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Polícia Civil prende autor de furtos em série contra mulheres em Tangará da Serra

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Um homem envolvido em diversos furtos praticados principalmente contra vítimas mulheres em Tangará da Serra (239 km a Médio-norte de Cuiabá) foi preso em flagrante pela Polícia Civil, no sábado (03.12), durante monitoramento realizado pelos policiais da Divisão Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município. Com o suspeito, de 44 anos, foram apreendidos diversos objetos de origem ilícita, como eletrodomésticos, produtos alimentícios, valores em dinheiro e documentos de vítimas.

A equipe da Derf há quase 30 dias vinha realizando diligências com o objetivo de identificar o autor de uma série de furtos praticados no município, todos tendo como vítimas mulheres. Em pelo menos, 16 ocorrências registradas, as vítimas relataram as mesmas características físicas e o mesmo modo de ação do suspeito, levando a possibilidade de se tratar da mesma pessoa.

No sábado (03), o suspeito, que utilizava uma motocicleta Honda vermelha para prática dos crimes, voltou a agir fazendo cinco novas vítimas. Ele aproveitava momentos de distração das vítimas para praticar os furtos. Imediatamente após a comunicação dos fatos, os policiais da Derf de Tangará da Serra iniciaram as diligências, conseguindo identificar a placa do veículo utilizado pelo suspeito.

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Em continuidade as diligências, os policiais foram até o endereço do investigado, onde flagraram o momento em que ele saia da residência em posse de sacolas. Com informações de que ele tinha o costume de jogar os objetos das vítimas em residências aleatórias da cidade, os policiais realizaram o monitoramento, flagrando o momento que o suspeito arremessou uma das sacolas em uma casa no bairro Jardim Floriza.

Os policiais decidiram realizar a abordagem do suspeito, que ao perceber a presença da equipe tentou empreender fuga, rumo a sua residência. Ele chegou a entrar na casa e trancar a porta, porém percebendo o cerco policial, decidiu se entregar à Polícia.

Em buscas no interior do imóvel, foram encontradas diversas mercadorias e produtos alimentícios adquiridos com os cartões de vítimas, R$ 330 em dinheiro, diversos aparelhos celulares, além da motocicleta que utilizava para cometer os crimes. Questionado sobre os objetos subtraídos das vítimas de sábado (03), ele revelou que havia jogado em residências da cidade.

Os policiais deram continuidade às diligências, conseguindo recuperar os objetos que foram restituídos para as vítimas. Diante dos fatos, o suspeito foi conduzido à Derf de Tangará da Serra, onde após ser interrogado foi autuado em flagrante.

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Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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