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Dia Nacional da Saúde: por que ainda ignoramos a prevenção?

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Por Janaina Franco

No dia 5 de agosto, o Brasil celebra o Dia Nacional da Saúde. Mais do que uma data simbólica, é um convite coletivo para refletirmos nossos hábitos, prioridades e, principalmente, sobre o cuidado com nosso bem mais valioso, nossa saúde.

Vivemos em uma era de avanços na medicina e de acesso à informação. Nunca foi tão fácil saber o que fazer para viver mais e melhor, e essas orientações incluem alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, sono de qualidade, saúde emocional em dia e acompanhamento médico periódico. No entanto, na prática, a maioria das pessoas ainda recorre ao sistema de saúde apenas quando algo já não vai bem.

Essa mentalidade reativa custa caro, em todos os sentidos. Dados do Ministério da Saúde mostram que doenças crônicas como hipertensão, diabetes, obesidade e enfermidades cardiovasculares seguem em alta, apesar de serem preveníveis com medidas simples e eficazes. A lógica do “só vou ao médico quando sinto algo” ainda predomina, mesmo entre pessoas com acesso a serviços particulares de saúde.

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Entre os principais fatores que explicam essa resistência estão o desconhecimento, o medo do diagnóstico, a rotina atribulada e, muitas vezes, uma cultura que enxerga a saúde como um bem garantido, e não como algo que precisa ser cultivado dia após dia. É preciso mudar essa lógica. A medicina moderna é, antes de tudo, preventiva, não apenas curativa.

No Hospital São Mateus, reforçamos todos os dias o compromisso com uma assistência integral e humanizada, que começa muito antes de qualquer sintoma. Nossa equipe está preparada para atuar de forma preventiva, oferecendo desde check-ups completos e consultas de rotina em diversas especialidades até a realização de procedimentos complexos. Investir em prevenção é investir em qualidade de vida, longevidade e autonomia.

A saúde é uma construção contínua, silenciosa e, muitas vezes, invisível. É no cuidado diário, nas decisões conscientes e nos pequenos hábitos que ela se fortalece. O Dia Nacional da Saúde não deve ser apenas uma data comemorativa, mas um ponto de virada na forma como encaramos o nosso próprio bem-estar.

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Neste dia, que a pergunta não seja apenas “como tratar melhor?”, mas sim, “o que posso fazer hoje para não adoecer amanhã?”. A prevenção é, sem dúvida, o caminho mais inteligente, humano e sustentável para cuidar de si, e o Hospital São Mateus está ao seu lado em cada passo dessa jornada.

*Janaina Franco é diretora do Hospital São Mateus

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ARTIGO & OPINIÃO

Dia Mundial da Alfabetização e a importância de respeitar etapas do aprendizado da leitura

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 Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização nos ajuda a refletir sobre os desafios enfrentados por alunos, professores e famílias. Também ressalta a importância de compreender o desenvolvimento da leitura e analisar quais estratégias favorecem esse processo.

Para ler uma palavra, o cérebro utiliza dois caminhos principais. O primeiro é a chamada rota fonológica, responsável pela leitura inicial e pela decodificação de palavras. Nesse processo, a criança junta sons e letra por letra. Essa etapa é mais lenta e exige esforço cognitivo e construção gradual da habilidade.

O segundo caminho é a rota lexical. O cérebro já reconhece a palavra visualmente e consegue identificá-las de maneira rápida e automática, sem precisar soletrar, por exemplo. O desenvolvimento da leitura acontece de forma eficiente quando os dois caminhos funcionam em equilíbrio.

A dificuldade surge quando se tenta acelerar o processo, priorizando o reconhecimento visual antes que a criança consolide habilidades fundamentais relacionadas à consciência dos sons. Quando a alfabetização se apoia na memorização visual, a criança pode apresentar dificuldades diante de palavras novas, demonstrando dependência da memória e insegurança na leitura.

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Alguns sinais podem indicar que o processo não está consolidado. Por exemplo, a criança que consegue nomear letras isoladamente, mas não consegue unir sons para formar palavras completas. Outro indicativo é a dificuldade em perceber rimas e semelhanças sonoras entre palavras, demonstrando fragilidade na percepção dos sons da fala.

A leitura não é uma habilidade adquirida de maneira natural. Trata-se de uma construção que exige treinamento e adaptação cerebral. Com isso, a consciência fonológica aparece como habilidade central no processo de alfabetização. Ela envolve a capacidade de perceber que palavras são formadas por unidades sonoras menores e de manipular esses sons de diferentes formas.  Atividades como rimas, aliterações e exploração sonora contribuem para fortalecer essa base, favorecendo a construção da leitura e da escrita.

No Dia Mundial da Alfabetização, a reflexão proposta deve ir além do acesso à leitura. Ela deve reconhecer que alfabetizar envolve conhecimento, estratégia e compreensão profunda sobre como o cérebro aprende. Entender a ciência por trás da alfabetização é o que diferencia o mestre de um instrutor.

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(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

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