POLÍCIA
Governo de MT investiu R$ 150 milhões em armas, viaturas e equipamentos para a Polícia Militar
Publicado em
15 de dezembro de 2022por
Da RedaçãoEm quatro anos de gestão, a segurança pública de Mato Grosso foi reforçada com a aquisição de armamentos modernos e equipamentos tecnológicos, que tornaram as polícias do Estado as mais bem equipadas do país. Na Polícia Militar, os investimentos realizados pela gestão do governador Mauro Mendes somaram mais de R$ 150 milhões, que foram destinados, ainda, para compra de fardamentos e viaturas. O Estado ainda investiu na implantação da Patrulha Rural, promovendo a segurança no campo.
Somente em armamento, o Estado já investiu cerca de R$ 55 milhões para a troca e padronização de armas para todo efetivo. Todos os policiais militares terão em mãos uma pistola da marca Glock 9mm, apontada como uma das melhores do mundo, para utilizar no trabalho de policiamento. O investimento também contempla armas longas, dos tipos submetralhadoras e fuzis, da marca Sig Sauer, para reforço das unidades especializadas da PMMT.
Para o fardamento, o Governo aplicou mais de R$ 4,8 milhões para entrega de fardas completas para todos os policiais militares, incluindo os uniformes das tropas especializadas. Em agosto deste ano, o Governo do Estado repassou a cada policial a quantia de R$ 1.850,00 para que os militares pudessem custear as atualizações de fardamento do ano seguinte.
O comandante-geral da PMMT, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destaca que os investimentos realizados pelo Governo do Estado, representam o compromisso do governador Mauro Mendes com a população, bem como com a instituição da Polícia Militar, de 187 anos, que está presente nos 141 municípios e 25 distritos, e dividida em 15 Comandos Regionais, com um total de 6,7 mil policiais militares.
“É um dos grandes feitos históricos desta atual gestão, que preza garantir um aperfeiçoamento para a segurança da população mato-grossense, assim como pensando no bem estar e na valorização dos profissionais envolvidos, principalmente do policial militar, que está na linha de frente de muitas ocorrências”, afirma o coronel Mendes.
Frota moderna e equipada em todo o Estado
Foram investidos mais de R$ 21 milhões para aquisição e modernização da frota de viaturas, sendo 750 veículos de quatro rodas distribuídos para todo o Estado. A PMMT também recebeu 62 motocicletas BMW 850 cilindradas e 488 motocicletas XRE, fornecidas para a Companhia de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e para o Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran). Além disso, foi entregue um ônibus para atender o deslocamento do Corpo Musical da PM, e dois micro-ônibus e uma ambulância para a Diretoria de Saúde (DSau).
Para o tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante do Batalhão de Trânsito da PMMT, as aquisições das novas motocicletas foram um importante ganho para a continuidade do policiamento ostensivo em duas rodas, além de outros serviços específicos realizados apenas por motocicletas.
“Com as novas motocicletas, o serviço operacional melhorou de maneira significativa. Por exemplo, na blitz Lei Seca, as motos fazem a visualização e identificação, além de auxiliarem na busca por motoristas que tentam evadir da Operação. As motocicletas também são viáveis no serviço de motopatrulhamento, escolta e batedor, tornando o Batalhão de Trânsito da PM referência em todo o país”, afirma o tenente-coronel.
Agilidade no atendimento de ocorrências
A Polícia Militar de Mato Grosso está se atualizando, com o investimento de R$ 32 milhões para a parte digital, recebendo aparatos tecnológicos para o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A medida possibilita aos próprios policiais militares a elaboração do boletim de ocorrência para crimes de menor potencial ofensivo, que têm pena máxima de dois anos, resultando, portanto, na redução do tempo médio de atendimento da ocorrência, colocando os policiais militares por mais tempo nas ruas.
Segurança no campo
O Governo do Estado também investiu R$ 35 milhões para segurança da população mato-grossense nas áreas rurais, disponibilizando viaturas e armamentos próprios para a Patrulha Rural, presente em todos os comandos regionais do Estado. As ações foram essenciais para a redução de mais de 25% em ocorrências de roubos e furtos no interior e garantindo o monitoramento de milhares de propriedades rurais.
“A Patrulha Rural é um grande projeto, abraçado pelo Governo, e que ajuda de maneira muito positiva na segurança da população que vive no campo. Estamos em todas as regiões do Estado, seja com equipes próprias ou com apoio da Força Tática, realizando rondas e policiamento ostensivo, 24 horas e todos os dias da semana”, destaca o comandante-geral da PMMT.
Fonte: PM MT
CIDADES
O QUE ESTÁ POR TRÁS DA GUERRA POLÍTICA QUE CERCA WANDERLEY EM VG
Published
3 semanas atráson
4 de setembro de 2026By
Da Redação
Presidente da Câmara registra ocorrência na Polícia Civil, pede auditoria após suspeita de acesso indevido aos sistemas do Legislativo e relata estar sendo seguido e recebendo informações sobre ameaças de morte. O caso ocorre em meio a uma das mais acirradas disputas políticas recentes de Várzea Grande.
O que começou como uma informação recebida por telefone transformou-se em caso de polícia e aumentou ainda mais a temperatura nos bastidores políticos de Várzea Grande.
O presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), tornou público um conjunto de episódios que, segundo ele, vem tirando seu sono e causando preocupação também entre seus familiares.
Wanderley afirma ter recebido a informação de que um servidor da própria Câmara teria repassado sua senha de acesso a terceiros e que um suposto hacker poderia ter entrado nos sistemas internos do Legislativo.
A informação teria chegado ao vereador no domingo, 30 de agosto.
Segundo Wanderley, junto com a informação sobre o possível acesso clandestino veio algo ainda mais preocupante: estaria sendo preparado um suposto “dossiê” contra ele, contendo acusações de desvio de aproximadamente R$ 1 milhão em contrato, nepotismo e outras irregularidades.
O presidente nega as acusações e afirma que determinou imediatamente uma auditoria.
O CASO VIROU BOLETIM DE OCORRÊNCIA
A existência do registro policial pode ser comprovada.
Documento obtido pelo SaranNews mostra que Wanderley Cerqueira compareceu à Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso e registrou o Boletim de Ocorrência nº 2026.294721, relacionado aos acontecimentos.
O BO foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia – Centro de Várzea Grande e traz como data do fato 30 de agosto de 2026, às 14h, com comunicação formalizada em 3 de setembro.
Entre as naturezas registradas aparece a possível prática prevista no artigo 154-A do Código Penal, referente à invasão de dispositivo informático. O documento também registra ocorrência relacionada a abuso de autoridade.
Na narrativa apresentada à Polícia Civil, Wanderley informou que recebeu ligação relatando que um servidor da Câmara teria repassado sua senha de acesso aos sistemas internos a terceiros, que supostamente teriam utilizado meios informáticos ilícitos, inclusive acesso por hacker, com o objetivo de obter documentos e informações internas.
Há outro ponto particularmente importante no documento.
Segundo o relato formalizado no BO, esses documentos e informações poderiam estar sendo utilizados para elaboração e eventual divulgação de um suposto dossiê contendo acusações relacionadas a nepotismo, processos licitatórios e outros fatos que, segundo a versão apresentada pelo vereador, poderiam ser manipulados ou forjados para atingir sua imagem e reputação.
O BO registra ainda a informação de que Wanderley teria recebido notícia sobre possível participação de autoridades nesse esquema, algo que, neste momento, permanece apenas como relato do comunicante e precisa ser investigado.
POLÍCIA DEVERÁ APURAR ACESSOS E RESPONSABILIDADES
O próprio documento mostra que Wanderley solicitou providências bastante específicas.
Ele pediu levantamento e identificação dos acessos realizados aos sistemas da Câmara, incluindo, quando tecnicamente possível, data e horário, endereço IP, localização e outros dados técnicos, além da identificação dos responsáveis.
Também solicitou relatório dos servidores que possuem credenciais de acesso aos sistemas, identificação dos respectivos usuários, funções e níveis de permissão.
