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Polícia Civil prende três suspeitos por envolvimento em associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo

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Três suspeitos envolvidos com uma facção foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na noite desta segunda-feira (04.07), em Tangará da Serra, por porte de arma de fogo de uso restrito, uso de documento falso e associação criminosa.

Durante uma investigação, a equipe da 1ª Delegacia de Tangará da Serra tomou conhecimento de que integrantes de uma facção criminosa, em vingança a um homicídio ocorrido no domingo, teriam jurado de morte integrantes de um grupo rival.

Os policiais passaram a acompanhar uma mulher que faria a entrega de armas de fogo que seriam utilizadas na execução de rivais. Os investigadores flagraram o momento em que a suspeita se encontrou com um criminoso no bairro Morada do Sol e deixou com ele uma arma de fogo.

Ela estava em uma camioneta S10 quando foi abordada pela equipe policial, na Avenida Ismael do Nascimento, e apreendidos dois revólveres de calibres 38 e 44. O motorista do veículo apresentou uma carteira de habilitação falsa e também foi preso.

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A equipe da 1ª Delegacia permaneceu acompanhando o suspeito que teria recebido a terceira arma, e quando ele se preparava para deixar sua residência foi surpreendido pelos policiais civis.

Ele tem diversos registros criminais, resistiu à prisão e tentou disparar contra os policiais, que necessitaram agir em legítima defesa. O suspeito foi socorrido pelo Samu e levado ao hospital municipal. Nenhum dos policiais ficou ferido durante a ação.

Foram apreendidas três armas de fogo e 37 munições em poder dos criminosos. Todos foram autuados em flagrante na 1ª Delegacia e depois conduzidos para unidades do Sistema Penitenciário.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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