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Câmara de Cuiabá recebe inquérito policial e deve votar pedido de afastamento somente após o recesso

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O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), vereador Chico 2000 (PL),  afirmou nesta segunda-feira (25), que recebeu o inquérito policial que indiciou o vereador Tenente Marcos Paccola (Republicanos), por homicídio qualificado, por atirar e matar o agente do socieoducativo, Alexandre Miyagawa, de 41 anos, no entanto, alegou que durante esta semana será realizada uma análise e somente após o recesso deve emitir um parecer sobre o caso. A Câmara volta aos trabalhos na próxima terça-feira (2).

“Essa semana nós concluiremos o nosso parecer para apreciação na primeira sessão ordinária após o recesso. Não acredito em sessão extraordinária. Esse é um assunto que nós não podemos brincar com ele. Nós precisamos ter um posicionamento bem estabelecido juridicamente para que não qualquer possibilidade de reversão amanhã”, disse ele.

A Casa de Leis recebeu pedido de afastamento e pedido de cassação do mandato de Paccola, por quebra de decoro. Porém, até o momento, nenhuma decisão foi tomada.

“Acabamos de receber o inquérito, através dessa Casa, queremos reiniciar a análise, inclusive reconsiderando esses novos documentos que chegaram e quero fazer a leitura desse parecer na primeira sessão ordinária de após a volta do recesso, conforme foi o pedido do vereador Sargento Vidal e assim aprovado no Plenário”, disse Chico.

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A Justiça negou o pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que solicitava a prisão preventiva do vereador por Cuiabá, Marcos Paccola, mas autorizou a apreensão de todos os aparelhos celulares do parlamentar.

Requerimento no mesmo sentido também foi feito pelos delegados da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Para fundamentar o pedido de prisão, na representação encaminhada ao Poder Judiciário, os promotores de Justiça destacaram que o vereador é réu em ação penal após ter sido denunciado por envolvimento em organização criminosa que operacionalizou fraude nos registros da Polícia Militar e em certificados de registros de arma de fogo.

Argumentaram ainda a existência de evidências que apontam para a intenção de autopromoção. Os promotores de Justiça enfatizaram que o uso político do episódio encontrou amparo nas manifestações públicas do investigado.

 

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Da enxada à sala de aula: quem é Professora Mazé e o que representa sua candidatura em Mato Grosso?

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A política mato-grossense começa a receber novos nomes para as eleições de 2026. Entre eles está o da Professora Mazé (PL), que nesta quarta-feira (22), durante a convenção do partido realizada em Cuiabá, teve seu nome apresentado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, etapa partidária que antecede o registro oficial da candidatura junto à Justiça Eleitoral.


Natural de Goiatuba (GO), Maria José de Oliveira Arruda, conhecida como Professora Mazé, relata ter vivido uma infância marcada pelas dificuldades enfrentadas pela família durante o período do garimpo de Serra Pelada. Ainda muito jovem, precisou ajudar no sustento da casa e, aos 14 anos, chegou sozinha a Cuiabá em busca de oportunidades, sempre incentivada pela mãe a acreditar que a educação seria o caminho para transformar sua realidade.


Foi justamente pelos estudos que sua vida mudou. Depois de vencer inúmeros desafios, concluiu a graduação em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e construiu uma carreira de quase três décadas na educação pública estadual. Ao longo dessa caminhada tornou-se mestre, doutora, pesquisadora e escritora, encerrando sua carreira no magistério com uma trajetória marcada pela dedicação à formação de milhares de estudantes.

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Cristã evangélica, casada, mãe e avó, Professora Mazé afirma que sua decisão de ingressar na política nasceu da inquietação diante das injustiças, da insegurança jurídica, dos casos de corrupção e de outros problemas que, em sua avaliação, afetam o Brasil. Segundo ela, chegou o momento de deixar de apenas acompanhar os acontecimentos para participar diretamente da construção de soluções que possam contribuir para Mato Grosso e para o país.


Sua entrada na vida pública também reflete a convicção de que experiência profissional, conhecimento e compromisso com a sociedade podem contribuir para a formulação de políticas públicas. Em suas manifestações, Mazé defende valores como família, liberdade, educação de qualidade, eficiência na gestão pública, segurança jurídica e maior participação das mulheres nos espaços de decisão.

Outro ponto presente em seu discurso é a valorização do mérito. Para a professora, oportunidades devem ser ampliadas para que as pessoas possam crescer por meio do estudo, do trabalho e da dedicação, princípios que, segundo ela, marcaram toda a sua trajetória de vida.

Ao colocar seu nome à disposição para a disputa eleitoral, Mazé afirma que pretende transformar a experiência adquirida ao longo de décadas na educação em uma nova forma de serviço à população. Segundo ela, não basta manifestar indignação apenas nas redes sociais ou nos grupos de mensagens. É preciso assumir responsabilidades e participar ativamente da construção de um Estado mais justo, eficiente e comprometido com seus cidadãos.


Sua história demonstra que o esforço, a perseverança e a educação podem transformar vidas. Agora, Professora Mazé busca levar essa experiência para a Assembleia Legislativa, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento de Mato Grosso e retribuir ao Estado que, segundo ela, lhe proporcionou oportunidades de crescimento pessoal e profissional.

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Independentemente do cenário eleitoral que se desenhará nos próximos meses, a trajetória da Professora Mazé acrescenta ao debate político um perfil marcado pela experiência na educação, pela superação de adversidades e pela disposição de colocar sua vivência a serviço da sociedade mato-grossense.

Por Luiz Henrique Menezes

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