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Polícia Militar prende jovem por ameaça, apreende armas e 162 munições em Sinop

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Policiais militares do 11º Batalhão prenderam, nesta terça-feira (15.11), um jovem, de 20 anos, por ameaça e porte ilegal de arma de fogo, no bairro Jardim Terra Rica, no município de Sinop (480 km de Cuiabá). Durante ação, os militares apreenderam um revólver, uma espingarda e 162 munições de diversos calibres ainda intactos. 

De acordo com informações do boletim de ocorrência, um homem, de 42 anos, acionou os militares, após o suspeito aparecer no local armado e proferindo diversas ameaças. 

Aos militares, a vítima disse que o suspeito era seu amigo e que estava morando na casa por um período, no entanto, eles tiveram um desentendimento e pediu para que o homem saísse da residência.

Assim que os policiais chegaram na casa, o suspeito já havia saído. Mais tarde, a Polícia Militar foi acionada novamente e conseguiram deter o suspeito na casa da vítima. Questionado sobre a arma, o homem disse que estava na casa de um outro conhecido. 

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No local repassado pelo suspeito, o proprietário do imóvel afirmou aos policiais que o armamento pertence ao seu pai que está viajando e que não viu o suspeito pegar a arma. 

Durante varredura, os policiais encontraram um revólver, uma espingarda e 162 munições de diversos calibres. Os policiais foram informados que os armamentos são devidamente registrados.

Os suspeitos e os materiais apreendidos foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer. 

Disque-denúncia   

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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