O registro ainda menciona pedido de apuração sobre a regularidade de procedimentos administrativos e contratos, especialmente os relacionados à área de Recursos Humanos, além da preservação de possíveis evidências digitais e documentais.
Ao final, o BO determina o encaminhamento do caso à 2ª Delegacia de Polícia Cristo Rei, em Várzea Grande.
O registro policial comprova, portanto, que Wanderley formalizou as suspeitas perante a Polícia Civil.
Mas é fundamental fazer uma distinção: o boletim de ocorrência não comprova que houve invasão, que documentos tenham sido adulterados ou que exista uma organização atuando contra o vereador. Ele registra oficialmente as alegações apresentadas pelo comunicante, que agora dependem de
UM CARRO, SUPOSTA PLACA FRIA E MEDO DE MORRER
O problema, entretanto, segundo Wanderley, não estaria restrito ao mundo digital.
Durante seu pronunciamento, o vereador afirmou ter percebido um Volkswagen Polo de cor escura circulando repetidamente enquanto visitava o filho.
Depois, segundo ele, o mesmo automóvel teria aparecido nas proximidades da residência de sua mãe.
A equipe de segurança que acompanha o presidente teria fotografado o carro e levantado informações sobre a placa. Wanderley afirma ter consultado policiais e recebido a informação de que se trataria de uma “placa fria”.
Essa informação, até o momento, não aparece comprovada no BO disponibilizado ao SaranNews e, portanto, deve ser tratada como declaração do vereador.
Wanderley também afirmou ter recebido informações de que existiriam ameaças de morte contra ele.
“Eu tenho filhos, netos”, declarou ao revelar sua preocupação.
Ele diz andar acompanhado por profissionais de segurança, alguns deles policiais militares aposentados, e afirma que sua esposa também estaria evitando sair de casa diante da situação.
MAS POR QUE WANDERLEY ESTÁ NO CENTRO DESSA TEMPESTADE?
É aqui que o episódio deixa de ser apenas policial e passa a exigir uma análise política.
Wanderley Cerqueira não é apenas mais um vereador de Várzea Grande.
Ele é o presidente da Câmara Municipal e se transformou, nos últimos meses, em um dos principais personagens do confronto político envolvendo o Legislativo e a administração da prefeita Flávia Moretti (PL).
A relação entre os dois poderes deteriorou-se profundamente.
Moretti já acusou Wanderley de tentar chegar à Prefeitura pelo chamado “tapetão”, enquanto o presidente da Câmara passou a fazer duras cobranças à administração municipal.
A situação tornou-se ainda mais sensível depois da renúncia do vice-prefeito Tião da Zaeli.
Sem vice, o presidente da Câmara ganhou peso adicional na linha sucessória do município. Assim, qualquer discussão sobre eventual afastamento definitivo da prefeita passou inevitavelmente a envolver também o nome de Wanderley.
Isso elevou exponencialmente o valor político da Presidência da Câmara.
GAECO, MESA DIRETORA E OUTRA FRENTE DE INVESTIGAÇÃO
O ambiente ficou ainda mais pesado quando denúncias relacionadas aos bastidores da eleição da Mesa Diretora chegaram à esfera investigativa.
O Gaeco passou a apurar denúncias envolvendo episódios relacionados à eleição da direção da Câmara, e vereadores ligados ao grupo de Wanderley foram ouvidos.
As acusações divulgadas naquele contexto eram extremamente graves, mas precisam ser tratadas com cautela: investigação não significa culpa e denúncia não significa condenação.
O episódio, entretanto, colocou a Câmara de Várzea Grande e seu presidente definitivamente sob forte exposição política.
O DAE COLOCOU MAIS COMBUSTÍVEL NA FOGUEIRA
Outro capítulo importante envolve o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE).
Recentemente, um vídeo envolvendo o vereador Rogerinho da Dakar (PSDB), ex-presidente da autarquia, manuseando dinheiro em espécie voltou ao centro das discussões.
O caso chegou à Câmara e Wanderley encaminhou documentação para análise da Comissão de Ética.
Na sessão de 1º de setembro, Wanderley e Rogerinho protagonizaram uma forte discussão.
