: AGCO) em 2018, a AGCO Agriculture Foundation é uma fundação privada que tem como visão prevenir e aliviar a fome. A Fundação promove programas de impacto que apoiam a segurança alimentar, o desenvolvimento agrícola sustentável e constroem a infraestrutura agrícola necessária em comunidades rurais marginalizadas. A AAF está sediada em Vaduz, Liechtenstein e as operações são geridas em Duluth, Geórgia, EUA. Para mais informações, acesse https://www.agcofoundation.org/

 Sobre a ONG Amigos do Bem

Há mais de 30 anos, a instituição Amigos do Bem trabalha para transformar vidas no sertão nordestino, uma das regiões mais carentes e isoladas do Brasil. Atende regularmente 150 mil pessoas em 300 povoados com projetos contínuos de educação, trabalho e renda, água, moradia e saúde. Com um Modelo de Desenvolvimento Social Sustentável e diversas iniciativas de impacto positivo, promove inclusão social e desenvolvimento local, contribuindo com 12 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Para mais informações, acesse www.amigosdobem.org.

Flavia Amarante

Executiva de comunicação

Cel.: (16) 99792-2160

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