CUIABÁ

POLÍCIA

Operação Taliban cumpre 14 mandados judiciais contra grupo criminoso que age no tráfico de drogas

Publicado em

Sete criminosos envolvidos em uma associação que praticava tráfico de entorpecentes na região de Confresa, no nordeste de Mato Grosso, foram presos nesta terça-feira (29.11) durante a Operação Taliban, da Delegacia da Polícia Civil do município.

Com apoio de equipes da Delegacia Regional e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Confresa, os policiais civis cumpriram 13 mandados de prisão e de busca e apreensão contra alvos investigados por comandar o tráfico. Dois alvos de mandados de prisão ainda são procurados. 

De acordo com o delegado Higo Rafael Oliveira, com um dos alvos foram apreendidas drogas, que estavam enterradas no quintal de uma residência.

Entre os presos está um criminoso que, de acordo com a investigação, era o número dois na estrutura da organização criminosa. Dias antes da deflagração da operação, o líder do grupo foi preso em Rondonópolis.

A Operação Taliban cumpriu mandados em cidades de Mato Grosso (Confresa e Rondonópolis), no Pará e Distrito Federal.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre mandado de busca em escritório de advogacia em Barra do Garças

“A operação é resultado de uma investigação que vem apurando a ação do grupo e visa coibir o tráfico de drogas e o avanço das organizações criminosas na região”, destacou o delegado Higo Rafael.

Fonte: PJC MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

Published

on

O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

Leia Também:  Descumprimento de medida protetiva e ameaças contra vítima resultam em prisão em Rosário Oeste

Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA