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Polícia Civil prende autora de homicídio de caminhoneiro em Rondonópolis

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis cumpriu nesta segunda-feira (23.01) o mandado de prisão preventiva contra G.L.M, de 20 anos de idade, pelo homicídio de seu companheiro, ocorrido em outubro do ano passado.

Edésio Silva Arantes, de 52 anos, foi morto a golpes de faca no dia 27 de outubro, na porta de sua residência, no Jardim das Paineiras, em Rondonópolis. G.L.M tinha um relacionamento amoroso com a vítima e foi até a casa dele e o chamou ao portão. Quando a vítima saiu, recebeu um abraço da investigada que, em seguida, o atingiu no peito com um golpe de faca.

A vítima não teve qualquer chance de defesa, foi socorrida, mas morreu ao dar entrada no hospital de Rondonópolis.

Indiciamento e prisão 

O inquérito policial sobre o homicídio foi concluído pela DHPP em novembro do ano passado, com o indiciamento da investigada por homicídio qualificado.

Com a decretação da prisão de G.L.M., pela 1a Vara Criminal de Rondonópolis, as equipes da DHPP realizaram diligências para a localização da investigada que, desde a época do crime, vinha se escondendo, inclusive, não residia mais no endereço informado quando foi interrogada pela Polícia Civil.

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Os policiais a localizaram em uma residência, no bairro Jardim Eldorado. A diligência para encontrar a investigada contou com o apoio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Rondonópolis. Contra ela há uma ocorrência criminal anterior, de setembro de 2021, por lesão corporal causada por faca contra outro ex-namorado

Após o cumprimento do mandado de prisão, ela foi encaminhada à cadeia feminina de Rondonópolis.

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Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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