CUIABÁ

CIDADES

O evento será realizado nos dias 8, 11 e 12 de abril, em homenagem aos 307 anos de Cuiabá 

Publicado em

Nos dias 8, 11 e 12 de abril, o Sesc Balneário Dr. Meirelles comemora, junto ao público, o aniversário de 307 anos de Cuiabá, por meio do evento ‘Fecomércio Celebra Cuiabá 2026’. Serão três dias de lazer e diversão para toda a família.  Confira abaixo a programação completa.
O evento terá início na manhã de quarta-feira (08), feriado em virtude do Aniversário de Cuiabá, às 9h, com a oficina “As cores de Cuiabá”. As 10h será iniciada a oficina “Confeccionando minha Viola de Cocho”, uma atividade de personalização de uma viola de cocho, com pinturas, colagens, e colocação de cordas. Em seguida, às 11h, será realizado o show “Celebra Cuiabá” com o artista Edmilson Maciel e Banda Terra.
No período vespertino, a partir das 14h, acontece a “Contação de Histórias: Lendas do Rio Cuiabá ao Pantanal”, contada pela pedagoga e narradora de histórias, Alicce Oliveira. Mais tarde, às 15h, haverá a prática de um Bingo recreativo, e às 15h30, um Aulão de Ritmos, tendo o Rasqueado como tema principal da dança.
No sábado (11), as atividades terão início na água, às 9h, com o “Brincando de cuiabanês”, uma brincadeira com letras avulsas espalhadas pela piscina, onde as crianças terão um tempo para formarem palavras do dicionário cuiabano e descobrirem seu significado.
Logo em seguida, às 10h, acontece a “Hidro Cuiabana Lazer”, que irá transformar a Hidro do Sesc Balneário em um espaço para a prática do rasqueado cuiabano. A partir das 11h, o Grupo Conviver apresentará espetáculo de dança, em homenagem à capital.
À tarde, a partir das 13h, ocorre o “Entre chitas e tradições”, atividade que propõe a criação e montagem de um painel coletivo em homenagem à Cuiabá. Em seguida, às 14h30, é dado início à oficina “Experimentação da escrita brincante”, uma prática que irá explorar a escrita criativa, e ao mesmo tempo mergulhar por dentro das lendas cuiabanas. A oficina será ministrada pela pintora e ilustradora, Paty Wolff. Às 15h, começará a oficina “Arroz Doce”, e no mesmo horário, acontece a interação social cuiabana “Quem come cabeça de pacu não sai daqui”. No encerramento das atividades do dia 11 será realizado o “Ácqua Kids”, uma brincadeira recreativa na piscina, por meio de muita música e diversão.
No domingo (12), pela manhã, às 9h, será dado início ao “Brincadeiras molhadas”. Em seguida, às 10h, será realizada a Oficina Modelar-se – Modelagem de argila, com a artista plástica e ceramista cuiabana, Nice Aretê.
No horário de almoço, às 12h, Yan Alvez e Banda, homenageiam a Capital com músicas regionais.
Pela tarde, a partir das 14h, será feita a trilha “Conhecendo a nossa terra”. Mais tarde, às 15h, ocorre o Quiz “Tchá por Deus”: um show divertido de ‘Perguntas e Respostas’ sobre cultura, vivências e linguajar cuiabano. O encerramento do ‘Celebra Cuiabá 2026’, na unidade, ficará por conta do “Campeonato de Rasqueado, a atividade tem início previsto para as 15h30.
Day Use   
O Sesc Dr. Meirelles está localizado na região do Coxipó em Cuiabá, próximo aos bairros São João Del Rey e Osmar Cabral, funcionando aos finais de semana e feriados em sistema day use. A entrada é gratuita para comerciários e seus dependentes, pessoas com deficiência física ou mental, doadores de sangue e idosos acima dos 60 anos. Para o público geral os valores são R$53 (inteira) ou R$26,50 (meia entrada) mediante comprovação para estudantes acima dos sete anos.
Os visitantes também podem desfrutar do almoço self-service por R$31; crianças entre quatro e dez anos pagam R$19.
Confira a programação completa do Celebra Cuiabá
SESC DR MEIRELLES – 08, 11 e 12 de abril
08/04 – Quarta Feira
09h: As cores de Cuiabá
10h: Confeccionando minha viola de cocho
11h: Show “Brasilidades-Celebra Cuiabá” com Edmilson Maciel e Banda Terra
14h: Contação de história “Quem conta um conto, aumenta um ponto”
15h: Bingo recreativo
15h30: Aulão de rasqueado
11/04 – Sábado
09h: Brincando de “cuiabanês”
10h: Hidro Cuiabana Lazer
11h: Apresentação de dança – Grupo Conviver
13h: Entre chitas e tradições
14h30: Oficina Experimentação de escrita brincante “Por dentro das lendas cuiabanas” – Com Paty Wolff
15h: Oficina culinária “Arroz doce”
15h: Quem come cabeça de pacú não sai daqui – Interação social cuiabana
15h30: Ácqua Kids
12/04 – Domingo
09h: Brincadeiras molhadas
10h: Oficina “Modelar-se – Modelagem de argila” – com Nice Aretê
11h: Oficina “Modelar-se – Modelagem de argila” – com Nice Aretê
11h: Show com Yan Alvez em Ritmos regionais
13h: Oficina + Apresentação Rasqueado com Rodinei Barbosa
14h: Trilha “Conhecendo nossa terra”
15h: Quiz “Tchá por Deus”
15h30: Campeonato de rasqueado
Sobre o Sesc-MT       
O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso.
Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e seis unidades móveis que circulam pelos municípios do interior. O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tad

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Situação dos rios na Mata Atlântica é preocupante, aponta pesquisa
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

Published

on

Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

Leia Também:  Sesp entrega 227 câmeras para fortalecer a segurança no comércio de Cuiabá

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA