Em mais um evento da semana de comemoração do aniversário dos 181 anos da Polícia Civil de Mato Grosso, o ex-delegado-geral, Mário Dermeval Aravechia de Resende, que esteve à frente da instituição entre os anos de 2019 a 2022, teve a sua fotografia adicionada a galeria dos ex-diretores, instalada na Diretoria-Geral, em Cuiabá.
O evento, realizado na tarde desta quarta-feira (24.05), foi marcado por manifestações de gratidão, homenagens e muitas recordações dos maiores desafios e vitórias e contou com a presença da esposa de Mário Dermeval, diretores, delegados regionais, investigadores e escrivães, amigos, colegas e do promotor de Justiça, Mauro Zaque.
A delegada-geral, Daniela Silveira Maidel, abriu o evento lembrando que a atualização da galeria de ex-diretores ocorreu em uma data simbólica em que é comemorado o aniversário da Polícia Civil de Mato Grosso, frisando que era um momento de muita gratidão e homenagem ao ex-delegado-geral e também destacou da importância da família como base para todo gestor.
“Hoje todos nós que estamos aqui só temos a agradecer. Foram quatro anos de conquistas e muita audácia que tornaram, hoje a Polícia Civil de Mato Grosso uma das melhores do país. Nós somos muito gratos ao senhor, que acreditou em cada um de nós e montou uma equipe muito unida que trabalhou quatro anos de forma muito harmônica. Todo o meu agradecimento em nome da Polícia Civil”, disse.
Amigo de longa data de Mário Dermeval, o diretor de Interior, Walfrido Franklim do Nascimento, lembrou de que desde quando trabalharam em Mirassol D’Oeste, Mário já dava sinais claros que era um gestor nato, com uma visão diferenciada para a instituição, com equilíbrio e conhecimento tanto na área operacional quanto de gestão, que era um exemplo para todos.
“No decorrer natural da nossa trajetória, acompanhei a sua candidatura com outros colegas ao cargo de delegado-geral, com um planejamento impecável e promessas de arrepiar, que só quem realmente te conhecia poderia acreditar que realmente se concretizaram e na realidade foi cumprido mais que o dobro do idealizado”, frisou Walfrido.
Parceiro de Mário durante a gestão, o ex-delegado-geral adjunto, Gianmarco Paccola Capoani, pontuou diversas dificuldades enfrentadas pela gestão como dívidas do estado, regime de recuperação fiscal, pandemia e destacou grandes conquistas como o inquérito digital, modernização de toda infraestrutura, SOS Mulher e o prêmio Viviane Amaral, aquisição das pistolas glock para todos os policiais entre outros.
“Com verdadeiro espírito de liderança, humildade, proatividade e engajamento, além da amizade profissional, que nos inspirava a cada dia, posso dizer que você conduziu a orquestra com a batuta firme, tanto nos instrumentos mais visíveis, quanto nos bastidores, trazendo mais fortalecimento e credibilidade interinstitucional à instituição”, disse Paccola.
Muito emocionado, o ex-delegado-geral, mencionou as dificuldades de vários parceiros da sua gestão e a atuação de diversos servidores que trabalharam de maneira invisível para que as conquistas da Polícia Civil começassem a aparecer e agora elas não param de acontecer.
“Foram quatro anos de gestão em que tivemos muitos desafios pela frente e muitas coisas que inicialmente pareciam ‘maluquices’, mas que acreditamos, e íamos de cabeça em cada projeto idealizado. Eu gostaria de agradecer a todos que trabalharam comigo direta ou indiretamente, principalmente aqueles que me toleraram e me corrigiram nesta caminhada”, destacou Dermeval.
O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.
Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.
Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.
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