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Expectativa é de avanço na proteção aos defensores dos direitos humanos

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O Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos aponta que, de janeiro a junho deste ano, foram registradas 190.807 denúncias de violação de direitos humanos envolvendo uma vítima e um suspeito, totalizando 894.981 violações (consulte aqui) em todo o país. Para debater essa pauta, com enfoque na proteção aos defensores dos direitos humanos no campo em Mato Grosso, o Ministério Público Estadual se uniu à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e ao Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès para promover uma audiência pública, nesta segunda-feira (12).

Realizada no auditório das Promotorias de Justiça de Cuiabá, até as 17h, a consulta pública está sendo transmitida ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube (assista aqui). “Quero dizer a todos que o Ministério Público de Mato Grosso se sente honrado por ter se reencontrado com o seu berço histórico, com a sua vocação essencial ditada na Carta Constitucional de 1988, ao abrir suas portas para as instituições militantes dos direitos humanos.  Isso representa algo muito significativo do ponto de vista histórico-institucional”, afirmou o coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e Segurança Alimentar do MPMT, promotor de Justiça Henrique Schneider Neto.

Representando a instituição, Henrique Schneider enfatizou que o MPMT se coloca como um elo indutor, um fomentador e parceiro para os enfrentamentos que os defensores dos Direitos Humanos encontraram, estão encontrando e hão de encontrar no estado. “Quero desejar boas-vindas a todos e dizer que essa é a casa de vocês. Tenham a certeza de que o caminho se constrói em meio à caminhada. Sabemos que não é fácil, mas que, quando agregamos, passamos realmente a construir uma política pública efetiva de defesa dos Direitos Humanos. Que o dia de hoje seja proveitoso para que a defesa dos direitos humanos alcance um novo patamar”, acrescentou.

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O secretário-adjunto de Direitos Humanos da Setasc, Kennedy Dias, e o presidente da organização de fomento e defesa dos Direitos Humanos Vida e Juventude, Philip Leite, agradeceram ao MPMT pela acolhida. “Que bom estar aqui com vocês, participando dessa primeira audiência pública no estado de Mato Grosso pra dialogar sobre a proteção e as questões relacionadas aos nossos defensores. Agradeço pela iniciativa e acolhida do nosso anfitrião, o Ministério Público. É valioso termos um parceiro tão importante e fundamental nessa luta e, sobretudo, simbólico que esse espaço seja utilizado também como um mecanismo de promoção e defesa dos direitos humanos e também de parceria em relação aos programas de proteção”, assinalou Philip Leite. 

Ao tratar do tema em debate, Philip Leite explicou que a política de proteção a defensores existe também por causa da violência no campo, uma vez que 80% dos casos acompanhados pelo Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) são decorrentes de disputas de território envolvendo povos indígena, quilombolas e ribeirinhos. “Mesmo com alguns avanços na política de proteção, ainda há muito a ser feito. Espero que essa audiência pública seja mais um passo nessa defesa, na garantia de direito desses defensores e defensoras que estão sendo diariamente ameaçados”, concluiu.

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A presidente do Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennès, Angelina de Oliveira Costa, enalteceu a importância do evento para a luta em prol dos direitos humanos. “A audiência pública é o momento de trazermos nossos anseios, dificuldades e feitos diante de uma conjuntura e um trabalho tão interessante realizado pelas instituições aqui presentes. Espero que o diálogo seja produtivo, que tenhamos bons encaminhamentos e saiamos com propostas para melhorar nossa atuação”, ponderou. “O mais importante é que a gente se una, troque experiências e aprenda, esse é o grande ativo que nasce de uma audiência pública. Que por meio das falas que iremos escutar possamos nutrir reflexões e a construção das políticas de proteção”, disse o coordenador-geral do PPDDH, Douglas Sampaio Franco.

O que é o PPDDH – O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas foi apresentado no primeiro painel. Conforme o coordenador-geral Douglas Franco, trata-se de uma política de Estado que objetiva articular medidas para a proteção de pessoas ameaçadas em decorrência da atuação na defesa dos direitos humanos para proteger a integridade pessoal e assegurar a manutenção na atuação na defesa dos direitos humanos. Atualmente, o PPDDH acompanha 506 defensores de direitos humanos em todo o país.

