CUIABÁ

GOLPE

Polícia Civil recupera R$ 47 mil de vítima de golpe em aplicativo bancário em Cuiabá

Publicado em

A Delegacia Especializada em Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá recuperou nesta quinta-feira (05.01) 47 mil reais tomados de uma vítima em um golpe envolvendo serviços prestados por um banco federal.

Na quarta-feira (04.01), uma pessoa se passando por funcionário do Banco do Brasil entrou em contato com a vítima, moradora da Capital, e disse que o sistema de segurança do banco constatou que ela havia acessado a conta por um aparelho celular diferente do cadastrado. O suposto funcionário, de posse dos dados bancários e pessoais, disse ainda que o programa de pontos da vítima tinha sido afetado e orientou que para cliente fazer o resgate dos pontos, seria necessário acessar um endereço da empresa por meio de um link e a direcionou ao serviço de atendimento.

Após o contato, a vítima ficou com a conta bancária bloqueada e foi ‘orientada’ pelo suposto atendente a ir a uma agência do banco para realizar a liberação no caixa eletrônico, do aplicativo no celular e do crédito do programa de pontos. Em seguida à liberação no caixa eletrônico, a vítima recebeu uma ligação do gerente bancário indagando sobre algumas movimentações estranhas na sua conta e a realização de um empréstimo.

Leia Também:  Polícia Militar recupera 115 relógios de luxo furtados em Rondonópolis

A Delegacia de Estelionato constatou que foram realizadas transferências bancárias eletrônicas nas modalidades TED e Pix para contas desconhecidas. Depois, os valores foram triangulados para contas diferentes em diversos bancos, a fim de evitar o rastreio da polícia.

Com o trabalho do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Estelionatos foi possível bloquear R$ 47,5 mil e identificar o golpista, que é morador do litoral de São Paulo. A investigação segue para chegar também aos beneficiários das contas que receberam os valores.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

Published

on

O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

Leia Também:  PM prende homem e apreende adolescente com 104 porções de drogas em Cáceres

Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA