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Criança de apenas oito dá entrada na UPA, morre e médicos veem sinais de estupro

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Mais um bebê pode ter sido vítima de estupro, em Mato Grosso. Uma menina de apenas oito meses de idade morreu na tarde de ontem, após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, em Várzea Grande. Ela sofreu uma parada cardíaca. Médicos da unidade denunciaram que a menina tinha com sinais de estupro e o caso está sendo investigado.

De acordo com a Polícia Civil, a mãe levou a menor para a UPA por volta das 14h. Devido a complicações no quadro de saúde, a bebê sofreu uma parada cardíaca e morreu poucas horas depois.

Durante o atendimento da criança, os plantonistas da unidade desconfiaram de uma possível alteração no tamanho do orifício anal da vítima e acionaram a Polícia.

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada e encaminhou o corpo da criança ao Instituto Médico Legal (IML), para realização de exames em busca de um parecer real do ocorrido.

Os pais da bebê informaram aos investigadores que a menina fazia tratamento de saúde e que, nos últimos dias, o quadro teria se agravado. Eles negaram que a criança tenha sido vítima de qualquer tipo de maus tratos e também disseram que ela não esteve com outras pessoas, além deles.

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Após exame, os profissionais do IML informaram que não foi encontrada qualquer lesão apontando que a criança tenha sofrido violência física ou abuso sexual. A criança também estava sem nenhuma lesão pelo corpo, que indicasse ter sofrido qualquer tipo de agressão ou violência física, segundo perícia inicial.

O caso deve continuar sendo investigado pela Polícia Civil.

 

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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