CUIABÁ

INTEGRAÇÃO SOCIAL

Sesp investiu em programas educativos, capacitação de jovens e em campanhas de conscientização

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A Polícia Comunitária realizou 35.339 atendimentos, desenvolveu programas educativos em escolas, capacitou jovens e promoveu campanhas de conscientização sobre diversas temáticas, para aproximar a segurança pública da sociedade mato-grossense, neste ano.

A Coordenadoria Estadual, ligada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), trabalha para priorizar a coletividade e atuar em benefício dela, construindo um ambiente seguro e uma parceria efetiva com a população, conforme o coordenador da Polícia Militar, tenente-coronel da Polícia Militar Sebastião Carlos da Silva.

“A Sesp tem buscado essa aproximação entre as forças de segurança pública e a sociedade e a Coordenadoria Estadual de Polícia Comunitária (CEPC) tem efetivado esse entrelaçamento, em especial com as representações da sociedade, com os Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs). Isso por meio de pautas pela conscientização da importância dessa parceria e de cada parceiro, buscando uma colaboração séria e hábil ao fortalecimento da Polícia Comunitária”, afirmou.

Atendimentos sociais

Somente nas seis edições do projeto Comunidade Integrada, 17.800 pessoas foram atendidas nas localidades de Pontal do Marapé, em Nova Mutum; Ponta do Aterro, em Vila Bela da Santíssima Trindade; Mirassol d’Oeste, Poxoréu, Vila Rica e Nortelândia.

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O projeto leva às comunidades atendimentos médicos, sociais, palestras educativas sobre prevenção à violência, drogas e criminalidade, além de operações de segurança pública e concursos de redação com premiações.

As bases comunitárias também atuaram intensamente na prestação de serviços à sociedade com 16.512 atendimentos durante o ano. Destes, 6.246 foram visitas a residências, comércios, escolas, centros de saúde, associações, entre outros, para discutir e ouvir problemas locais, ou se colocar em prontidão para atender a população naquilo que couber à segurança pública. Também houve mais de 1.420 visitas solidárias.

Houve auxílio também em 28 patrulhas Maria da Penha, 1.134 visitas a postos de saúde da família, 239 projetos sociais desenvolvidos e 224 palestras sobre diversos temas de interesse público.

A CEPC também promoveu 78 visitas de orientação técnica e atendeu mais de 850 pessoas. Elas são realizadas para os Conselhos Comunitários de Segurança Pública das cidades, ou para outra representatividade atuante, visando unir forças entre a sociedade e as forças de segurança local, para que, em conjunto, busquem soluções para os problemas da região.

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Nessas visitas também são oferecidas capacitações e nivelamento de conhecimento sobre a Polícia Comunitária e seus avanços na sociedade, adquirindo também a captação de recursos para investir na comunidade local.

Também foram realizados dois cursos intensivos em Polícia Comunitária, beneficiando mais de 170 pessoas.

Fonte: SESP

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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