CUIABÁ

ELEIÇÕES 2024

CAMPANHAS: A hora do bom marketing

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Fake News e inteligência artificial são dois componentes que permearão campanhas eleitorais e que poderão jogar por terra candidaturas tidas como vitoriosas. O eleitor tem o mundo pela frente nas redes sociais¨e acompanhará a movimentação das peças do xadrez pelas urnas. Nesse cenário, mais do que nunca os candidatos e partidos precisarão de marketing político sério, de qualidade e compromissado com a verdade, pois com a mesma rapidez em que fatos são ‘fabricados’ podem ser desmascarados. O caminho ideal para as candidaturas começa com um bom assessoramento de marketing. Sobre esse quadro conversei com o publicitário, advogado, jornalista e empresário CEO da Gonçalves Cordeiro, Cláudio Gonçalves Cordeiro, que é um dos pioneiros nessa área no Centro-Oeste brasileiro, preside o Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de Mato Grosso, é membro da Associação Brasileira de Consultores Políticos, recebeu diversas premiações e participou de várias campanhas majoritárias e proporcionais vitoriosas.

Em 6 de outubro estarão em jogo 142 prefeituras e mais de 1.200 vagas nas Câmaras Municipais, pois recentemente muitas das quais aumentaram seu número de cadeiras. Em cada município uma realidade. Cada candidatura tem um perfil e uma proposta administrativa ou plataforma parlamentar. Será preciso criatividade para levar o candidato a despertar o interesse do eleitor – esse é um dos papéis do marketing político.

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Mato Grosso sempre teve bons publicitários, mas sua renovação com o embasamento necessário é pequena. Paulo Leite, Walmor Miranda e Francisco de Lagos, de saudosas memórias foram ícones nessa área. Mauro Cid Nunes da Cunha permanece como um jacarandá, mas sem a mobilidade que foi sua grande marca há algumas décadas. Carlos Rayel aparentemente deixou Mato Grosso. Kleber Lima, Osmar Soares, Antero Paes de Barros, Pedro Pinto, Hermélio Silva, Cláudio Cordeiro e outros estão em cena em meio a jovens que buscam espaço no disputado e complicado mercado do marketing mato-grossense; todos eles sempre abraçando grandes campanhas, tanto assim, que acompanho nos sites a escolha de Kleber Lima pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União) para assumir sua campanha à Prefeitura de Cuiabá, quando a mesma deixar de ser pré-campanha.

Desejo que todos os candidatos façam boas campanhas e que neste ano não se reeditem mais os comitês da maldade, pois o eleitor está escaldado quanto a essa prática coronelesca que se esconde sob o marketing e ela poderá se voltar contra aquele que a contratou.

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O momento da escolha do marketing, da temática da plataforma e da montagem da estratégia é agora. A campanha é a chamada manga curta, com pequeno espaço de tempo para a exposição da candidatura.

Em meio aos vídeos para TV e redes sociais, jingles, leitura dos cenários, é preciso que os postulantes e sua assessoria discutam aberta e francamente com o marketing os passos a serem dados. Nesse contexto, nada melhor do que contar com alguém experiente, com tradição e seriedade. Sei que nem todos conseguirão um publicitário com perfil assim, porque a demanda será muito maior do que a oferta. Nesse caso o melhor é sair na frente, ou como diz Cláudio Cordeiro, “nessa eleição o nosso maior inimigo é o tempo e a única coisa que não se pode fazer é perde-lo,”.

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ARTIGO & OPINIÃO

Dia Mundial da Alfabetização e a importância de respeitar etapas do aprendizado da leitura

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 Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização nos ajuda a refletir sobre os desafios enfrentados por alunos, professores e famílias. Também ressalta a importância de compreender o desenvolvimento da leitura e analisar quais estratégias favorecem esse processo.

Para ler uma palavra, o cérebro utiliza dois caminhos principais. O primeiro é a chamada rota fonológica, responsável pela leitura inicial e pela decodificação de palavras. Nesse processo, a criança junta sons e letra por letra. Essa etapa é mais lenta e exige esforço cognitivo e construção gradual da habilidade.

O segundo caminho é a rota lexical. O cérebro já reconhece a palavra visualmente e consegue identificá-las de maneira rápida e automática, sem precisar soletrar, por exemplo. O desenvolvimento da leitura acontece de forma eficiente quando os dois caminhos funcionam em equilíbrio.

A dificuldade surge quando se tenta acelerar o processo, priorizando o reconhecimento visual antes que a criança consolide habilidades fundamentais relacionadas à consciência dos sons. Quando a alfabetização se apoia na memorização visual, a criança pode apresentar dificuldades diante de palavras novas, demonstrando dependência da memória e insegurança na leitura.

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Alguns sinais podem indicar que o processo não está consolidado. Por exemplo, a criança que consegue nomear letras isoladamente, mas não consegue unir sons para formar palavras completas. Outro indicativo é a dificuldade em perceber rimas e semelhanças sonoras entre palavras, demonstrando fragilidade na percepção dos sons da fala.

A leitura não é uma habilidade adquirida de maneira natural. Trata-se de uma construção que exige treinamento e adaptação cerebral. Com isso, a consciência fonológica aparece como habilidade central no processo de alfabetização. Ela envolve a capacidade de perceber que palavras são formadas por unidades sonoras menores e de manipular esses sons de diferentes formas.  Atividades como rimas, aliterações e exploração sonora contribuem para fortalecer essa base, favorecendo a construção da leitura e da escrita.

No Dia Mundial da Alfabetização, a reflexão proposta deve ir além do acesso à leitura. Ela deve reconhecer que alfabetizar envolve conhecimento, estratégia e compreensão profunda sobre como o cérebro aprende. Entender a ciência por trás da alfabetização é o que diferencia o mestre de um instrutor.

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(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

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