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Polícia Civil recupera R$ 47 mil de vítima de golpe em aplicativo bancário em Cuiabá

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A Delegacia Especializada em Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá recuperou nesta quinta-feira (05.01) 47 mil reais tomados de uma vítima em um golpe envolvendo serviços prestados por um banco federal.

Na quarta-feira (04.01), uma pessoa se passando por funcionário do Banco do Brasil entrou em contato com a vítima, moradora da Capital, e disse que o sistema de segurança do banco constatou que ela havia acessado a conta por um aparelho celular diferente do cadastrado. O suposto funcionário, de posse dos dados bancários e pessoais, disse ainda que o programa de pontos da vítima tinha sido afetado e orientou que para cliente fazer o resgate dos pontos, seria necessário acessar um endereço da empresa por meio de um link e a direcionou ao serviço de atendimento.

Após o contato, a vítima ficou com a conta bancária bloqueada e foi ‘orientada’ pelo suposto atendente a ir a uma agência do banco para realizar a liberação no caixa eletrônico, do aplicativo no celular e do crédito do programa de pontos. Em seguida à liberação no caixa eletrônico, a vítima recebeu uma ligação do gerente bancário indagando sobre algumas movimentações estranhas na sua conta e a realização de um empréstimo.

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A Delegacia de Estelionato constatou que foram realizadas transferências bancárias eletrônicas nas modalidades TED e Pix para contas desconhecidas. Depois, os valores foram triangulados para contas diferentes em diversos bancos, a fim de evitar o rastreio da polícia.

Com o trabalho do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Estelionatos foi possível bloquear R$ 47,5 mil e identificar o golpista, que é morador do litoral de São Paulo. A investigação segue para chegar também aos beneficiários das contas que receberam os valores.

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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