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Sônia Guajajara disse que processos estão prontos para homologação

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A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou, em entrevista a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que 14 processos de demarcação de terras indígenas estão prontos para homologação pelo governo federal.

São áreas localizadas em oito estados de quase todas as regiões do país. “Temos 14 processos identificados, que estão com os estudos prontos, concluídos, já têm a portaria declaratória. A gente espera que o presidente possa assinar a homologação”, disse.

As terras indígenas prontas para o reconhecimento definitivo ficam no Ceará, Bahia, Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Acre, Amazonas e Mato Grosso. O governo anterior, de Jair Bolsonaro, havia paralisado todos os processos de demarcação de terras indígenas e a retomada desses processos foi um compromisso de campanha do atual presidente.

No fim ano passado, durante a transição de governo, o grupo de trabalho temático sobre questões indígenas já havia incluído, no seu relatório, uma lista das 13 áreas prontas para demarcação. Ao todo, elas somam cerca de 1,5 milhão de hectares.

Ameaças

Primeira indígena a assumir um cargo de ministra no governo federal, Sônia Guajajara foi a entrevistada da edição desta sexta-feira (27) do programa Voz do Brasil, da EBC, em que atualizou a situação de vulnerabilidade de diversos povos.

O tema ganhou evidência nos últimos dias com a eclosão da crise sanitária vivida pelos Yanomamis, em Roraima. Segundo a ministra, este caso é apenas “a ponta do iceberg”.

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“Tivemos seis anos de muita ausência do poder público. Yanomami é uma pontinha do iceberg”, afirmou Guajajara. A ministra citou os casos dos povos Arariboia e Guajajara, no Maranhão, Uru-eu-wau-wau, em Rondônia, Karipuna, no Acre, e Munduruku, no Pará. “Todas essas áreas estão com situação grave de madeireiro ou de garimpeiro e, com isso, [há] uma insegurança geral de saúde e alimentar”, disse.

A ministra também mencionou a situação dos indígenas Guarani Kaiowá, grupo que já esteve em evidência há alguns anos, mas que segue grave. Eles vivem em área ainda não demarcada e que é disputada por fazendeiros, as chamadas de áreas de retomada, em que há conflito permanente. “Temos recebido demanda do Guarani Kaiowá. Eles vivem em áreas de retomadas e isso dificulta a produção de alimentos. Tem a situação do povo Pataxó, também numa área de retomada. É uma terra indígena que aguarda portaria declaratória do governo federal. [Há também] os Awá Guarani, no Paraná, que têm procurado a gente para dar uma atenção especial”, acrescentou.

Outra fonte de preocupação, de acordo com a ministra, segue sendo a região Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, que concentra o maior número de povos indígenas isolados de todo o país. No ano passado, a região foi notícia mundial com os assassinatos brutais do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira.

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“Nas duas últimas semanas foi encontrada uma bomba dentro da casa de um servidor da Funai [no Vale do Javari]. A Polícia Federal foi chamada e conseguiu desarmar a bomba. O Vale do Javari é uma prioridade para garantir proteção”, revelou a ministra.

“Com essa afirmação do presidente de que vai retomar a demarcação de terras indígenas, de que vai avançar com esses processos, então [isso] já gera uma certa turbulência, animosidade de quem é contra a demarcação e, com isso, eles tentam formas de intimidar a própria atuação do governo federal”, acrescentou.

Ações permanentes

A ministra do Povos Indígenas ainda falou sobre a necessidade de ações permanentes nos territórios indígenas, para repelir ameaças e evitar novas situações de vulnerabilidade.

“Essa ação é muito importante, é a retomada da presença do Estado no território. E é preciso que seja feito um trabalho articulado com vários ministérios. Para isso, instalou-se uma comissão de enfrentamento que vai começar na segunda-feira (30), e a ideia é que o Ministério da Defesa permaneça ali com essa presença de fiscalização, juntamente com Ministério da Justiça, [com] a Polícia Federal”, finalizou.

Agência Brasil

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Sesc-MT leva ações de saúde, assistência e lazer à Expo Belíssima

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O Sesc Mato Grosso participa da Expo Belíssima, de 20 a 22 de setembro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, com uma programação voltada à saúde, assistência e lazer. Durante os três dias de evento, o público poderá participar de atividades que incentivam o movimento do corpo, além de contribuir com a arrecadação de alimentos destinados ao Sesc Mesa Brasil, por meio do ingresso solidário, doando 1kg de alimento não perecível.
O Sesc Mesa Brasil é um programa que atua no combate ao desperdício e na promoção da segurança alimentar e nutricional, destinando os alimentos arrecadas para instituições sociais filantrópicas cadastradas junto a entidade.
Entre as atividades oferecidas pelo Sesc-MT estão aulas de pilates, ritmos, mobilidade e alongamento, realizadas no caminhão-palco da instituição. No dia 20, a programação começa às 16h, com pilates, seguida de aula de ritmos, às 17h. No dia 21, o público poderá participar das mesmas atividades, mas em horários diferentes, às 17h e às 18h.
Já no dia 22, a programação começa às 18h, com aula de mobilidade e alongamento. Na sequência, às 19h, será realizado um aulão de ritmos. Tudo gratuito.
A programação também inclui a oficina culinária de aproveitamento integral de alimentos “Sabores do Sesc”, no dia 22, às 18h. A atividade apresenta possibilidades para utilizar integralmente os alimentos, evitando desperdícios e estimulando escolhas mais conscientes na cozinha.
Serviço
Expo Belíssima
Data: 20 a 22 de setembro
Local: Centro de Eventos do Pantanal – Cuiabá
Ingresso solidário: 1 kg de alimento não perecível e dentro do prazo de validade, a partir das 15h
Programação do Sesc-MT
20 de setembro
16h – Pilates
17h – Aula de ritmos
21 de setembro
17h – Atividade de movimento
18h – Atividade de movimento
22 de setembro
18h – Oficina culinária “Sabores do Sesc”
18h – Aula de mobilidade e alongamento
19h – Aulão de ritmos
As atividades de movimento serão realizadas no caminhão-palco do Sesc-MT.

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