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VG lança protocolo de atendimento a crianças e adolescentes

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No dia em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei n.º 8.069 – completou 32 anos, 13 de julho de 2022, a Rede Protege – Articulação Intersetorial da Rede de Atendimento à Criança e Adolescente de Várzea Grande lançou a terceira edição do “Protocolo Integrado de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Sexual”. A versão é exclusivamente digital e pode ser consultada aqui. O evento foi realizado no auditório 05, Bloco D, do Centro Universitário Univag, com transmissão ao vivo pelo canal do Ministério Público de Mato Grosso no YouTube (assista).

A expectativa é de que o Protocolo contribua para gerar dinamicidade e maior efetividade às políticas públicas e serviços ofertados à população. “Com esse protocolo, estamos buscando que a Rede já existente se comunique o mais rápido possível e de forma mais eficaz na proteção das crianças e adolescentes vitimizados. Ele vem para sistematizar o atendimento, pois não podemos parar de lutar pela defesa dos direitos infantojuvenis, isso é um movimento político. E é importante saber que o Município e a sociedade civil de Várzea Grande têm essa consciência”, ponderou o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, lembrando que o ECA é um agente de transformação social.

O procurador-geral de Justiça ainda repudiou os casos de violência contra crianças, jovens, mulheres e idosos, cada vez mais frequentes e expostos na mídia. “Como dizia Mahatma Gandhi, precisamos de uma cultura de paz no nosso país. Polarização política é normal, mas tem que ser de ideias, não de agressões físicas e ataques. O direito de expressão não pode ser usado como desculpa para cometer atrocidades. E a mensagem do Ministério Público de Mato Grosso diante de tantos acontecimentos e tristezas recentes é de mantermos uma cultura de paz e praticarmos o amor ao próximo, principalmente às nossas crianças”, concluiu.

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O titular da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado destacou que o Brasil deu um grande passo com a edição do ECA, transformando crianças e adolescentes em sujeitos de direitos. Contudo, lembrou que mais de três décadas depois há quem desacredite da lei. “Trinta e dois anos se passaram e nesse período só tenho visto aumentar a violência, a exploração e o abuso contra crianças e adolescentes”, enfatizou. “Que essa rede aprenda com o grito silencioso e faminto dessas crianças que querem paz, amor, infância, uma família e serem verdadeiramente atendidos como prioridade, e que o nosso discurso seja verdadeiro na prática”, acrescentou.

Representando o prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat, a primeira-dama do Município, promotora de Justiça Januária Dorilêo reforçou o comprometimento com a Rede Protege. “O prefeito não pôde participar, mas pediu que eu transmitisse que ele entende o quão importante e relevante é a implantação desse protocolo para atendimento das crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. E que é um compromisso pessoal dele o fortalecimento das políticas públicas para crianças e adolescentes aqui em Várzea Grande e também reforçar a intenção de assinar termo de compromisso para que o poder executivo integre formalmente a rede”, assinalou.

Após a fala das autoridades, a professora do Univag Leila Chaban falou sobre “Intersetorialidade enquanto instrumento de transformação social”, resgatando todo o caminho percorrido pela Rede Protege desde a sua criação, os desafios encontrados e as possibilidades de avanço dos trabalhos. Na sequência, a analista social do MPMT Michelle Moraes apresentou o “Protocolo Integrado de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência Sexual de Várzea Grandes” e os fluxos de atendimento, com informações sobre a porta de entrada para o acolhimento e os encaminhamentos a serem realizados entre as instituições que integram o Sistema de Garantia de Direitos.

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Também prestigiaram o lançamento do protocolo a secretária Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, Ana Cristina Vieira, o secretário Municipal de Defesa Social, Alessandro Ferreira da Silva, a subsecretária Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer Maria Alice Barros, a defensora pública de Várzea Grande, Cleide Regina Ribeiro Nascimento, a delegada da Delegacia Especializada da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, Liliane Soares Diogo, a pró reitora acadêmica do Centro Universitário Univag, Elizabete Aguirre, o integrante do Conselho Tutelar de Várzea Grande, Alisson Ferreira do Carmo, e a representante da Rede de Territórios Educativos, Rosa Maria Morceli.

Workshop – Com a atualização do protocolo, integrantes da Rede Protege – Articulação Intersetorial da Rede de Atendimento à Criança e Adolescente de Várzea Grande participam de um workshop nos dias 14 e 15 de julho, com objetivo de capacitá-los sobre os fluxos e procedimentos de atendimento da rede de proteção, tornando-os multiplicadores do conhecimento.

Os dois dias de imersão no conteúdo serão ministrados pela coordenadora do curso de Serviço Social do Univag, Terezina Paes de Arruda, e pela equipe multidisciplinar do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual de Várzea Grande. Também serão realizadas as palestras “Escuta especializada e depoimento especial de crianças e adolescentes vítimas de violências”, com o colaborador do Centro Avançado de Estudos Multidisciplinares da Universidade de Brasília (UnB) Benedito Rodrigues dos Santos, e “Procedimentos de escuta especializada”, com a psicóloga da UnB Giuliana Hernandes Córes.

