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Avenida da FEB: o atropelamento que expôs um passado de horror

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O atropelamento que matou uma senhora na Avenida da FEB, em Várzea Grande, não é apenas mais um caso de trânsito com vítima fatal. O episódio ganhou contornos ainda mais graves e perturbadores, quando veio à tona quem estava ao volante.

O motorista do veículo, um homem de 68 anos, hoje advogado, carrega um histórico criminal macabro, marcado por assassinatos, identidade falsa e anos de prisão. Segundo investigações já divulgadas pela Polícia Civil e confirmadas por reportagens, ele foi condenado anteriormente por matar um delegado a tiros e também por assassinar brutalmente uma jovem, cujo corpo foi esquartejado e teve partes ocultadas, um crime que chocou o país à época.

No caso mais recente, imagens de câmeras de segurança mostram o veículo atingindo violentamente a idosa na avenida.

Mesmo assim, o condutor não parou para prestar socorro e deixou o local. Em depoimento, tentou inverter a narrativa, alegando que a vítima teria colidido contra o carro, versão frontalmente contrariada pelas imagens. Diante do conjunto de provas, o homem foi indiciado por homicídio doloso, quando se assume o risco de matar, além de fuga do local do acidente. Para investigadores, a condução do veículo e o comportamento após o atropelamento revelam total desprezo pela vida humana. O caso levanta uma pergunta incômoda: como alguém com um passado tão violento voltou a circular livremente, dirigindo pelas ruas, até protagonizar mais uma morte? 

A tragédia da Avenida da FEB escancara não só a perda irreparável de uma vida, mas também falhas profundas de um sistema que permite que histórias de horror se repitam agora, diante das câmeras.

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CIDADES

Aumento de diagnósticos de autismo exige adaptação nos serviços de saúde

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Abril é o mês dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com destaque para o dia 2, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). O tema ganha cada vez mais relevância com o aumento dos diagnósticos e a necessidade de adaptação dos serviços de saúde.

Estimativas internacionais apontam que 1 em cada 36 crianças está dentro do espectro autista, segundo dados do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), dos Estados Unidos. No Brasil, ainda há subnotificação, mas especialistas apontam crescimento expressivo dos diagnósticos nos últimos anos.

Dados recentes indicam que o transtorno está presente em cerca de 1,2% da população brasileira, o que representa aproximadamente 2,4 milhões de pessoas.

Diante desse cenário, unidades de saúde têm adotado medidas para adaptar o atendimento, especialmente em ambientes de maior fluxo, como prontos atendimentos.

Em Cuiabá, o Hospital Santa Rosa passou a adotar pulseiras de identificação para pacientes com TEA, com o objetivo de facilitar o reconhecimento e permitir ajustes no atendimento desde a triagem.

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A identificação visual auxilia as equipes na condução dos casos, principalmente em situações que envolvem maior sensibilidade ao ambiente, dificuldade de comunicação ou risco de crises sensoriais.

“A identificação precoce do paciente com TEA permite um acolhimento humanizado e uma personalização do atendimento. São pacientes que têm necessidades específicas e que exigem uma abordagem diferenciada de toda a equipe”, explica o coordenador do Pronto Atendimento, o médico Pedro Pigueira.

A medida também contribui para a organização do fluxo dentro da unidade, permitindo que o atendimento seja ajustado conforme as necessidades do paciente.

A pediatra Emmanuelle Reis destaca que a identificação também impacta na segurança do atendimento.
“O uso da pulseira permite acolher sem estigmatizar, respeitando as necessidades desse paciente e garantindo um atendimento mais humanizado”, afirma.

Segundo especialistas, o aumento dos diagnósticos tem exigido mudanças na forma como os serviços de saúde se organizam, principalmente em contextos de urgência e emergência.

No pronto atendimento, onde há grande circulação de pacientes e diferentes níveis de prioridade, a adaptação do ambiente e da abordagem pode ser determinante para reduzir estresse e evitar agravamento do quadro.

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“O feedback das famílias tem sido muito positivo, principalmente pela sensação de acolhimento e organização no atendimento”, acrescenta a médica.

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