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SAÚDE

Caem casos, mortes e internações por Covid em Mato Grosso

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O Painel Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde notificou, nas últimas 24 horas, 747 novos casos de Covid-19 em Mato Grosso.

Nesse mesmo período, foram registradas mais três mortes causadas pela doença no Estado.

Até agora, foram registrados 15.188 óbitos em decorrência do coronavírus.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta terça-feira (9), 825.771 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso.

Desse total, 4.273 pessoas estão em isolamento domiciliar e 805.697 estão recuperadas.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 56 internações em UTIs e 34 em enfermarias públicas.

A taxa de ocupação está em 62,92% para UTIs adulto e em 7% para enfermaria adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (141.452), Várzea Grande (55.042), Rondonópolis (44.417), Sinop (38.636), Tangará da Serra (27.613), Lucas do Rio Verde (26.458), Primavera do Leste (25.271), Sorriso (24.628), Cáceres (20.375) e Alta Floresta (18.315).

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Parkinson: Brasil pode dobrar número de casos até 2060 e sinais “silenciosos” surgem até uma década antes

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O Brasil pode mais que dobrar o número de casos de doença de Parkinson nas próximas décadas, acompanhando uma tendência global de envelhecimento da população. Atualmente, o país tem pouco mais de 500 mil pacientes diagnosticados, número que pode ultrapassar 1,2 milhão até 2060.

O avanço está diretamente ligado ao aumento da expectativa de vida. Em 2010, cerca de 10% dos brasileiros tinham mais de 60 anos. Em 2025, esse percentual já chega a 15% e a projeção é que alcance 32% até 2060.

A doença, considerada a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo, atinge entre 1% e 3% das pessoas acima dos 60 anos.

Sintomas começam antes e passam despercebidos

Apesar de o tremor ser o sinal mais conhecido, especialistas alertam que o Parkinson pode começar muitos anos antes, com sintomas pouco associados à doença.

A médica geriatra Dra. Graziela Pichinin Milanello, do Hospital Santa Rosa, de Cuiabá, explica que os sinais não motores podem surgir de 5 a 10 anos antes do diagnóstico.

“A perda de olfato é um dos sintomas mais comuns, podendo atingir até 90% dos pacientes. Alterações no sono REM, com movimentos durante o sono, também são frequentes e podem aparecer anos antes”, explica.

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Outros sinais incluem constipação intestinal sem causa aparente, sintomas depressivos, ansiedade e mudanças de comportamento.

Mesmo com esses sinais prévios, o diagnóstico costuma levar anos. Segundo a especialista, há um intervalo médio de 7 a 10 anos entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença. Isso ocorre porque os sinais iniciais são vagos e frequentemente associados ao envelhecimento ou ao estresse.

Além disso, não há um exame simples e acessível capaz de identificar a doença nas fases iniciais, o que contribui para o diagnóstico tardio.

O Parkinson não afeta apenas a mobilidade. Sintomas como depressão e ansiedade atingem uma parcela significativa dos pacientes e impactam diretamente a qualidade de vida.

“Cerca de 40% a 50% dos pacientes têm depressão e 30% a 40% têm ansiedade, mas muitos não recebem tratamento adequado. Ignorar esses sintomas é tratar apenas parte da doença”, destaca a médica.

Novos tratamentos ampliam controle da doença

Nos últimos anos, avanços terapêuticos têm ampliado as possibilidades de tratamento, especialmente em estágios mais avançados.

Uma das novidades é a infusão contínua de medicamentos por via subcutânea, aprovada em 2025, indicada para pacientes que já não respondem bem aos comprimidos tradicionais.

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A tecnologia permite maior estabilidade dos sintomas ao longo do dia, reduzindo oscilações motoras e aumentando a autonomia do paciente.

Cuidado exige abordagem integrada

O manejo do Parkinson exige atenção a múltiplos fatores, especialmente em pacientes idosos, que frequentemente apresentam outras doenças associadas. A abordagem integrada, envolvendo diferentes especialidades, tem impacto direto na funcionalidade e na autonomia.

“Pacientes acompanhados em modelo multidisciplinar têm menos quedas, menos internações e mantêm independência por mais tempo”, afirma a especialista do Hospital Santa Rosa.

Rotina e apoio familiar fazem diferença

Além do tratamento médico, a adaptação da rotina e do ambiente é fundamental para a segurança e o bem-estar do paciente, de acordo com a Dra. Graziela. “Medidas simples, como retirar tapetes, instalar barras de apoio, manter iluminação adequada e garantir o uso correto da medicação nos horários, ajudam a reduzir os riscos”, explica.

A médica também lembra que os estímulos à autonomia e ao convívio social também são essenciais para preservar a qualidade de vida do paciente.

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