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Polícia Civil realiza 4ª edição do projeto CGP Itinerante na região de Cáceres

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A Delegacia Regional de Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá), foi a nova região contemplada pelo projeto “CGP Itinerante”, desenvolvido pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Coordenadora de Gestão de Pessoas.

A 4ª edição da ação voltada para o bem-estar dos servidores, foi realizada na sexta-feira (24.06), e atendeu policiais civis lotados nas Delegacias de Polícia dos municípios de Mirassol D’Oeste, São José do Quatro Marcos e Cáceres.

Conforme o gestor da Coordenadoria de Gestão de Pessoas, delegado Fabiano Pitoscia, um dos objetivos do projeto é a aproximação do setor de recursos humanos, com os profissionais atuantes no interior, levando informações acerca dos produtos, serviços e ações de Prevenção à Saúde e Segurança no Trabalho.

Durante o evento a equipe da Coordenadoria de Gestão de Pessoas Itinerante apresentou o Workshop de Atenção à Saúde Mental, e outras atividades de trabalho de sensibilização sobre a importância da saúde física.

Em Cáceres os serviços de prevenção à saúde ocorreram através da parceria com a com a Faculdade Estácio do Pantanal de Cáceres (FAPAN), sendo feitas avaliações físicas de Bioimpedância com orientações nutricionais e orientações ergonômicas e fisioterapêuticas e com a Secretaria Municipal de Cáceres, que ofertou a vacina contra Covid19.

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Também oferecidos serviços de terapias integrativas como massagens relaxante e reike, realizados por duas profissionais autônomas: Luziléia Carlos e Maria Célia.

Mais uma vez a Polícia Civil, através da Coordenadoria de Gestão de Pessoas, agradece a todos os profissionais envolvidos no projeto, em especial os parceiros como FAPAN e a Secretária Municipal de Saúde, indispensáveis para a realização do evento.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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