CUIABÁ

FIM DE SEMANA

Oficinas completam a agenda de 23 a 26 de novembro em Alta Floresta, Barão de Melgaço, Cuiabá, Poxoréu e Rondonópolis

Publicado em

O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) exibe, até quinta-feira (23), os filmes mato-grossenses classificados na 6ª edição da ‘Mostra Sesc de Cinema’ na etapa regional do evento, em Cuiabá, no Sesc Arsenal e na unidade de Rondonópolis. A programação de fim de semana conta, ainda, com ‘Circuito Sesc de Corridas – Etapa Rondonópolis’, ‘CineSesc’, ‘Música ao Vivo’, oficinas e a feira gastronômica e cultural ‘Bulixo’. Confira:

‘VI Mostra Sesc de Cinema’

O curta-metragem ‘Bruce Spike e a Batalha da Berinjela’, dirigido e roteirizado pela mato-grossense Caru Roelis, será exibido no Sesc Rondonópolis durante a etapa regional da 6ª Mostra Sesc de Cinema.

Já no Sesc Arsenal, em Cuiabá, será exibido o curta ‘Itinerário de Cicatrizes’, da cineasta cuiabana Glória Albuês Martins. Na unidade, será realizada a ‘Oficina de Rotoscopia’, que ensinará aos participantes uma técnica de animação que se utiliza da imagem filmada como referência para criar os movimentos.

 

‘CineSesc’ e ‘Sessão Pipoca’

O cinema do Sesc Arsenal exibe o clássico de Charles Chaplin, ‘Luzes da Cidade’ e o longa-metragem nacional ‘O Homem do Futuro’, com Wagner Moura, por meio do ‘CineSesc’.

Já a ‘Sessão Pipoca’ exibe ‘Adeus, Querido Mandí’, ‘31 Minutos: O Filme’, ‘O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes’ e Arsenal de Curtas com ‘Naiá e a Lua’, ‘Bá’ e ‘Napo’, no Sesc Arsenal, além de ‘Tom & Jerry: O Filme’, no Sesc Alta Floresta.

‘Circuito Sesc de Corridas – Etapa Rondonópolis’

Nesta quinta e sexta-feira (23 e 24), os corredores que se inscreveram na etapa de Rondonópolis do Circuito Sesc de Corridas, deverão comparecer na unidade do município com documento oficial com foto, comprovante de inscrição e 2 kg de alimentos não perecíveis para confirmar a inscrição e retirar o kit do atleta.

A competição será realizada no domingo (26), às 7h, com concentração dos atletas às 6h, na arena montada no local de largada. O trajeto da corrida é de 7km, iniciando na Avenida Otaviano Muniz, avançando pela Avenida Poguba, retornando para a Avenida Otaviano Muniz.

Leia Também:  Mercado aumenta previsão da inflação de 4,05% para 4,10% em 2024

 

‘Música ao Vivo’

O jardim do Sesc Arsenal será palco para diversos artistas regionais. O fim de semana conta com apresentações de Akane Lizuka, na quinta-feira (23), Vinicius Carvalho, na sexta-feira (24), Thales de Paiva, no sábado (25) e Diva Barros, no domingo (26).

 

‘Bulixo’

A feira cultural e gastronômica ‘Bulixo’ proporciona lazer, diversão, arte e culinária feitos por artesãos e culinaristas regionais, no Sesc Arsenal, na quinta-feira (23) e em Poxoréu, na sexta-feira (24).

 

‘Sesc Maker’

O Sesc Barão de Melgaço realiza a ‘Oficina de Slime’, no sábado (25). A produção da gosma gelatinosa, além de divertida, estimula a capacidade motora, cognitiva e criativa.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

 

SERVIÇO

 

Mostra Sesc de Cinema Regional, no Sesc Arsenal

Quando: Quinta-feira, 23 de novembro

Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT, 78020-000)

Entrada gratuita

PROGRAMAÇÃO

Itinerário de Cicatrizes: às 19h

‘Oficina de Rotoscopia’: das 14h às 16h

Mostra Sesc de Cinema Regional, no Sesc Rondonópolis

Quando: Quinta-feira, 23 de novembro

Onde: Sesc Rondonópolis (Alameda dos Cravos, S/N – Quadra 197 – Parque Sagrada Família, Rondonópolis – MT)

Entrada gratuita

PROGRAMAÇÃO

Bruce Spike e a Batalha da Berinjela: às 14h

 

‘CineSesc’ e ‘Sessão Pipoca’

Quando: De 23 a 26 de novembro

Onde: Cinema do Sesc Arsenal (Rua 13 de junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)

Entrada gratuita

 

PROGRAMAÇÃO ‘CINESESC’ NO SESC ARSENAL

Luzes da Cidade: 24 de novembro, às 17h

O Homem do Futuro: 24 de novembro, às 19h

 

PROGRAMAÇÃO ‘SESSÃO PIPOCA’ NO SESC ARSENAL

Adeus, Querido Mandí: 23 de novembro, às 17h

Leia Também:  "Lei do silêncio em Cuiabá a partir da 22h está valendo", diz o prefeito Abilio Brunini em suas redes sociais, veja vídeo

Arsenal de Curtas (Naiá e a Lua, Bá e Napo): 25 de novembro, às 17h

31 Minutos: O Filme: 25 de novembro, às 19h

O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes: 26 de novembro, às 17h

‘Sessão Pipoca’ | Tom & Jerry: O Filme

Quando: Sexta-feira, 24 de novembro, às 8h30

Onde: Unidade Descentralizada do Sesc Alta Floresta (Fundação Servir)

Entrada gratuita

Circuito Sesc de Corridas – Retirada de kits e validação de inscrição

Quando: Quinta e sexta-feira, 23 e 24 de novembro, das 8 às 20h

Onde: Sesc Rondonópolis (Alameda dos Cravos, S/N – Quadra 197 – Residencial Colina Verde – Sagrada Família, Rondonópolis – MT)

Circuito Sesc de Corridas – Etapa Rondonópolis

Quando: Domingo, 26 de novembro, às 7h, com concentração às 6h

Onde: Largada na Avenida Otaviano Muniz, Rondonópolis – MT

‘Música Ao Vivo’ no Sesc Arsenal

Quando: De 23 a 26 de novembro, às 17h30

Onde: Espaço de Alimentação do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)

Entrada gratuita

 

CONFIRA AS ATRAÇÕES

Akane Lizuka: 23 de novembro

Vinicius Carvalho: 24 de novembro

Thales de Paiva: 25 de novembro

Diva Barros: 26 de novembro

‘Bulixo’ | Feira Cultural e Gastronômica, no Sesc Arsenal

Quando: Quinta-feira, 23 de novembro, às 18h

Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)

Entrada gratuita

 

‘Bulixo’ | Feira Cultural e Gastronômica, no Sesc Poxoréu

Quando: Sexta-feira, 24 de novembro, às 18h

Onde: Sesc Poxoréu (Rua Graciliano Ramos, s/n – Jardim Tropical, Poxoréu – MT)

Entrada gratuita

 

Sesc Maker | ‘Oficina de Slime’

Quando: Sábado, 25 de novembro, às 9h

Onde: Sesc Barão de Melgaço (Rua Lourenço da Silva Taques s/nº – Vila Recreio, Barão de Melgaço – MT)

Inscrições: Gratuitas, na coordenação da unidade

 

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

Published

on

Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

Leia Também:  Obras na Avenida Archimedes Pereira Lima já estão com mais de 50% de sua execução

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA