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Polícia Civil cumpre prisão preventiva de mulher apontada como mandante de homicídio em Rondonópolis

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Uma mulher identificada como mandante de um homicídio ocorrido em 2020 em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil nesta segunda-feira (29.08), em ação conjunta da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município e Núcleo de Inteligência da Regional. 

A prisão preventiva contra a suspeita, de 56 anos, foi decretada nos autos do inquérito policial instaurado na DHPP para apurar a morte da vítima Hélio Fonseca da Silva, ocorrido no dia 31 de julho de 2020. 

O crime ocorreu em frente a uma conveniência de propriedade da suspeita. Na ocasião, a vítima estava do lado de fora do estabelecimento quando um veículo Sandero passou e efetuou os disparos. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. 

Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da DHPP de Rondonópolis iniciou as investigações, que apontaram que a suspeita encomendou o crime com membros de uma facção criminosa, que tinham a proposta de solucionar possíveis conflitos e desavenças no comércio da investigada. 

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Diante dos fatos apurados, a delegada Karla Peixoto Ferraz representou pelos mandados de prisão preventiva e de busca apreensão domiciliar contra a suspeita, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos nesta segunda-feira (29) pelos policiais da especializada. 

A suspeita foi conduzida à delegacia e, após as providências de praxe, será encaminhada a Cadeia Pública Local, onde será colocada à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: PJC MT

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Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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