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Polícia Civil prende receptador e recupera caminhão roubado da Prefeitura de Colniza

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Um caminhão roubado de funcionários da Prefeitura de Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá), há aproximadamente um ano, foi recuperado pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (27.07), em uma oficina do município. Um homem que se identificou como proprietário do caminhão foi preso em flagrante pelo crime de receptação.

O caminhão, apreendido em uma ação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), estava acautelado para o município de Colniza.

O crime ocorreu em agosto de 2021, quando funcionários da Prefeitura estavam com o caminhão no distrito de Conselvan e foram abordados por criminosos armados que exigiram o veículo. Os funcionários tiveram armas apontadas para suas cabeças, sendo subtraído o caminhão, uma motosserra e roupas das vítimas.

Nesta quarta-feira (27.07), a equipe de policiais da Delegacia de Colniza receberam informações de que o veículo estava passando por manutenção em uma oficina da cidade. Com base na denúncia, os policiais foram até o local, onde constataram a veracidade das informações e apreenderam o veículo, localizado no pátio da oficina.

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Em continuidade as diligências, os policiais identificaram o dono do veículo, que questionado confessou ter comprado o caminhão pelo valor de R$ 100 mil, em duas parcelas de R$ 50 mil.

Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Colniza, onde foi interrogado pelo delegado Bruno Ferreira e autuado em flagrante por receptação. Foi arbitrada fiança ao suspeito que responderá pelo crime em liberdade.

Segundo o delegado, as investigações seguem em andamento para localizar e prender os envolvidos no crime. “Com a prisão do receptador, foi possível conseguir novas informações sobre os fatos e as diligências continuam para prender os autores do crime”, disse o delegado.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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