CUIABÁ

PEC 45/2019

Aprovada em julho na Câmara, proposta será avaliada por senadores

Publicado em

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), recebeu nesta quinta-feira (3) do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/201, que trata da reforma tributária.

O texto foi aprovado em 7 de julho pelos deputados federais e agora passará pela análise e votação dos senadores.

Pacheco informou que a PEC 45/2019 será enviada imediatamente à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), único colegiado que irá deliberar sobre o tema no Senado. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) é o relator.

Segundo Pacheco, a aprovação da reforma tributária exige urgência e responsabilidade, por ser aguardada há décadas pelo Brasil. “Vivemos um momento em que temos buscado equilíbrio institucional, equilíbrio político, que tem significado uma boa evolução da economia, com boas projeções em relação à inflação, ao desenvolvimento econômico, à valorização da moeda, às nossas reservas e ao crescimento do Produto Interno Bruto. […] Mas a reforma tributária é de fato a parte principal, estruturante do desenvolvimento econômico nacional, porque vivemos uma realidade tributária muito complexa, muito burocratizada e de difícil compreensão”, ressaltou Pacheco, ao lado de Lira, deputados e senadores.

Leia Também:  Estudo aponta mais de 1 mil anúncios falsos sobre o Desenrola

O deputado Arthur Lira destacou que os diversos segmentos da sociedade foram ouvidos durante a discussão da reforma tributária na Câmara e disse acreditar que o Senado fará o aprimoramento necessário ao texto. “[A reforma] é fruto de muito diálogo com a sociedade civil, com a classe produtora. A parte federativa não foi esquecida em nenhum momento. Este é o mister principal do Senado Federal. Todos os governadores foram consultados e puderam dar suas sugestões.”

Lira ressaltou, porém, que a matéria é complexa e nem todo mundo fica satisfeito, mas “tem uma espinha dorsal equivalente a um salto de qualidade para um mundo diferente do que vivemos hoje”.

Após receber a reforma, o relator Eduardo Braga deve apresentar parecer em um prazo de 15 dias úteis. A CCJ terá 30 dias úteis para emitir parecer.

A perspectiva de Pacheco é promulgar a PEC ainda neste ano. O texto precisa ser aprovado em dois turnos por, pelo menos, três quintos dos senadores (49) para ser promulgado.

Mudanças

A primeira fase da reforma tributária tem o objetivo de simplificar a tributação sobre o consumo e evitar cobrança cumulativa de impostos.

Leia Também:  CAA/MT promove campanha de vacinação contra Herpes Zóster com desconto exclusivo para inscritos

A principal mudança será o fim de cinco tributos, três deles federais – Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e  Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Estes serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a ser arrecadada pela União.

Dois impostos locais também serão extintos: o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), administrado pelos estados; e o Imposto sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios. Em troca, será criado o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, dividido em duas partes. Uma delas será o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unificará o ICMS e o ISS. A outra parte do IVA será a CBS.

As mudanças irão ainda impactar de maneira diferenciada setores da economia e diversos produtos consumidos pelos brasileiros, como cesta básica, remédios, combustíveis, serviços de internet em streaming (transmissão de conteúdos em tempo real). Pela primeira vez na história, haverá medidas que garantam a progressividade na tributação de alguns tipos de patrimônio, como veículos, e na transmissão de heranças.

> Entenda aqui o que muda com a reforma tributária

Fonte: Agência Brasil

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

Guarda Municipal vai reforçar a segurança em 35 escolas neste domingo de eleições.

Published

on

A Operação contará com 58 guardas municipais, entre equipes fixas, patrulhamento motorizado e monitoramento por câmeras para garantir presença preventiva e resposta rápida nas ocorrências.


O policiamento da GM abrangerá 35 escolas municipais e estaduais que funcionarão como locais de votação, com um esquema estratégico de policiamento preventivo e monitoramento.

A mobilização contará com 16 guardas municipais em pontos fixos de oito escolas, enquanto outros 38 GMs estarão distribuídos em equipes de rondas motorizadas, realizando patrulhamento preventivo nas demais unidades e nas regiões próximas. Outros quatro profissionais atuarão diretamente no monitoramento por vídeo e no despacho de atendimentos, garantindo o acompanhamento das ocorrências e agilidade na mobilização das equipes.


O reforço operacional foi estruturado para atender às demandas do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) e do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), fortalecendo a atuação integrada das instituições responsáveis pela segurança e pela organização do processo eleitoral.

Como parte dessa articulação, a base da Guarda Municipal recebeu a visita da juíza Edna Ederli Coutinho, juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT e coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT).

Leia Também:  Em leilões, compradores poderão adquirir animais de elite

A magistrada foi recepcionada pelo comandante da Guarda Municipal, inspetor GM Juliano Lemos, e pelo secretário municipal de Defesa Social, inspetor GM Louriney Santos Silva. A visita reforçou a integração institucional e o alinhamento das ações de segurança para o dia da votação.


Com o efetivo mobilizado e o planejamento operacional definido, a Guarda Municipal ampliará a presença nas proximidades dos locais de votação, com o objetivo de prevenir situações que possam comprometer a tranquilidade dos eleitores e garantir rapidez no atendimento de eventuais ocorrências.

A orientação é para que os eleitores possam exercer seu direito ao voto com tranquilidade, contando com a presença e a mobilização da Guarda Municipal em diferentes regiões da cidade.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA