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Polícia Civil prende em flagrante homem que atirou contra cachorro em Lucas do Rio Verde

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Um homem que efetuou um disparo de arma de fogo contra a face de um cachorro no município de Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá) foi preso em flagrante pla Polícia Civil, na quinta-feira (01.12). O suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de maus-tratos de animais qualificado e posse irregular de arma de fogo.

A prisão do suspeito ocorreu após denúncia de que um morador do Recando dos Macucos havia atirado na face do cachorro e depois fugido do local. O animal ficou com o projétil alojado acima do focinho e teria que passar por cirurgia.

Com informações do endereço e do veículo utilizado pelo suspeito, a equipe de investigadores da Delegacia de Lucas do Rio Verde iniciaram as diligências em busca do autor do fato, conseguindo localizá-lo no período da tarde. Questionado, o suspeito negou os fatos, porém confessou que possuía uma arma de fogo tipo espingarda, se disponibilizando a entregar o armamento.

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Na chácara do investigado, os policiais apreenderam uma espingarda calibre 22 e outra de pressão. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Lucas do Rio Verde, onde uma testemunha e o proprietário do animal confirmaram ser realmente ele o autor dos disparos realizados com uma arma longa com as mesmas características da espingarda apreendida.

Segundo informações, o suspeito é vizinho de chácara dos envolvidos, e há algum tempo vinha agindo de forma agressiva com outros animais, que também já teriam sido atingidos em ocasiões anteriores.

Diante das evidências, a delegada Ana Carolinne Mortoza Lacerda, lavrou o flagrante contra o suspeito pelos crimes de maus-tratos de animais na forma qualificada e posse ilegal de arma de fogo, representando ao Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.

“Ficou evidente o abalo de toda vizinhança com a ação do suspeito, que já agiu em outras ocasiões da mesma forma, denotando a possibilidade de reiteração e a crueldade contra os animais”, disse a delegada.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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