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POLÍCIA

Três pessoas, entre elas um menor, foram autuadas em flagrante pela Polícia Civil em Porto Alegre do Norte

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Duas pessoas foram detidas e uma arma de fogo apreendida, na noite de domingo (30.10), em Porto Alegre do Norte (1.125 km a nordeste de Cuiabá), após um desentendimento ocorrido durante uma carreata no município.

O suspeito de 28 anos foi autuado em flagrante por ameaça e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. O menor de 16 anos responderá ato infracional análogo aos mesmos crimes.

Os policiais acompanhavam uma carreata feita por eleitores, após o fim das apurações dos votos, quando foram informados sobre um homem armado que estava ameaçando pessoas no local.

Em seguida foi feita a abordagem do indivíduo menor de 16 anos, e na busca pessoal encontrado um revólver calibre 22 na sua cintura. Durante verificação foi notado que a arma estava desmuniciada.

Na ocasião uma pessoa contou que estava junto com outros amigos assistindo a carreata, quando um homem apareceu em um caminhão e começou a xingar o grupo, pensando que seriam eleitores de outro candidato.

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Ato contínuo uma das pessoas do grupo jogou um lata de cerveja no homem, que foi atingido no rosto. Então este saiu do local, e logo retorno acompanhando do adolescente portando na cintura a referida arma.

Diante dos fatos todos os envolvidos foram conduzidos para esclarecimentos, bem como o maior foi preso e o adolescentes apreendido, por ameaça e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Outra ação

Um motociclista de 41 anos foi autuado em flagrante após se envolver em um acidente de trânsito, e atropelar duas crianças no município de Canabrava do Norte, na noite de domingo (30.10). As vítimas foram encaminhadas para atendimento médico.

O suspeito foi autuado pelos crimes de direção perigosa de veículo na via pública e conduzir veículo automotor sob a influência de álcool ou substância psicoativa, após ser apresentado pelos militares na Delegacia de Porto Alegre do Norte.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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