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Polícia Civil conclui 150 inquéritos sobre crimes de violência doméstica em Lucas do Rio Verde

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A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde concluiu a Operação Impunidade Zero, de combate a crimes de violência doméstica e familiar no município com a conclusão de 150 inquéritos que responsabilizou autores de crimes, como estupro, estupro de vulnerável, ameaça, lesão corporal, entre outros.

A operação foi iniciada em junho pelo Núcleo de Atendimento a Criança, Adolescente, Idoso e Mulher e nesta terça-feira (28.06), o delegado Eugênio Rudy apresentou os resultados a autoridades do Poder Judiciário, Ministério Público e Prefeitura Municipal.

Durante a Operação Impunidade Zero foram efetuadas cinco prisões em flagrante, dois cumprimentos de mandados de prisões preventivas e a conclusão dos 150 inquéritos policiais, dos quais 132 já foram protocolados no sistema Processo Judicial eletrônico, do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A Polícia Civil também divulgou as informações obre três investigados que estão com as prisões preventivas decretadas pela Justiça. Eles são procurados por crimes como tentativa de feminicídio e estupro de vulnerável.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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