CUIABÁ

POLÍCIA

Polícia Militar e Polícia Civil resgatam vítima de sequestro e desarticulam organização criminosa

Publicado em

Ação integrada da Polícia Militar e da Polícia Judiciária Civil prendeu, na tarde desta segunda-feira (03.10), sete pessoas por tortura, sequestro e associação para o tráfico ilícito de drogas, no município de Cocalinho (873 km de Cuiabá). 

Segundo informações do boletim de ocorrência, um policial militar flagrou um grupo em atitude suspeita entrando em uma residência. Um dos homens portava uma arma de fogo. Após solicitar apoio, os militares foram até o endereço da ocorrência e flagraram uma aglomeração no interior da casa. 

Durante varredura, os policiais identificaram uma pessoa em cárcere privado, com ferimento por arma de fogo em uma das pernas e sendo torturada. 

Aos militares, a vítima relatou que se tratava de um “tribunal do crime”, após uma discussão entre os suspeitos. A vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Água Boa. 

Ainda na casa, os policiais apreenderam uma arma de fogo calibre 22, mais de 400 gramas de maconha, uma porção de crack e pouco mais de R$ 2 mil em espécie. 

Leia Também:  Operação da Polícia Civil cumpre 12 mandados judiciais contra investigados por tráfico dr drogas

Os suspeitos e os produtos ilícitos foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer. 

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar, de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

Published

on

O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

Leia Também:  Polícia Civil incinera mais de 400 quilos de cocaína apreendidos em MT

Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA