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Polícia Militar prende seis por formação de quadrilha e recupera veículos roubados

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Uma ação conjunta, entre policiais militares do 3º Batalhão, Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e da Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), prendeu, na noite desta quinta-feira (06.10), seis pessoas por formação de quadrilha, roubo e porte ilegal de arma de fogo em Cuiabá.

A ação resultou ainda na recuperação de quatro veículos, que haviam sido roubados de uma residência no bairro Parque das Emas 5, na quarta-feira (05.10), no município de Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá). 

Os suspeitos invadiram a casa armados e fizeram quatro pessoas da mesma família como reféns. Eles roubaram diversos objetos de valores das vítimas, como joias, celulares, relógios e cartões de créditos. A quadrinha ainda fez uma transferência bancária, via PIX, no valor de R$ 15 mil. 

Os suspeitos fugiram da casa em quatro veículos pertencentes às vítimas – um Jeep Renegade, um Chevrolet Cruze, um Fiat Strada e um Volkswagen Fox. Após saírem do local, ainda realizaram compras no cartão de crédito, no valor de R$ 3 mil. 

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Durante diligências no município, os policiais militares conseguiram localizar o veículo Jeep Renegade em uma região de mata, mas nenhum suspeito foi localizado. 

Já na noite desta quinta-feira, os policiais da Capital receberam informações de que o veículo Chevrolet Cruze, com as mesmas características do roubado, circulava próximo ao Parque das Águas. 

Imediatamente, os policiais se deslocaram até o local informado e conseguiram abordar o veículo e identificar dois suspeitos, que teriam participado do roubo.

Questionado quanto aos demais integrantes da quadrilha, bem como os veículos e objetos roubados, eles afirmaram que outros suspeitos estariam escondidos no bairro Três Barras, na Capital. 

Durante diligência, os policiais prenderam outros integrantes da quadrilha, que teriam participado do roubo. Com eles, foram apreendidos R$ 3.974 em espécie, um simulacro de arma de fogo, aparelhos celulares e alguns pertences das vítimas. 

Os suspeitos e os materiais apreendidos foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais e providências que o caso requer.

Disque-denúncia  

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A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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