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Homem suspeito de ameaçar e perseguir ex-companheira é preso em flagrante pela Polícia Civil

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A Polícia Civil, por meio do Núcleo de Defesa da Mulher da Delegacia de Jaciara (144 km ao sul de Cuiabá), prendeu em flagrante, na segunda-feira (24.10), um homem suspeito de ameaçar e perseguir a ex-companheira. O suspeito, de 46 anos, foi flagrado dentro da casa e foi autuado em flagrante pelos crimes de ameaça, perseguição e violação de domicílio.

As investigações iniciaram após a vítima, de 54 anos, procurar a Delegacia de Sorriso para registrar boletim de ocorrência e pedir medida protetiva contra o ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento, ocorrido há cerca de uma semana.

Em conversa com os policiais e com a equipe multidisciplinar do Núcleo da Mulher, a vítima relatou que não aguentava mais as perseguições praticadas pelo suspeito, que mandava mensagens e ligava inúmeras vezes por dia e chegou a ir ao trabalho dela, lhe causando grande transtorno.

Diante dos fatos narrados que indicavam a perseguição reiterada praticada contra a ex-companheira, os policiais iniciaram as diligências em busca do suspeito, que foi localizado dentro da casa da vítima. “Ele não possuía a chave da casa e nem autorização para entrar na residência, sendo caracterizada também uma situação de invasão de domicílio”, disse o delegado responsável pelas investigações José Ramon Leite.

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O suspeito foi detido e encaminhado para a Delegacia de Jaciara onde após ser interrogado foi autuado em flagrante pelos crimes de ameaça, perseguição e invasão de domicílio. Na delegacia, também foi constatado que o suspeito já possuía passagens anteriores por violência doméstica praticada contra a mulher.

“O que surpreende neste caso é que o suspeito foi detido dentro da casa da vítima, ou seja, a rápida atuação da Polícia Civil evitou que a vítima sofresse outros tipos de crimes que poderiam ter ocorrido caso não fosse realizada a sua prisão”, disse o delegado.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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