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Ação policial resulta na apreensão de 160 tabletes de cloridrato de cocaína em veículo que saiu de Tapurah

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Uma ação conjunta da Delegacia da Polícia Civil de Tapurah e a Polícia Militar levou à apreensão de, aproximadamente, 160 tabletes de cloridrato de cocaína na manhã desta terça-feira (06.12). O veículo que transportava a droga, um modelo Hyundai I30, foi interceptado pela PM próximo à cidade de Jangada. 

A Delegacia de Tapurah recebeu informações que duas pessoas em atitude suspeita estavam próximas a um posto de combustível na localidade de Groslândia e, depois, entraram em um veículo Hyundai e saíram sentido à Lucas do Rio Verde.  

Durante diligências na rodovia para checar o paradeiro do veículo, os policiais civis receberam a informação de que uma camionete modelo Amarok, branca, estava parada próxima da rodovia. Ao chegar ao local indicado, a equipe sinalizou a condutora, que desceu do veículo. 

Os policiais sentiram que vinha da camionete um forte odor de susbstância entorpecente. Ao questionar a condutora, ela informou que alugou o veículo em Tapurah e que a camionete estava com um funcionário seu, que foi a Sinop, mas o veículo teria apresentado defeito e parou na MT-449. A mulher alegou que foi ao local, com seu veículo Hyundai I30, para prestar socorro e emprestou seu carro para que o funcionário seguisse viagem.
  

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Com as informações coletadas sobre o Hyundai I30, a equipe da Delegacia de Tapurah repassou os dados do veículo à PM, que conseguiu interceptar o carro na BR-163, na altura do município de Jangada. Os policiais tentaram abordar o veículo, que não obedeceu aos sinais sonoros e fugiu no sentido à Várzea Grande. Após fazer o acompanhamento, a equipe da PM necessitou fazer disparos contra o veículo, que seguia em alta velocidade na rodovia, próximo a uma praça de pedágio foi possível alacançar o Hyundai I30. 

Durante a busca no veículo, foram localizados cinco sacos com 160 tabletes de cloridrato de cocaína. Os ocupantes, dois adultos de 18 e 25 anos, e uma adolescente de 14 anos foram encaminhados à Delegacia de Rosário Oeste. Um dos ocupantes é o funcionário da mulher que foi abordada em Tapurah.

 

A investigação segue pela Delegacia da Polícia Civil em Tapurah que apura quem era o proprietário da droga apreendida.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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