CUIABÁ

SESCVERSÁRIO

Moradores das cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres, Barão de Melgaço e Alta Floresta irão aproveitar muita diversão, cultura, brincadeiras e bolo de aniversário para toda família

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O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) prepara programação especial para comemorar os 76 do Sesc-MT e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-MT), que é celebrado no dia 06 de dezembro. As atividades de cultura e lazer compõem a grande festa que acontece até o próximo domingo (10 de dezembro), com ações gratuitas nas unidades da capital e do interior do estado.

O presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, pontua que as instituições atuam com a missão em promover ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade mato-grossense. “A programação de aniversário é pensada para comemorar os 76 anos no estado, onde tivemos o prazer de acompanhar o seu desenvolvimento e fazer a diferença na qualidade de vida do comerciário, atuando como os braços sociais do Sistema Fecomércio-MT”, diz.  

As comemorações tiveram início na unidade de Barão de Melgaço, no dia 02 dezembro. Os moradores serão os primeiros a apagar as velinhas e poderão saborear o bolo de aniversário que será servido. Além disso, irão relembrar a história da instituição no mural retrospectivo, que contará com fotos das atividades. Tudo em meio a muitas atividades divertidas.

Em Rondonópolis, a brincadeira começa no dia 05, com o Dia do Cabelo Maluco, trazendo a liberdade para a criançada criar, ditar as regras e definir o próprio tempo e ritmo da brincadeira, trazendo o melhor da criatividade de cada uma. Já no dia 06, os moradores aproveitarão uma noite repleta de emoção, harmonia e talento, quando os alunos do curso de música do Sesc Rondonópolis se apresentarão no teatro da unidade, executando performances com violino e piano. Os interessados podem garantir o ingresso gratuito no link.

No dia 07, o teatro da unidade de Rondonópolis receberá o espetáculo “Sonhos na ponta Pé”, apresentado pelos alunos das turmas de balé da unidade. No dia seguinte (08), haverá uma edição especial do ‘Quintal da Música’. A programação comemorativa da unidade se encerra no dia 10 de dezembro, com o projeto ‘Música ao Vivo’ com apresentação do cantor Gabriel Carmo e banda.

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Na cidade de Cáceres, o público poderá aproveitar a programação de recreação e aulas especiais, também no dia 06. Como toda boa festa de aniversário, ao fim do evento, será distribuído bolo confeitado e suco aos participantes presentes. Já em Alta Floresta, no mesmo dia, será feita uma exposição de trabalhos realizados durante o ano, pelos participantes dos projetos Cursos de Valorização Social (CVS) e Sesc Conviver. Além disso, irão prestigiar a apresentação de dança dos idosos que frequentam o projeto ‘Trabalho Social com Idosos’.

Por fim, no Sesc Arsenal, em Cuiabá, as crianças aproveitarão uma batalha de Just Dace no dia 06, além de outras brincadeiras no jardim. E para quem gosta de movimentar o corpo, não pode perder o aulão de ritmos que será ministrado pelos instrutores do Sesc-MT.

No mesmo dia, o público também irá prestigiar o espetáculo ‘Contos de um lugar distante’, que reúne contos fantásticos, dando a impressão de que algo mágico pode acontecer. São histórias clássicas de diversos continentes, que durante muitos anos se espalharam pelo mundo. A narradora de histórias, Alicce Oliveira, em seu estilo próprio, utiliza de objetos sonoros para ambientar com a paisagem de cada conto. Já no dia 08, a unidade irá preparar a atividade recreativa com pintura facial e tranças. Uma ótima atividade para divertir a criançada.

Na unidade Dr. Meirelles, também na capital de MT, as festividades acontecem nos dias 08, 09 e 10, e contam com jogos e brincadeiras como a gincana aquática, cabo de guerra e outras. Os visitantes também poderão participar da gincana da família, e claro, aproveitar o bolo de aniversário em comemoração aos 76 anos do Comerciário.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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SERVIÇO 

’76 anos do Sesc-MT’ 

Quando: De 02 a 10 de dezembro

Onde: Cuiabá, Rondonópolis, Alta Floresta, Barão de Melgaço e Cáceres

Entrada Gratuita nas unidades Arsenal, Alta Floresta, Rondonópolis, Barão de Melgaço e Cáceres 

Valor Dr. Meirelles: Gratuita para comerciários, pessoa com deficiência, doadores de sangue e idosos com mais de 60 anos. Público-geral: R$8,50 (meia) e R$17,00(inteira) nas sextas-feiras e Público-geral: R$17,00 (meia) e R$35,00(inteira) no fim de semana

PROGRAMAÇÃO SESC RONDONÓPOLIS 

05/12

10h – SescVersário | Dia do Cabelo Maluco

16h – SescVersário | Dia do Cabelo Maluco 

 

06/12

19h – SescVersário | Apresentação dos alunos do Curso de Música

 

07/12  

19h30 – SescVersário | Apresentação do espetáculo “Sonhos na Ponta do Pé” com os alunos do Curso de Balé

 

08/12  

18h – SescVersário | Quintal da Música: Feira Gastronômica e de Artesanatos

 

10/12  

12h – SescVersário | Música ao vivo com Gabriel Carmo e Banda

 

PROGRAMAÇÃO SESC CÁCERES

06/12

7h – SescVersário | Festa

 

PROGRAMAÇÃO SESC ALTA FLORESTA  

06/12

14h – SescVersário | Festa

14h – SescVersário | Exposição de Trabalhos Manuais do Projeto ‘CVS’

 

PROGRAMAÇÃO SESC ARSENAL

06/12

14h – Sesc Natalino | “Contos de um Lugar Distante” com Alicce Oliveira

17h30 – SescVersário | Batalha de Just Dance e Brincadeiras Surpresa

18h – SescVersário | Aulão Especial de Ritmos

 

08/12

17h30 – SescVersário | Recreação: Pintura Facial e Tranças

 

PROGRAMAÇÃO SESC DR. MEIRELLES

08/12

8h – SescVersário | Festa

8h – SescVersário | Jogos, Brinquedos e Brincadeiras

 

09/12

8h – SescVersário | Festa

8h – SescVersário | Jogos, Brinquedos e Brincadeiras

 

10/12

8h – SescVersário | Festa

8h – SescVersário | Jogos, Brinquedos e Brincadeiras

11h – SescVersário | Música ao vivo com Wanessa Dias

14h – SescVersário | Feira Gincana da Família

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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