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Protocolo implementado em Mato Grosso por Coronel Assis serviu de base para alteração do PL 5265/23

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Mato Grosso viveu um período tenso sob o ataque de assaltantes a agências bancárias e carros-fortes, o conhecido “Novo Cangaço”, no qual grupos criminosos com armamento pesado invadiam e aterrorizavam pequenas cidades. Mas a situação foi controlada com a adoção de um protocolo inovador implementado quando o deputado federal, Coronel Assis, ainda era Major da PM e Comandante do BOPE. Plano de defesa esse que serviu como base para as alterações propostas no Projeto de Lei 5265/23.

“Para enfrentar essa grave ameaça, ao longo de um ano e meio, foi realizado um trabalho contínuo de inteligência e sistematização visando compreender e neutralizar o modus operandi dessas quadrilhas. Por meio do protocolo que foi desenvolvido mapeamos rotas de fuga, esconderijos em áreas de mata e padrões operacionais das quadrilhas, permitindo prever seus movimentos e planejar respostas rápidas e efetivas. O protocolo foi tão eficiente que, após sua implementação, as quadrilhas não obtiveram mais êxito no Mato Grosso”, explica o parlamentar relator do PL na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

Assis revela que a experiência também deu origem ao Curso de Patrulhamento Rural, que capacita policiais a operar em zonas rurais e áreas de mata, aprimorando ainda mais a eficiência no combate ao crime organizado.

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Também faz parte das modificações propostas ao PL, o substitutivo de autoria do deputado que inclui os guardas municipais e servidores do sistema de execução penal na lista da bolsa-formação, do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). A bolsa, atualmente no valor de R$ 900, faz parte do projeto de capacitação para profissionais de segurança pública que visa reduzir a criminalidade no Brasil.

O Projeto estabelece regras para elaboração de planos de defesa contra roubos a empresas de transporte de valores ou resgate de presos em estabelecimentos prisionais. Na proposta, esses planos devem definir possibilidades de ações e condutas de resposta rápida a crimes contra o patrimônio e às ocorrências de alta complexidade.

Os planos devem determinar ações conjuntas das forças de segurança federais, estaduais e municipais para prevenir esses tipos de crimes. Neles devem constar ameaças e riscos, a definição de limites geográficos de atuação, o cronograma de treinamentos, as respostas estatais a serem adotadas, entre outras situações relacionadas ao assunto.

Originalmente, o texto alterava a legislação apenas para incluir o compromisso de criar planos de defesa em municípios com penitenciárias ou agências bancárias como condição para aderir ao Pronasci.

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*PROTOCOLO DE REPRESSÃO*

O deputado Coronel Assis destaca que é de suma importância definir estratégias preventivas e repressivas eficientes para combater os crimes do “novo cangaço” em todo o país.

“As forças de segurança precisam se unir nas esferas federal, estadual e municipal, articular movimentos sistematizados e integrados para aniquilar as ações desses grupos criminosos que são muito organizados e contam com armamento de ponta para realizar suas investidas contra as cidades mais desprotegidas”, ressalta Assis.

*ANDAMENTO*

O PL 5265/23 está entre os 18 projetos de Segurança Pública que deverão ser votados em regime de urgência diretamente no plenário, até o dia 12 de dezembro. A análise dos textos é uma das prioridades da Frente Parlamentar da Segurança Pública.

Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada por deputados e senadores.

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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