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Tribunal de Justiça de MT

Mato Grosso é parceiro na transformação digital do Poder Judiciário, diz coordenador da TI do CNJ

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A transformação digital do Poder Judiciário Brasileiro é um processo colaborativo e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) é um grande parceiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na busca de soluções quanto a temas como Inteligência Artificial (I.A), inovação e tecnologia. A afirmação é do juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Adriano Araújo.
 
O juiz ministrou a palestra “A inteligência artificial na tramitação de processos e os benefícios da Plataforma Digital do Poder Judiciário – PDPJ”, quarta-feira (07), durante o Encontro da Magistratura de Mato Grosso, na sede do TJMT. O evento institucional tem a finalidade de promover a integração entre magistrados e magistradas mato-grossenses e discutir projetos estratégicos do Poder Judiciário.
 
O juiz Adriano Araújo é o responsável pelo Departamento de Tecnologia da Informação do CNJ e atuou por 10 anos como programador de sistemas, antes de ingressar na magistratura. Para ele o uso da Inteligência Artificial é uma realidade na Justiça Brasileira e a transformação digital do Poder Judiciário vem caminhando de forma constante para facilitar a tomada de decisão de magistrados e magistradas, permitindo a celeridade processual, por meio de automação de tarefas repetitivas (fazer com que a máquina trabalhe pelo homem).
 
“O TJMT, perante o CNJ, é considerado um dos melhores tribunais brasileiros na área de inovação e na área de T.I”, elogiou. “Quando o CNJ tem algum projeto na área de informática e precisa da parceria de algum tribunal, o TJMT está sempre entre os primeiros cogitados, justamente por causa de experiências positivas que tivemos em outros projetos com o TJMT”, reforça. “Um deles é o Uikit, um projeto do TJMT desenvolvido com o CNJ voltado a padronização da usabilidade da experiência do usuário às plataformas web. O projeto nasceu aqui no TJMT e o CNJ incubou. Hoje é o padrão da PDPJ para qualquer novo sistema que for desenvolvido na plataforma.”
 
Atualmente, a automação de procedimentos dentro do Processo Judicial Eletrônico (PJe) ocorre por meio de robôs e de modelos de I.A. E tem o intuito de substituir a ação humana, liberando os(as) profissionais qualificados para tomada de decisão difíceis. “A inteligência artificial permite a criação de modelos de interpretação de grandes massas de dados para a geração de predições e agrupamento de informações, com respostas imediatas”, informa o juiz auxiliar.
 
Segundo Adriano Araújo, a PDPJ faz parte do Programa Justiça 4.0 e está conjugando as soluções disponibilizadas pelos tribunais, hospedando-as de forma padronizada para garantir serviços mais rápidos, eficazes e acessíveis ao utilizar novas tecnologias e inteligência artificial. Entre estas soluções está a RPA (Automação Robótica de Processos do inglês Robotic Process Automation). Os robôs de software de RPA se comunicam com os sistemas e aplicativos para agilizar processos e reduzir a carga de trabalho que recai nos humanos.
 
“Essas soluções tecnológicas dão mais eficiência à tramitação do processo, retirando a necessidade de atos triviais. Dessa forma, o(a) servidor(a) e o(a) magistrado(a) podem se dedicar a questões mais intelectuais, aproveitando melhor o tempo”, reforçou o juiz auxiliar da Presidência do CNJ.
Núcleo de Cooperação Judiciária – NCJUD – Um contrato firmado entre a Presidência do TJMT e a Junta Comercial do Estado e a busca por parceria com a Receita Federal foram os primeiros passos dados pelo Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD-TJMT) e garantiram pontuação do judiciário estadual nas metas nacionais do CNJ.
 