Durante o embate, Wanderley levantou questionamentos sobre contrato existente durante a administração de Rogerinho no DAE. Rogerinho contestou as declarações e cobrou apresentação de documentos.
Há uma coincidência cronológica que chama atenção.
Segundo o BO agora obtido pelo SaranNews, o fato que originou a denúncia sobre eventual acesso ao sistema da Câmara ocorreu em 30 de agosto.
Dois dias depois veio o confronto público envolvendo o DAE.
Não existe, até agora, elemento que permita afirmar que os episódios estejam relacionados.
Mas a proximidade temporal torna legítimo que os fatos sejam observados pelas autoridades durante a investigação.
PERSEGUIÇÃO POLÍTICA OU UMA DISPUTA QUE SAIU DO CONTROLE?
Essa talvez seja a pergunta mais importante.
Seria irresponsável afirmar, neste momento, que existe uma organização criminosa perseguindo Wanderley.
Mas também seria irresponsável ignorar que o presidente de um Poder municipal procurou formalmente a Polícia Civil, registrou ocorrência, pediu preservação de evidências digitais e afirma temer pela própria segurança.
Agora existem caminhos objetivos para descobrir a verdade.
Se houve invasão, os registros eletrônicos podem deixar rastros.
Se alguém utilizou credenciais de servidores, uma auditoria poderá apontar quando e como isso ocorreu.
Se documentos foram copiados ou adulterados, perícia poderá encontrar evidências.
Se houve utilização de placa falsa no veículo mencionado por Wanderley, a Polícia poderá investigar.
E se existe um dossiê, seu conteúdo poderá ser confrontado com contratos, licitações, empenhos, pagamentos, notas fiscais e demais documentos oficiais da Câmara.
DOCUMENTOS CONTRA NARRATIVAS
Durante seu pronunciamento, Wanderley insistiu várias vezes que não teme investigação.
Ele afirmou que a Câmara está aberta à Polícia, Ministério Público e Justiça e declarou que sua residência e empresas também podem ser investigadas.
O vereador também apresentou como argumento de austeridade a devolução de aproximadamente R$ 855 mil aos cofres públicos no encerramento do exercício anterior, além do pagamento de rescisões.
Esses valores, entretanto, devem ser analisados separadamente das acusações envolvendo o suposto dossiê. Devolver recursos economizados pelo Legislativo é informação relevante sobre a gestão orçamentária, mas não constitui, isoladamente, prova capaz de confirmar ou afastar outras acusações.
ONDE TERMINA A POLÍTICA E COMEÇA O CRIME?
O que está acontecendo em Várzea Grande parece ser resultado de uma sucessão de conflitos que foram se acumulando.
Wanderley preside a Câmara.
É um dos principais contrapontos políticos à prefeita.
Controla uma instituição fundamental para aprovação de projetos e fiscalização do Executivo.
Seu grupo atravessou uma turbulenta disputa pela Mesa Diretora.
Seu nome aparece constantemente no embate sobre a sucessão municipal.
A Câmara passou a analisar episódios envolvendo o DAE.
E agora o próprio presidente afirma que alguém pode ter tentado acessar ilegalmente os sistemas do Legislativo para obter ou manipular informações contra ele.
Pela primeira vez nessa nova etapa da crise, entretanto, há um documento policial que materializa oficialmente parte dessas alegações.
Isso não prova a existência da perseguição.
Mas significa que a história deixou de ser apenas uma declaração feita diante das câmeras e passou a exigir uma resposta das autoridades.
Se houve invasão, é preciso descobrir quem entrou.
Se houve manipulação, é preciso descobrir quem manipulou.
Se existe ameaça, é preciso descobrir quem ameaça.
E se existe um dossiê baseado em fatos verdadeiros, seus documentos também precisam ser apresentados e investigados.
Em uma cidade atravessada por uma guerra política cada vez mais intensa, talvez essa seja a pergunta que somente uma investigação independente poderá responder:
onde termina a disputa pelo poder e onde, eventualmente, começa o crime?
SaranNews, informação, análise e compromisso com os fatos.
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