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MPE do Estado pede suspensão do porte de arma de Paccola e pensão para viúva

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Na denúncia contra o vereador Marco Paccola (Republicanos), pela morte do agente Alexandre Miyagava, do Sistema Socioeducativo, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) pediu a suspensão do porte de arma do parlamentar.

Os promotores requerem a aplicação de medida cautelar diversa da prisão, nos termos do artigo 319 do CPP, “consistente na suspensão de porte de arma do ora denunciado, devendo o mesmo se abster de portar qualquer arma de fogo, sob pena de conversão da cautelar em outra mais gravosa”.

A denúncia, por homicídio qualificado, foi assinada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, Marcelle Rodriges da Costa e Faria, Antonio Sérgio Cordeiro Piedade e Vinícius Gahyva Martins, na quinta-feira (28).

No mesmo documento, os promotores pediram à Justiça que obrige Paccola a pagar uma indenização, bem como passe a bancar uma pensão a Janaina Maria Santos Cícero de Sá Caldas, companheira de Marcelo.

Os promotores não especificaram o valor da pensão que o vereador teria que pagar.

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Os membros do MPMT também pediram que Paccola vá a Júri Popular pelo assassinato do ex-agente policial.

Na quinta-feira, o Ministério Público, por meio do Núcleo de Defesa da Vida, denunciou o vereador Paccola por homicídio qualificado praticado contra Alexandre Miyagawa de Barros, que tinha 41 anos.

O MPMT defende que o crime foi cometido mediante utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivo torpe.

Os promotores de Justiça que integram o Núcleo de Defesa da Vida relatam que as análises do laudo pericial e dos depoimentos de testemunhas, confrontados às imagens de câmeras existentes no local, demonstram que “em nenhum momento, a vítima agrediu ou ofendeu quem quer que lá estivesse”.

Os promotores argumentaram ainda que o agressor agiu por torpe motivação, “no afã de projetar sua imagem como sendo de alguém que elimina a vida de supostos malfeitores e revela coragem e destemor no combate a supostos agressores de mulheres”.

O crime foi cometido na noite de 1º de julho, por volta das 19h40, na Rua Presidente Arthur Bernardes, no bairro Quilombo, perto do Restaurante Choppão.

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Da enxada à sala de aula: quem é Professora Mazé e o que representa sua candidatura em Mato Grosso?

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A política mato-grossense começa a receber novos nomes para as eleições de 2026. Entre eles está o da Professora Mazé (PL), que nesta quarta-feira (22), durante a convenção do partido realizada em Cuiabá, teve seu nome apresentado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, etapa partidária que antecede o registro oficial da candidatura junto à Justiça Eleitoral.


Natural de Goiatuba (GO), Maria José de Oliveira Arruda, conhecida como Professora Mazé, relata ter vivido uma infância marcada pelas dificuldades enfrentadas pela família durante o período do garimpo de Serra Pelada. Ainda muito jovem, precisou ajudar no sustento da casa e, aos 14 anos, chegou sozinha a Cuiabá em busca de oportunidades, sempre incentivada pela mãe a acreditar que a educação seria o caminho para transformar sua realidade.


Foi justamente pelos estudos que sua vida mudou. Depois de vencer inúmeros desafios, concluiu a graduação em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e construiu uma carreira de quase três décadas na educação pública estadual. Ao longo dessa caminhada tornou-se mestre, doutora, pesquisadora e escritora, encerrando sua carreira no magistério com uma trajetória marcada pela dedicação à formação de milhares de estudantes.

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Cristã evangélica, casada, mãe e avó, Professora Mazé afirma que sua decisão de ingressar na política nasceu da inquietação diante das injustiças, da insegurança jurídica, dos casos de corrupção e de outros problemas que, em sua avaliação, afetam o Brasil. Segundo ela, chegou o momento de deixar de apenas acompanhar os acontecimentos para participar diretamente da construção de soluções que possam contribuir para Mato Grosso e para o país.


Sua entrada na vida pública também reflete a convicção de que experiência profissional, conhecimento e compromisso com a sociedade podem contribuir para a formulação de políticas públicas. Em suas manifestações, Mazé defende valores como família, liberdade, educação de qualidade, eficiência na gestão pública, segurança jurídica e maior participação das mulheres nos espaços de decisão.

Outro ponto presente em seu discurso é a valorização do mérito. Para a professora, oportunidades devem ser ampliadas para que as pessoas possam crescer por meio do estudo, do trabalho e da dedicação, princípios que, segundo ela, marcaram toda a sua trajetória de vida.

Ao colocar seu nome à disposição para a disputa eleitoral, Mazé afirma que pretende transformar a experiência adquirida ao longo de décadas na educação em uma nova forma de serviço à população. Segundo ela, não basta manifestar indignação apenas nas redes sociais ou nos grupos de mensagens. É preciso assumir responsabilidades e participar ativamente da construção de um Estado mais justo, eficiente e comprometido com seus cidadãos.


Sua história demonstra que o esforço, a perseverança e a educação podem transformar vidas. Agora, Professora Mazé busca levar essa experiência para a Assembleia Legislativa, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento de Mato Grosso e retribuir ao Estado que, segundo ela, lhe proporcionou oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

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Independentemente do cenário eleitoral que se desenhará nos próximos meses, a trajetória da Professora Mazé acrescenta ao debate político um perfil marcado pela experiência na educação, pela superação de adversidades e pela disposição de colocar sua vivência a serviço da sociedade mato-grossense.

Por Luiz Henrique Menezes

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