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Procurado pela Justiça de MT há 34 anos é preso pela Polícia Civil no Pará

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O autor de um homicídio ocorrido há 34 anos, no município de São Félix do Araguaia (1.200 km a nordeste de Cuiabá), foi preso no Estado do Pará, na quinta-feira (14.07), durante ação integrada das Polícias Civil de Mato Grosso e do Pará.

A ação faz parte da operação “Ámon”, deflagrada pela Polícia Civil na região de Confresa, objetivando localizar pessoas foragidas e dar cumprimentos aos mandados decretados pelo Poder Judiciário.

O procurado, de 69 anos, foi descoberto residindo na cidade de Floresta do Araguaia (PA), após investigação do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional Confresa com apoio do Cartório Especializado de Combate ao Crime Organizado.

Diante das informações apuradas, foi solicitado apoio à Polícia Civil do Pará, que através da Superintendência Regional de Polícia de Redenção e da Delegacia de Floresta do Araguaia, efetuaram a prisão do suspeito, que foi colocado à disposição da Justiça.

O homicídio

O crime ocorreu no dia 17 de janeiro de 1988, durante em uma festa na zona rural, no povoado denominado “Chapadinha”, em São Félix do Araguaia.

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Na ocasião, o suspeito efetuou um disparo de arma de fogo para atingir um homem que era seu desafeto, e que naquele momento dançava com sua companheira.

No entanto, o autor errou o alvo e veio a atingir na cabeça e matar a vítima, Marlene Soares Silva. Após cometer o crime o suspeito foragiu.

Em 2008, o acusado foi julgado e condenado a pena de 12 anos de prisão.

Operação

“Ámon” é um nome com origem no grego, que quer dizer “o oculto”, “o escondido”.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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