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Novo serviço deve iniciar em abril, assim que concluída as questões administrativas da parceria firmada para atender pacientes do Cridac

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) vai disponibilizar o tratamento de equoterapia aos pacientes do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac). O novo serviço é resultado de um termo de cooperação firmado nesta semana entre a SES e a Polícia Militar de Mato Grosso, que vai oferecer os cavalos da polícia montada para as sessões.

A expectativa é de que a nova terapia com atividades de equitação inicie em abril, assim que concluída as questões administrativas da parceria.

“Nosso objetivo é ofertar o que há de mais moderno e efetivo na reabilitação ou tratamento de pacientes do Cridac. O trabalho conjunto entre a SES e a Polícia Militar beneficiará muito os usuários em tratamento pelo SUS”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Conforme o diretor do Cridac, Luiz Antônio Ferreira, o novo serviço é um avanço para a saúde do Estado, já que, atualmente, nenhum município oferta o tratamento de equoterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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“Os pacientes que necessitavam dessa terapia buscavam apoio de ONGs para conseguir o tratamento, mas graças a uma gestão sensível à causa, vamos disponibilizar a equoterapia no Cridac. Isso deixa os profissionais e pacientes felizes, pois aguardavam ansiosamente pelo serviço”, diz o diretor.

Conforme o termo de cooperação, a terapia será realizada no Parque de Exposições da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Luiz explica que o Cridac disponibilizará os profissionais e a equipe de cavalaria da PM disponibilizará os cavalos. “Nossos profissionais estão habilitados para executar o tratamento. Eles foram capacitados em 2022 pela Associação Nacional de Equoterapia”, informa.

Atualmente, o Cridac atende cerca de 300 pacientes com transtorno do espectro autista. De acordo com Luiz, espera-se que metade desses pacientes tenham indicação médica para a equoterapia.

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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