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MEIO AMBIENTE

Batalhão de Polícia Militar apreende arma, peixes e conduz um suspeito

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Em mais uma ação, policiais do Batalhão de Polícia Militar Ambiental realizaram autuações por crime ambiental na região de Rosário Oeste. Na ação, os agentes autuaram um suspeito por capturar espécimes vedadas por lei e sem autorização do órgão competente, por pescar espécimes com tamanhos inferiores aos permitidos e por porte ilegal de arma de fogo

Conforme registro da ocorrência, no último dia 14, a equipe técnica de fiscalização pertencente ao Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental – BPMPA, em patrulhamento fluvial pelo Rio Manso, na região da comunidade Acoparis no Município de Rosário Oeste  (MT), avistou uma embarcação próxima às margens do rio e com o intuito de fiscalizar o ato de pesca, de pronto, a PM foi em direção ao indivíduo para realizar a abordagem policial.

D.C.J. mantinha em sua embarcação pescados diversos tais como: dourados, piraputangas, pacu e pacu-peva, sendo que destes a captura do Salminus Brasiliensis (dourado) é proibida por lei, bem como pescados abaixo da medida conforme legislação vigente. Prosseguindo a ação de fiscalização foi feito uma busca veicular na parte interna do automóvel acima citado, sendo encontrado pela Equipe Ambiental uma arma de fogo Cal .32 carregada com uma munição na câmara, que foi novamente indagado pela GU PM sobre a referida arma ao inspecionado, se esta era de sua propriedade, sendo afirmado que sim, bem como alegou não possuir a documentação exigida por lei e nem autorização legal para o porte.

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Vale ressaltar que posterior foram realizadas as seguintes ações como pesagens e medição dos pescados para lavraturas dos documentos, sendo verificado pela equipe 09 exemplares de espécimes variadas, dentre eles: 02 (dois) dourados com peso de: 1,520 kg atualmente proibido por lei em vigor a sua captura, 05 (cinco) Piraputangas com peso de: 1,292 kg, sendo 04 delas abaixo das medidas contendo os seguintes tamanhos: 02 (duas) piraputangas com 25 cm, 01(uma) piraputanga com 27 cm e outra com 19 cm, bem como 01 (um) pacu com peso de: 0,870 kg contendo o tamanho de 31 cm e uma pacu-peva com peso de : 0,114kg, contendo o tamanho de 15 cm, totalizando 3,822 kg de pescado.

Diante dos fatos foi realizada a condução do indivíduo a Delegacia de Policia Civil no Município de Rosario Oeste para que fossem tomadas as medidas cabíveis. O suspeito recebeu multa de R$ 3.152,88 (Três mil cento e cinquenta e dois reais e oitenta e oito centavos).

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ARTIGO & OPINIÃO

Novo livro mostra como a mídia influencia a forma como humanos tratam os animais

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A forma como a imprensa retrata os animais pode influenciar diretamente abandono, maus-tratos ou proteção das espécies. É o que discute a jornalista e pesquisadora Eveline Baptistella em seu novo livro “Animais e Mídia: Um estudo sobre a comunicação e seu poder para promover (ou não) os direitos dos animais”. Com base em décadas de pesquisa, ela mostra como as narrativas midiáticas, especialmente na imprensa, influenciam a maneira como a sociedade enxerga as demais espécies de animais e como as trata.

O livro discute o conceito de especismo, apontando como a mídia classifica os animais que são dignos de empatia ou de repulsa social, cuja separação pode ocorrer por estética, grau de submissão de domesticação e histórico nas relações com humanos.

Com vasta experiência nas redações e formadora de novos jornalistas, como professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Eveline propõe a reflexão sobre o papel do profissional de imprensa nas coberturas que envolvam outras espécies de animais.

Em suas páginas, a pesquisadora resgata a cobertura jornalística realizada durante a corrida espacial, na década de 1950, quando cães, coelhos e ratos foram enviados ao espaço antes das viagens tripuladas por humanos. À época, esses animais foram submetidos a estresse e mortes dolorosas.

O livro também aborda a cobertura jornalística da imprensa cuiabana durante um surto de toxoplasmose, em 2011, cujo uso de palavras contribuiu para um abandono recorde de gatos nas ruas da capital mato-grossense, além de casos de maus-tratos contra eles.

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Nos dois casos, Baptistella destaca como a formulação das perguntas certas e a apresentação completa das informações poderiam ter alterado a forma como a sociedade reagiu aos episódios, demonstrando que a comunicação, quando mal conduzida, pode provocar consequências concretas e graves para outras espécies.

O Pantanal, com sua fauna única, também é destaque. Baptistella aborda o papel da mídia na proteção das ariranhas e outras espécies pantaneiras. A autora reflete sobre a linha tênue: se por um lado a cobertura midiática traz visibilidade e proteção legal, por outro, o aumento da presença humana em áreas sensíveis gera estresse nos animais, podendo levar a conflitos entre humanos e não humanos.

Baptistella alerta que a mídia, ao mesmo tempo em que expõe os riscos das micro-hidrelétricas, também pode, inadvertidamente, intensificar a exploração da região. Esse paradoxo é discutido, mostrando como a responsabilidade da comunicação é vital para equilibrar preservação e respeito à fauna local.


A autora também analisa como documentários, entretenimento e redes sociais moldam sentimentos de empatia, medo ou indiferença em relação aos animais. A autora observa que essas narrativas ajudam a moldar sentimentos de proximidade, medo ou indiferença em relação às espécies.

Destacando a responsabilidade do comunicador, Baptistella convida o leitor a pensar sobre a ética envolvida em cada notícia, documentário ou postagem em rede social.

O livro se encerra com uma entrevista exclusiva do etólogo Marc Bekoff, um dos principais nomes globais da ética nas relações entre humanos e outras espécies. Professor emérito da Universidade do Colorado, ele construiu uma carreira dedicada ao estudo das emoções, da cognição e da vida social dos animais, defendendo que eles são seres sencientes e merecem consideração moral.

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Bekoff também destaca, na entrevista, o papel fundamental da imprensa na formação da consciência pública sobre o tema. Para ele, a forma como os animais são retratados nas notícias, documentários e nas redes sociais pode contribuir tanto para ampliar a empatia e a proteção das espécies quanto para reforçar práticas que ignoram seu bem-estar, o que torna ainda mais necessária uma comunicação responsável e ética.

Com uma linguagem acessível, o livro é um convite para que profissionais da comunicação e o público em geral repensem sua responsabilidade ao dar voz, ou silenciar, os outros animais.

A obra será lançada no próximo sábado, 14 de março, em São Paulo. O lançamento em Cuiabá ainda não tem data prevista.

*SERVIÇO*
O QUÊ: Lançamento do livro “Animais e Mídia: Um estudo sobre a comunicação e seu poder para promover (ou não) os direitos dos animais”.
QUANDO: sábado, 17 de março, a partir das 17h
AONDE: Drummond Livraria – Av. Paulista, 2.073 Conjunto Nacional, loja 153 – Consolação, São Paulo – SP.

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