CUIABÁ

POLÍCIA

Delegacia da Mulher de Tangará da Serra conclui 556 inquéritos policias com 963 vítimas atendidas

Publicado em

Mais de 550 inquéritos policiais relacionados a investigações de crimes de violência contra a mulher, criança e adolescente foram concluídos pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Tangará da Serra (239 km a médio-norte), resultando 963 vítimas atendidas no ano de 2022.

Entre 1º de janeiro a 06 de dezembro, foram 556 inquéritos concluídos, 1.546 oitivas realizadas e 507 medidas protetivas requeridas. Os trabalhos da DEDM de Tangará da Serra também resultaram em 270 Autos de Investigação Preliminar instaurados, 670 relatórios policiais desenvolvidos.

Com base nas investigações, 26 investigados foram presos por força de mandados deferidos pela Justiça após representações realizadas pela unidade policial.

Grande parte os inquéritos policiais estão relacionados aos crimes de violência doméstica como ameaça, lesão corporal, e crimes contra a honra (injuria, calunia e difamação), no âmbito da Lei Maria da Penha (11.340/2006). além dos crimes sexuais como casos de estupro e estupro de vulnerável.

Leia Também:  De férias em Goiás, Ivy Moraes esbanja boa forma em dia de sol: “Mulher mais gata!”

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Tangará da Serra foi inaugurada no ano de 2015 buscando atender vítimas de violência doméstica, sexual e familiar no município, tendo como público-alvo, mulheres, crianças, adolescentes e idosos.

O delegado titular da DEDM de Tangará da Serra, Gustavo Espíndula de Souza, destaca que os resultados da delegacia são fruto do empenho de todos policiais lotados na unidade. “Sabemos que o público que chega à Delegacia da Mulher precisa de um atendimento diferenciado, mais humanizado e de acolhimento à vítima. O desenvolvimento deste trabalho especializado realizado pela equipe é fundamental para chegar aos bons resultados tanto de investigação quanto de atendimento à ´vitima”, disse o delegado. 

Fonte: PJC MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

Published

on

A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

Leia Também:  De férias em Goiás, Ivy Moraes esbanja boa forma em dia de sol: “Mulher mais gata!”

A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

Leia Também:  Forças policiais apreendem 350 quilos de cocaína em compartimento falso de caminhão frigorífico

Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA