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Medalhas foram entregues durante solenidade alusiva ao 13º aniversário da unidade

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O Batalhão de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar de Mato Grosso celebrou o 13º aniversário da unidade, na noite desta quarta-feira (22.03), no Comando-Geral da PMMT, em Cuiabá. Na solenidade, cerca de 60 autoridades militares e civis foram homenageadas com a medalha “Mérito Guardião Rodoviário”, entregue pelo BPMTran.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, presidiu a solenidade e parabenizou os policiais que compõem o Batalhão de Trânsito por mais um ano de serviços prestados em prol da sociedade mato-grossense. O coronel também destacou a entrega das medalhas como valorização àqueles que contribuem diariamente com a instituição.

“O Batalhão de Trânsito faz um trabalho magnífico em Mato Grosso, contribuindo na redução de índices de acidentes e mortes nas estradas estaduais, garantindo um trânsito mais seguro para nossos cidadãos. Hoje, estamos reconhecendo todos os policiais militares e autoridades civis que contribuem para esta unidade tão importante e queremos dizer muito obrigado por confiarem em nossa instituição”, destacou o comandante-geral da PMMT.

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O comandante do Batalhão de Trânsito, tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, ressaltou que o BPMTran tem papel fundamental na fiscalização do trânsito em Mato Grosso, desde ações preventivas, no trabalho ostensivo e no cumprimento de leis. O comandante também ressaltou o apoio das autoridades para o desempenho do trabalho prestado pela unidade.

“Nossa equipe de profissionais é altamente qualificada e dedicada para garantir que as leis sejam respeitadas, infrações punidas e vidas protegidas. Por isso, nesta data, prestamos homenagem não só ao Batalhão, mas também a todos os cidadãos que, de alguma forma, colaboram para tornar o trânsito mais seguro em nosso Estado”, afirmou o tenente-coronel Adão César.

A medalha “Mérito Guardião Rodoviária” foi instituída pelo decreto estadual do ano de 2020 e destina-se a homenagear militares e civis que tenham relevantes serviços prestados à sociedade através das ações do BPMTran e da Segurança Pública de Mato Grosso, com desenvolvimento de atividades de policiamento e proteção aos cidadãos mato-grossenses.

Entre as autoridades homenageadas estavam presentes o secretário-adjunto de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel Heverton Mourett de Oliveira; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, coronel BM Alessandro Borges; o presidente da Associação de Oficiais (Assof-MT), coronel Marcos Roberto Sovinski; o corregedor-geral do Poder Judiciário de Mato Grosso, Juvenal Pereira da Silva; a procuradora de Justiça, Eunice Helena Rodrigues de Barros; a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso, Gisela Cardoso; o secretário-adjunto de Logística e Concessões da Sinfra-MT, Joelson Matoso; o coordenador Conformidade Legal do Detran-MT, Joel Almeida Sousa; a diretora de Conformidade Legal e Educação Para o Trânsito do Detran-MT, Adriana da Cunha Carnevale; entre demais autoridades.

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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