A divulgação foi realizada pela desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves, supervisora do Núcleo durante o Encontro da Magistratura de Mato Grosso. De acordo com a desembargadora, o contrato com a Junta Comercial permite a inscrição de todas as empresas no Judiciário e parceria com a Receita Federal irá possibilitar que materiais apreendidos em operações do órgão controlador e fiscalizador do recolhimento de tributos no Brasil possam ser destinados ao Poder Judiciário para serem doados a entidades e instituições como presídios. “O núcleo é um instrumento poderoso, que precisamos usar. Peço aos senhores todos se considerem membros deste núcleo”, convidou a magistrada.
 
Além da desembargadora Antônia, o núcleo conta com o juiz coordenador, Moacir Rogério Tortato e magistrados de Cooperação: Rodrigo Roberto Curvo, Christiane da Costa Marques Neves, Geraldo Fernandes Fidelis; e os servidores de Cooperação: Laura Andreia Alves Castelhano e Vanessa Klaus Saragiotto.
 
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#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens Foto 1 – Colorida e horizontal. Juiz auxiliar da Presidência do CNJ ministra palestra. Traja terno azul marinho, camisa branca e grava azul.
Foto 2 – Colorida e horizontal da desembargadora Antônia Siqueira Gonçalves ao microfone. Ela usa uma camisa preta e branca.
 
Alcione dos Anjos/Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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CIDADES

CAA/MT recebe acadêmicos de Direito da UNIC em visita técnica ao Sistema OAB-MT

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A Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT) recebeu, nesta quarta-feira (25) acadêmicos do curso de Direito da Universidade de Cuiabá (UNIC) para uma visita técnica ao Sistema OAB-MT, em Cuiabá. A atividade teve como foco apresentar aos estudantes a estrutura da advocacia organizada no Estado e, especialmente, o papel assistencial desempenhado pela CAA/MT.

Durante o encontro, os acadêmicos conheceram a atuação da Caixa de Assistência, os benefícios oferecidos à advocacia e aos estagiários regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso, além dos projetos voltados à saúde, bem-estar, ao esporte e à qualidade de vida.

Ao dar as boas-vindas aos estudantes, o presidente da CAA/MT, Rodrigo Araújo, destacou a dimensão da estrutura institucional da advocacia no Estado. “Nós temos 29 subseções em Mato Grosso, cada uma atendendo diferentes comarcas. É uma estrutura complexa, que depende do trabalho de muitas pessoas para funcionar e atender não só a advocacia, mas também os estagiários e os familiares”, afirmou.

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Ele explicou que é justamente nesse contexto que se insere a atuação da Caixa de Assistência. “Quando falamos em estagiários, advocacia e familiares, estamos falando do papel da CAA/MT. Somos o braço social da advocacia. É nossa responsabilidade atuar, por exemplo, na assistência à saúde”, ressaltou.

Rodrigo enfatizou que os benefícios já alcançam os estudantes inscritos. “Vocês que são estagiários inscritos e ativos já têm acesso gratuito à plataforma Wellhub. Também estamos liberando o acesso à telemedicina para os estagiários. O cuidado começa antes mesmo da formação como advogado”, pontuou.

A atuação da CAA/MT, segundo o presidente, vai além da saúde. “A Caixa de Assistência é responsável por todas as atividades relacionadas a esporte, lazer e bem-estar. Temos iniciativas como a Corrida da Advocacia e, no mês de abril, realizaremos um torneio de tênis e beach tennis em Cuiabá, destinado a advogados e estagiários”, destacou.

Com diretoria composta por representantes da capital e do interior, a instituição mantém atendimento em todo o Estado. Rodrigo também incentivou a participação ativa dos futuros profissionais nas entidades da classe. “A Ordem, a Caixa de Assistência, a Escola Superior de Advocacia e as subseções são formadas por pessoas. Quanto mais forte é a nossa instituição, mais preparados estamos para enfrentar os desafios da profissão e defender nossas prerrogativas”, afirmou.

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Ao encerrar, reforçou o convite aos acadêmicos. “Tragam demandas, sugestões e ideias. A Caixa de Assistência está de portas abertas. Vocês já são responsabilidade nossa. Estamos aqui para atender e cuidar da advocacia”, concluiu.

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