Fonte: MP MT

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Cartilha “Torcida Fica Esperta” é lançada em Cuiabá para promover paz e cidadania nos estádios

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Na manhã desta quinta-feira (21), o auditório da Escola Estadual Militar Dom Pedro II (antigo Médici), em Cuiabá, foi palco do lançamento da cartilha “Torcida Fica Esperta”, uma iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) em parceria com os humoristas Nico e Lau. Voltado para estudantes e torcedores, o material busca conscientizar sobre direitos e deveres previstos na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), promovendo respeito, segurança e harmonia nas arenas esportivas.

Arte, humor e cidadania

A cartilha é ilustrada com personagens da dupla Nico e Lau, que assumem diferentes papéis para explicar, de forma lúdica e acessível, os principais pontos da legislação esportiva. Para o ator J. Astrevo (Lau), o projeto ganha força justamente por dialogar com os jovens:

“A lei trata de direitos e deveres do torcedor, como a segurança, a compra antecipada de ingressos e o combate a crimes como o racismo. É fundamental levar esse debate à juventude, que representa a nova geração de torcedores, para que aprendam a viver a emoção do futebol de forma pacífica.”

Seu parceiro, Lioniê Vitório (Nico), destacou que o humor tem papel pedagógico:

“O trabalho gráfico do designer Rick Milp trouxe uma linguagem leve e clara. Isso ajuda torcedores e torcedoras a compreenderem melhor seus deveres e direitos, principalmente em tempos de intolerância nos estádios.”

O olhar das instituições

Para o promotor de Justiça André Luiz de Almeida, idealizador do projeto, a cartilha reforça o papel do esporte como espaço de convivência cidadã:

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“O objetivo é mostrar ao torcedor seus direitos, mas também os deveres que evitam conflitos. Nico e Lau são ícones em Mato Grosso e, com humor, conseguem traduzir o que a lei prevê de forma lúdica e acessível.”

O Procurador-Geral de Justiça Paulo Prado ressaltou a importância da parceria entre Ministério Público e cultura:

“Queremos orientar, prevenir e esclarecer. E nada melhor do que contar com artistas que há 30 anos encantam o público com humor pedagógico.”

Já o coronel Sandro dos Santos Caillava, diretor da Escola Dom Pedro II, avaliou que a cartilha chega em um momento necessário:

“Vivemos numa sociedade tensionada. O esporte e o humor ajudam a diminuir conflitos. A cartilha é objetiva, colorida e atraente, alcançando diferentes idades. Além da versão impressa, também poderá ser digitalizada, ampliando o alcance.”

A voz da juventude

Os estudantes presentes também reconheceram a importância do material. Júlia Heloísa, do 1º ano, disse que a experiência trouxe consciência:

“Percebi que nossos atos têm consequências. O show e a palestra foram incríveis e ensinaram lições que levarei para a vida.”

Já Gabriel Miranda, do 2º ano, destacou a relevância do combate ao racismo nos estádios:

“É importante ter uma cartilha que nos lembre sempre de fazer o certo e não praticar discriminação.”

Para Isaac Paulo, também do 2º ano, a iniciativa pode ir além das escolas:

“Esse projeto incentiva a não praticar bullying e a levar a paz também para outros espaços da cidade.”

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Educação e esporte caminhando juntos

Durante a palestra, Paulo Prado reforçou que a escola não deve ser apenas espaço de conhecimento formal, mas também de convivência e cidadania:

“Quando aliada a práticas inclusivas, a educação estimula o respeito à diversidade, fortalece a autonomia e prepara as pessoas para a vida em sociedade.”

Direitos e deveres do torcedor

A cartilha sintetiza os principais pontos da Lei Geral do Esporte:

  • Direitos: ingressos numerados, segurança antes e depois dos jogos, transporte organizado, acessibilidade, higiene das instalações e alimentos em boas condições.
  • Deveres: não portar objetos perigosos, não entoar cânticos ofensivos, não invadir o campo e não praticar ou incitar violência.

Também reforça o combate aos crimes de racismo, cambismo, falsificação de produtos e tumultos em arenas. O torcedor que infringir a lei poderá ser punido com sanções civis e penais, além de restrições de acesso a eventos esportivos.

Distribuição estadual

Com tiragem inicial de 2 mil exemplares, a cartilha será distribuída gratuitamente em escolas e nas sacolas oficiais do estado de Mato Grosso. Além da versão impressa, haverá disponibilização digital nas redes sociais e no site do Ministério Público.

O lançamento foi marcado por palestras, apresentações culturais e muito humor, mostrando que cidadania, esporte e cultura podem caminhar juntos para transformar a experiência do torcedor e promover a paz nos estádios.

Colaborou, Luiz Henrique Menezes

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