Fonte: MP MT

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Cartilha “Torcida Fica Esperta” é lançada em Cuiabá para promover paz e cidadania nos estádios

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Na manhã desta quinta-feira (21), o auditório da Escola Estadual Militar Dom Pedro II (antigo Médici), em Cuiabá, foi palco do lançamento da cartilha “Torcida Fica Esperta”, uma iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) em parceria com os humoristas Nico e Lau. Voltado para estudantes e torcedores, o material busca conscientizar sobre direitos e deveres previstos na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), promovendo respeito, segurança e harmonia nas arenas esportivas.

Arte, humor e cidadania

A cartilha é ilustrada com personagens da dupla Nico e Lau, que assumem diferentes papéis para explicar, de forma lúdica e acessível, os principais pontos da legislação esportiva. Para o ator J. Astrevo (Lau), o projeto ganha força justamente por dialogar com os jovens:

“A lei trata de direitos e deveres do torcedor, como a segurança, a compra antecipada de ingressos e o combate a crimes como o racismo. É fundamental levar esse debate à juventude, que representa a nova geração de torcedores, para que aprendam a viver a emoção do futebol de forma pacífica.”

Seu parceiro, Lioniê Vitório (Nico), destacou que o humor tem papel pedagógico:

“O trabalho gráfico do designer Rick Milp trouxe uma linguagem leve e clara. Isso ajuda torcedores e torcedoras a compreenderem melhor seus deveres e direitos, principalmente em tempos de intolerância nos estádios.”

O olhar das instituições

Para o promotor de Justiça André Luiz de Almeida, idealizador do projeto, a cartilha reforça o papel do esporte como espaço de convivência cidadã:

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“O objetivo é mostrar ao torcedor seus direitos, mas também os deveres que evitam conflitos. Nico e Lau são ícones em Mato Grosso e, com humor, conseguem traduzir o que a lei prevê de forma lúdica e acessível.”

O Procurador-Geral de Justiça Paulo Prado ressaltou a importância da parceria entre Ministério Público e cultura:

“Queremos orientar, prevenir e esclarecer. E nada melhor do que contar com artistas que há 30 anos encantam o público com humor pedagógico.”

Já o coronel Sandro dos Santos Caillava, diretor da Escola Dom Pedro II, avaliou que a cartilha chega em um momento necessário:

“Vivemos numa sociedade tensionada. O esporte e o humor ajudam a diminuir conflitos. A cartilha é objetiva, colorida e atraente, alcançando diferentes idades. Além da versão impressa, também poderá ser digitalizada, ampliando o alcance.”

A voz da juventude

Os estudantes presentes também reconheceram a importância do material. Júlia Heloísa, do 1º ano, disse que a experiência trouxe consciência:

“Percebi que nossos atos têm consequências. O show e a palestra foram incríveis e ensinaram lições que levarei para a vida.”

Já Gabriel Miranda, do 2º ano, destacou a relevância do combate ao racismo nos estádios:

“É importante ter uma cartilha que nos lembre sempre de fazer o certo e não praticar discriminação.”

Para Isaac Paulo, também do 2º ano, a iniciativa pode ir além das escolas:

“Esse projeto incentiva a não praticar bullying e a levar a paz também para outros espaços da cidade.”

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Educação e esporte caminhando juntos

Durante a palestra, Paulo Prado reforçou que a escola não deve ser apenas espaço de conhecimento formal, mas também de convivência e cidadania:

“Quando aliada a práticas inclusivas, a educação estimula o respeito à diversidade, fortalece a autonomia e prepara as pessoas para a vida em sociedade.”

Direitos e deveres do torcedor

A cartilha sintetiza os principais pontos da Lei Geral do Esporte:

  • Direitos: ingressos numerados, segurança antes e depois dos jogos, transporte organizado, acessibilidade, higiene das instalações e alimentos em boas condições.
  • Deveres: não portar objetos perigosos, não entoar cânticos ofensivos, não invadir o campo e não praticar ou incitar violência.

Também reforça o combate aos crimes de racismo, cambismo, falsificação de produtos e tumultos em arenas. O torcedor que infringir a lei poderá ser punido com sanções civis e penais, além de restrições de acesso a eventos esportivos.

Distribuição estadual

Com tiragem inicial de 2 mil exemplares, a cartilha será distribuída gratuitamente em escolas e nas sacolas oficiais do estado de Mato Grosso. Além da versão impressa, haverá disponibilização digital nas redes sociais e no site do Ministério Público.

O lançamento foi marcado por palestras, apresentações culturais e muito humor, mostrando que cidadania, esporte e cultura podem caminhar juntos para transformar a experiência do torcedor e promover a paz nos estádios.

Colaborou, Luiz Henrique Menezes

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