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Polícia Militar lança Operação Liquida Centro nesta segunda-feira (11) em Cuiabá

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A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (11.07), a Operação Liquida Centro, em parceria com o Sindicato do Comércio de Tecidos, Confecções e Afins do Estado (Sincotec-MT), em Cuiabá. A ação visa o fortalecimento do policiamento ostensivo e preventivo até o próximo sábado (16.07).  

De acordo com o tenente-coronel PM, Kléber Franklin de Lima Ferreira, o reforço policial contará com mais de 250 militares e 40 viaturas empregadas de todas as unidades que compõe o 1º Comando Regional.  “Além do policiamento ostensivo a pé,  também serão realizadas operações com barreiras policiais em pontos estratégicos”, ressaltou.

O tenente-coronel PM, da 21ª Companhia Independente da Capital, Sadá Ribeiro Parreira, destacou que a força policial será empregada com militares da Cavalaria, Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), Batalhão de Trânsito e Força Tática.

Segundo o presidente do Sincotec, Sérgio Ricardo Antunes, a expectativa é que haja aumento de 25% no fluxo de pessoas nos próximos dias.

“O comércio vai oferecer descontos de até 70% aos consumidores e com apoio da Polícia Militar do Estado o movimento deve ser melhor ainda, pois a região do centro estará fortalecida com o policiamento, garantindo a tranquilidade dos consumidores, empresários e empreendedores”. 

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Fonte: PM MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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