SAÚDE
Cuiabá anuncia início de cirurgias eletivas na próxima segunda-feira
Publicado em
3 de agosto de 2022
Na próxima segunda-feira (8), a Secretaria Municipal de Saúde começa a realizar as cirurgias eletivas do programa MT Mais Cirurgias. Todos os procedimentos serão feitos no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). O anúncio foi realizado pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, na noite de terça-feira (2), durante transmissão semanal.
Segundo o diretor superintendente do HPSMC, Dr. Guilherme Salomão, serão realizadas 24 cirurgias por dia, inclusive aos sábados. “Mais de 800 pessoas já estão com as cirurgias marcadas para as próximas semanas. Os pacientes que foram triados e que não estão com as cirurgias agendadas ainda estão fazendo os exames pré-operatórios”, explicou o médico.
No primeiro momento serão realizadas as seguintes cirurgias: Colecistectomia, Fistulectomia / fistulotomia anal, Hemorroidectomia, Hernioplastia epigástrica, Hernioplastia incisional, Hernioplastia inguinal (bilateral), Hernioplastia inguinal/crural (unilateral), Hernioplastia recidivada, Hernioplastia umbilical, Gastrostomia, Histerectomia total, Laqueadura tubária, Varizes (unilateral) e Varizes (bilateral). “À medida que formos avançando nas cirurgias, outros procedimentos também serão contemplados”, comentou dr. Guilherme.
Estas cirurgias serão realizadas em pacientes de todo Mato Grosso, que aguardam na fila desde 2015 a junho de 2021. A coordenadora da Central de Regulação, Rafaely Metelo revelou que o programa MT Mais Cirurgias aprovou 11.500 procedimentos para Cuiabá, mas a Central de Regulação só encontrou 3.046 pessoas até a data de 1º de agosto. “Dos 3.046 que manifestaram interesse para passarem pelas cirurgias, 1.655 são de Cuiabá, 370 de Várzea Grande, 83 de municípios da Baixada Cuiabana e 938 de municípios do interior”, disse a coordenadora.
Ela ressaltou que as pessoas que aguardam algum procedimento cirúrgico desde 2015 a junho de 2021 podem entrar em contato presencialmente na Central de Regulação, na Av. da Prainha, esquina com Dom Bosco, em Cuiabá. Também podem entrar em contato pelo número fixo (065) 3614-5561 ou pelo WhatsApp nos números 3614-5548 e 3614-5558.
O prefeito Emanuel Pinheiro comentou que diminuir a fila de cirurgias é um desejo antigo de sua gestão. “Não estamos medindo esforços para conseguirmos diminuir a fila da Central de Regulação. Essa fila sempre vai existir, porque sempre há pessoas que precisam passar por procedimentos, então estamos trabalhando arduamente para que o tempo de espera seja o menor possível. Não é um trabalho fácil, porque essa é uma situação que vem de muitos anos, desde gestões anteriores, mas estamos fazendo o possível para resolver e vamos conseguir”, finalizou o prefeito.
CIDADES
Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração
Published
2 semanas atráson
22 de julho de 2026By
Da Redação
O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.
Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.
O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.
Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.
“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.
Artéria observada por dentro
O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.
As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.
Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.
“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.
Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.
Infravermelho analisa a placa
O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.
é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.
A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.
“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.
Tecnologias são complementares
A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.
Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.
Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.
A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.
“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.
O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.
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