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POLÍCIA

Força Tática prende homem com arsenal de armas e munições em Cuiabá

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Policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional prenderam, em flagrante, um homem de 31 anos por porte e posse ilegal de arma, na noite desta segunda-feira (24.10), em Cuiabá. Na ação, os policiais militares apreenderam cinco armas de fogo e 180 munições.

Durante patrulhamento no bairro Cristo Rei, por volta de 21h15, a equipe da Força Tática recebeu denúncia anônima sobre um indivíduo que estaria em um veículo Golf branco, comercializando armas de fogo, nas proximidades do bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

De posse das informações, os policiais militares iniciaram diligências pelo endereço informado e encontraram o referido veículo denunciado, realizando abordagem ao condutor. Em buscas no carro, foi localizada uma pistola calibre 380 com 14 munições e um carregador.

O suspeito foi questionado sobre a denúncia de comércio de armas e respondeu que apenas estaria guardando os materiais em sua residência para uma terceira pessoa. De imediato, os policiais militares se deslocaram para o imóvel do suspeito para localizar as outras armas de fogo.

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No local, foram recebidos pela esposa do suspeito, que afirmou desconhecer a denúncia, porém autorizando as buscas. Dentro do quarto do suspeito, a PM encontrou as demais armas de fogo, sendo uma gauge calibre 12, uma carabina calibre .22, um revólver calibre .38 e um revólver calibre .22. Além disso, foram apreendidas 180 munições para o armamento encontrado.

Diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Central de Flagrantes, junto com todo o material apreendido, para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

 

Fonte: PM MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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