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Polícia Civil recupera veículo fruto de apropriação indébita e prende dois suspeitos em flagrante

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Policiais da Delegacia de Araputanga recuperaram nesta segunda-feira (03.10) um veículo que foi apropriado indevidamente no estado de Goiás. Um homem de 24 anos foi preso em flagrante pelo crime de receptação.

Na ação, um adolescente de 16 anos também foi apreendido por ato análogo ao crime de receptação e por posse de drogas para consumo pessoal.

A apuração teve início quando a equipe de investigadores recebeu informações de que um veículo, produto de crime na cidade de Goiânia (GO), estava circulando em Araputanga.

Em contato com o proprietário, os policiais civis foram informados que o veículo teria sido alugado para uso em serviço de transporte por aplicativo. Contudo, a pessoa que alugou, informou ao proprietário que o carro foi furtado em uma fazenda.

Os investigadores localizaram o veículo e passaram a acompanhá-lo pelas ruas de Araputanga a fim de identificar os condutores e outros possíveis envolvidos. No momento oportuno, a equipe realizou a abordagem e conduziu os suspeitos à Delegacia.

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Como explicou o delegado Fabrício Garcia Henriques, essa é uma nova modalidade de crime, que consiste na locação de automóveis em grandes cidades e outros estados, permitindo que criminosos os conduzam livremente, sem riscos e interferência policial. “São trazidos até a região de fronteira, onde geralmente são trocados por drogas no país vizinho, a Bolívia, ou utilizados na prática de outros crimes”.

A vítima foi informada sobre a recuperação de seu veículo, que está financiado e não possui seguro.

Os dois autuados foram colocados à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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